Palavras Diversas

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Infeliz aniversário, Globo!

Documentos comprovam o que a imagem acima representava: a Globo e a ditadura andavam de braços dados

Documentos comprovam o que a imagem acima representava: a Globo e a ditadura andavam de braços dados

*Em “homenagem” aos 50 anos da fundação da Globo, republicamos texto de julho de 2014, que sintetiza qual o melhor papel desempenhado por esta emissora.

A Globo que hipnotiza milhões com seus produtos inócuos e manipula corações e mentes com um jornalismo parcial, comprometido e serviçal de interesses estrangeiros, vêm à público autofestejar-se, colocar-se como patrimônio do povo, como se nunca tivesse agido contra sua vontade e o golpeado, em seus 50 anos de cafajestagens.

Poderíamos citar o apoio a ditadura, período que nasceu, cresceu e tornou-se o gigante que conhecemos; que tentou impedir a vitória de Leonel Brizola, em 1982; Que ignorou as manifestações pelas Diretas Já; Que manipulou o último debate nas eleições de 1989, ajudando a eleger Fernando Collor; Que apoiou FHC e sua política de privatizações; que tentou impedir, baseado em um noticiário enviesado, a segunda vitória de Lula e as duas vitórias de Dilma; A empresa que mais age para destruir a Petrobrás etc.

Em 50 anos é possível encontrar muito mais!

É isto o que significa esta data: a memória presente de uma velharia que usa de todas as suas forças para derrotar o povo brasileiro.

Infeliz aniversário, Globo!

“Documentos comprovam que Globo e ditadura andavam de braços dados”

Segundo documentos tornados públicos nos Estados Unidos, Roberto Marinho teria agido nos bastidores para manter e radicalizar as ações da ditadura.

Telegramas do acervo do Departamento de Estado Americano, publicados na Rede Brasil Atual, são as provas materiais que faltavam para poder afirmar que a retórica das manifestações das esquerdas pela democratização da mídia é verdade histórica: “a verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”.

Por interesses próprios, Marinho que transformou a sua emissora em uma das cinco maiores televisões do planeta, apoiou o estado de exceção, perseguições, a tortura ou a morte de opositores. Tudo isto fazia parte do plano de negócios da Globo.  Com a ditadura tornaram-se gigantes e “oficiosos” braços midiáticos da repressão.

Fazer a cabeça do povo para ser receptivo aos ideais da elite, são valores que Marinho plantou no período mais negro de nossa história e que permanecem firmes até os dias atuais na empresa.  A cobertura jornalística da emissora segue rígidos padrões calcados na manipulação dos fatos ou narrativas e em pré julgamentos repetidos a exaustão para formar opinião a respeito de determinados assuntos.

A transição para a democracia foi suavizada por uma apologia da manutenção da ordem, que omitiu os crimes cometidos contra a pátria, que os militares golpistas e a própria Globo foram autores.

A falta de um combate político direto no pós ditadura, fez parecer que a saída dos ditadores da vida pública do país e o retorno dos civis ao poder, transcorreu-se em uma normalidade institucional de aparências, mas maléfica para o Brasil.

Criminosos foram “perdoados”, vítimas foram esquecidas e vida que segue, sem “revanchismos” ou “recalques”.

Os militares deixaram Brasília sem a pecha de derrotados, a democracia emergiu sem a aura de vencedora.

A Globo ajudou a criar este falso ambiente de unidade nacional em sua tela onipresente nos anos 1980, em que cerca de 80% da audiência sintonizava sua programação.

O que impressiona é o poder de corpo da mídia corporativa brasileira, houvesse sentido ético a nortear as redações, as revelações da matéria de Helena Sthephanovitz seriam alvos de apurações de jornais, tv’s, portais de internet sobre o nefasto papel da Globo na ditadura.

