Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

1954, 1964, 2015/2016 – Pode haver ineditismo

tiradentes-2

O ódio das elites é histórico contra quem pretende desafiar o status quo

Na história brasileira houve momentos importantes de ruptura social e institucional.
Podemos citar a proclamação da independência, a abolição da escravatura, a proclamação da República, a Revolução de 1930, as Diretas Já e a queda de Collor, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da ditadura militar.
Nesses momentos citados, não houve polarização de grupos favoráveis e contrários nas ruas. Nestes exemplos, houve grande adesão popular às teses dos vencedores, a despeito de pequenos grupos contrários, os brasileiros, dos mais variados grupos políticos e sociais, se associaram para reverter um quadro político, já sem sustentação social que os mantivessem predominando.

Mas a Inconfidência Mineira, Canudos,1954 e 1964, aconteceram polarizações importantes e as ruas foram palco de grupos antagônicos. Não houve adesão massiva apenas de um dos lados da batalha.
O suicídio de Getúlio Vargas e a deposição de Jango, tiveram forte participação popular, contra e a favor.
O resultado dessa disputa, que extrapolou a via política, se resolveu na força daqueles que eram contrário à Getúlio e à Jango. O primeiro evitou o golpe com o suicídio, o segundo resistiu até que aconteceu um golpe militar, que levou o país a uma das mais sangrentas ditaduras do século XX.

Em 2015/2016 se repete a polarização nas ruas, pela terceira vez em nossa história.
O segundo governo da presidente Dilma sofre ataques pela mídia, de parte do judiciário politizado e de um segmento social que se move a partir do que conclamam mídia, oposição e judiciário.
Pela primeira vez, um governo popular, assim como foram os de Getúlio e Jango, ou lideranças populares derrotadas como as de Tiradentes e Antônio Conselheiro, poderá resistir e derrotar os movimentos golpistas que se escondem sob o discurso da moralidade e da anti-corrupção.

O que estamos vivendo é histórico, se iguala a todos os momentos de ruptura aqui apresentados. Esta geração de brasileiros terá muito o que contar no futuro do que se vive nos dias atuais.
O monopólio da narrativa midiática da crise política não se pretende, somente, influenciar a sociedade, hoje, em favor do golpismo, mas também tem a pretensão de se constituir como fonte da construção da História e dessa forma, deformarem a construção e disseminação do conhecimento para as gerações que ainda estão por vir.

A batalha de Dilma e Lula e dos grupos que os apoiam não é apenas para evitar o golpe, mas o de evitar distorções da história no futuro.
Isso não é pouco, é heroico, visto o poder econômico de seus adversários.

A História está sendo escrita e televisionada de maneira adulterada em todos os seus sentidos políticos e sociais.
Isso não é pouco, isso é catastrófico!

Extraído da página do Facebook, Face da Legalidade

 

2 comentários em “1954, 1964, 2015/2016 – Pode haver ineditismo

  1. Pingback: 1954, 1964, 2015/2016 – Pode haver inedit...

  2. Pingback: 1954, 1964, 2015/2016 – Pode haver ineditismo | Q RIDÃO...

Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 22/03/2016 por em imprensa conservadora, politica e marcado , , , , .

Navegação

Democratização da mídia, apóie!

Seja amigo do Barão!

Digite seu e-mail para seguir este blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 3.451 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: