Palavras Diversas

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“Mas a Globo é contra a Dilma, né?”

Esta imagem está ficando bastante clara para a opinião pública? É Dilma quem tem que fazer ficar... É a Globo quem age com mais força para derrubá-la

Esta imagem está ficando bastante clara para a opinião pública? É Dilma quem tem que fazer ficar… É a Globo quem age com mais força para derrubá-la

O movimento nacional de apoio a Petrobrás, aos direitos do trabalhador e ao governo Dilma, foram um alento ao Planalto e aos que, temendo desmobilização das bases sociais que apoiam o governo petista, imaginaram fracasso do dia 13.

Na volta para casa, dentro de um metrô lotado no Rio de Janeiro, uma jovem  se surpreendeu quando lhe disse que as pessoas concentradas na Cinelândia e depois em frente à Petrobrás, estavam apoiando Dilma.

Suas palavras foram: “é preciso coragem para ir as ruas e apoiar (o governo) em um momento como esse. Porque só se ouve falar mal dela na televisão”.

É a prova de que é a mídia, mais fortemente a TV aberta e a Globo, que ainda fazem “a cabeça” de uma parcela de sua audiência e interfere na ordem do dia.

A conversa de pouco mais de dez minutos foi amistosa, o que, de certa forma, também me surpreendeu vindo de alguém que imaginava que alia ocorria mais um ato de preparação para domingo. Ela reconheceu que a Globo joga pesado.

Aí está a oportunidade de Dilma, apesar de parte da sociedade aceitar o discurso pronto e simplista dos opositores, alguns poderiam se surpreender com um embate mais compromissado, por parte do governo, para rebater as ideias limitadas da mídia.

A Globo lidera os conservadores e se assanha para, neste domingo, colocar seu bloco na rua e ameaçar a democracia, a muito custo conquistada.

A Globo pavimenta, com seus noticiários tendenciosos e programação propagadora das manifestações pró impeachment, a marcha do golpe, o caminho do golpismo político, radicalizando ataques e bombardeando a opinião pública com discursos disfarçados de editoriais e material jornalístico, diariamente.

Não por caso, a hashtag #GloboGolpista ficou quase dois dias na  liderança do trend topic Brasil no Twitter e mereceu destaque da imprensa internacional.

As cerca de 100 mil pessoas que saíram às ruas em São Paulo são a comprovação de duas coisas:

A primeira delas, Dilma não está só. Este recado serve para seu núcleo político, seus aliados menos fiéis e para a oposição tomarem suas decisões com base nesta demonstração de força.  Este governo, apesar de erros na condução política e dos duros ajustes econômicos adotados, tem margem de manobra para vencer quem se propõe a derrubá-lo.

A segunda e mais importante, este foi apenas a primeira convocação aceita pela sociedade para defender o estado de direito e Dilma, se a situação política continuar acentuando o cenário de polarização, poderá levar ainda mais gente a apoiar o governo e reverter a situação de desvantagem na disputa travada politicamente. Ou seja, a mídia e a direita deram o discurso de mobilização que Dilma e o PT mais precisavam, os movimentos sociais e sindicais e a população simpática a presidenta, mas encapsulada pelo noticiário agressivo da mídia, mostraram que estão prontos para responder aos ataques, é só convocar.

Esta é mais uma grande oportunidade para Dilma, ao lado das bases sociais, pressionar a oposição, política e midiática, e derrotar a agenda conservadora.

Assim como a jovem que se surpreendeu quando lhe disse que mais de 50 mil pessoas foram as ruas em São Paulo para defender Dilma (ainda não dispunha da informação de que foram cerca de 100 mil), outros mais poderão perceber que a batalha não está vencida por quem, incessantemente, ladra como defensor da moralidade na tela da TV.

O combate político, no sentido de defender ideias e não da violência, indo para as ruas dará ao cidadão comum a certeza, ou pelo menos a parte considerável do contingente social que apenas ouve uma das partes, que existe resistência e uma batalha muito forte em jogo.

Dilma precisa liderar, legitimada como presidente eleita por mais de 54 milhões de votos, esta discussão e com um discurso mais direto, mostrar quem são os adversários de seu governo, da soberania nacional e da democracia.

Aquelas 100 mil pessoas caminhando sob chuva forte na avenida Paulista e outros tantos milhares país afora, respaldam a chefe do governo a ir para a luta e buscar reverter o cerco reacionário que se formou sobre o país e que tenta asfixiar sua administração.

Bastará Dilma manter-se longe do isolamento a que se submeteu após reeleita e não deixar de responder aos ataques que continuarão acontecendo, com argumentação subsidiada por dados concretos e, na essência, dialogando com o espectador que assiste a este vale tudo político, que a mídia transmite com o alvoroço de quem tem lado, muito claro, mas tão claro, que a sociedade possa dizer: “mas a Globo é contra a Dilma, né?”

Um comentário em ““Mas a Globo é contra a Dilma, né?”

  1. agroesdras
    15/03/2015

    A rede globo é a grande incentivadora de levar ódio as famílias para insufla-las a irem pelas ruas contra a nossa Presidenta Dilma.

    Curtir

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