Iluminar os fatos com a busca e divulgação de outros documentos e testemunhos deveria ser o dever jornalístico das demais empresas de comunicação…

O Brasil traz a lembrança os 50 anos do golpe militar, mas parece que tudo não passou de algo pequeno, inevitável ou “para o bem do país”, em que o envolvimento da maior rede de televisão nestes acontecimentos e a vantagem que tiraram da excepcionalidade danosa a sociedade, fossem feitos taxados atualmente como desprezíveis, insignificantes.

Na Inglaterra nova legislação midiática criou um órgão independente de regulação da imprensa.  O novo órgão pode aplicar multas de cerca de 4 milhões de reais, impor que jornais e revistas publiquem pedidos de desculpas e estabeleçam um código de conduta, verdadeiramente praticado por seus profissionais.  Rupert Murdoch, após o escândalo de de escutas ilegais para obter informações, chantagem e tráfico de influências, teve o tabloide News of The World,  fechado em 2011.

O que falta ao ambiente das grandes corporações de mídia brasileiras?

Regulação e controle da sociedade?

O poder que exercem, sem qualquer constrangimento legal, para favorecimentos políticos e econômicos, pode-se afirmar, são um dos frutos da atuação da Globo no núcleo do poder político, em plena ditadura, e herdado como valor basilar até os dias atuais.

As coirmãs da Globo não a atacam ou a investigam, com rigor e afinco, por medo de represálias comerciais ou por simples cumplicidade ideológica.

“No dia 14 de agosto do 1965, ano seguinte ao golpe, o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, enviou a seus superiores um telegrama então classificado como altamente confidencial – agora já aberto a consulta pública. A correspondência narra encontro mantido na embaixada entre Gordon e Roberto Marinho, o então dono das Organizações Globo. A conversa era sobre a sucessão golpista.

Segundo relato do embaixador, Marinho estava “trabalhando silenciosamente” junto a um grupo composto, entre outras lideranças, pelo general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o general Golbery do Couto e Silva, chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI); Luis Vianna, chefe da Casa Civil, pela prorrogação ou renovação do mandato do ditador Castelo Branco.

No início de julho de 1965, a pedido do grupo, Roberto Marinho teve um encontro com Castelo para persuadi-lo a prorrogar ou renovar o mandato. O general mostrou-se resistente à ideia, de acordo com Gordon.

No encontro, o dono da Globo também sondou a disposição de trazer o então embaixador em Washington, Juracy Magalhães, para ser ministro da Justiça. Castelo, aceitou a  indicação, que acabou acontecendo depois das eleições para governador em outubro. O objetivo era ter Magalhães por perto como alternativa a suceder o ditador, e para endurecer o regime, já que o ministro Milton Campos era considerado dócil demais para a pasta, como descreve o telegrama. De fato, Magalhães foi para a Justiça, apertou a censura aos meios de comunicação e pediu a cabeça de jornalistas de esquerda aos donos de jornais.

No dia 31 de julho do mesmo ano houve um novo encontro. Roberto Marinho explica que, se Castelo Branco restaurasse eleições diretas para sua sucessão, os políticos com mais chances seriam os da oposição. E novamente age para persuadir o general-presidente a prorrogar seu mandato ou reeleger-se sem o risco do voto direto. Marinho disse ter saído satisfeito do encontro, pois o ditador foi mais receptivo. Na conversa, o dono da Globo também disse que o grupo que frequentava defendia um emenda constitucional para permitir a reeleição de Castelo com voto indireto, já que a composição do Congresso não oferecia riscos. Debateu também as pretensões do general Costa e Silva à sucessão.

Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador quanto do general: Roberto Marinho.”

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3 comentários em “Infeliz aniversário, Globo!

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  3. agroesdras
    07/04/2014

    Eu fico abismado com os políticos desse país em abaixar sempre a cabeça para essa emissora de televisão. Se fosse em um outro pais, e isso eu falo em qualquer outro país está emissora já estava fechada e seus proprietários presos. Mas aqui nesse país eu não sei o porque desse medo todo dos Marins e sua corja.

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