Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Marcha do golpe representa a derrota das boas agendas de junho de 2013

A reforma política também era uma das bandeiras, dos difusos e fragmentados, protestos de junho de 2013 que foram derrotadas pelos radicalismo de direita

A reforma política também era uma das bandeiras, dos difusos e fragmentados, protestos de junho de 2013 que foi derrotada pelo radicalismo de direita

A manifestação marcada para domingo contra a presidenta Dilma é a mais clara evidência de que as manifestações de junho de 2013, difusas e sem lideranças, fracassaram, considerando que o que a gerou foram os protestos contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo. Uma causa popular, de quem necessita do transporte público para se locomover.

O que ocorreu em junho foi desfigurado e vencido, em sua essência, por uma agenda conservadora e contaminada por discursos de ódio político e de classe social.

Em junho de 2013 as pessoas que foram para rua também pediram reforma política, para serem representadas, de fato e de direito pelas instituições políticas.
Foi pedido, com urgência um novo marco regulatório da mídia e a democratização dos meios de comunicação, concentrados e formadores de oligopólios midiáticos.
Mais recursos para a saúde e educação, também foram entoados por multidões como necessidades urgentes a serem resolvidas pelas autoridades.

Entre outras demandas populares, estas três eram reclamações que atenderiam a sociedade como um todo, mais particularmente, os mais pobres.
De certa forma, a questão dos recursos da saúde e da educação foi discutida em estado de emergência pelo governo e o Congresso e se conseguiu aprovar a lei dos royalties do pré-sal para estas duas áreas, com pressão sobre deputados e senadores, de maneira rápida e eficaz.

A reforma política e a lei de mídia foram fragorosamente derrotadas.

Foi fácil perceber, já aquela época, que os conservadores e radicais de direita infiltraram-se nas jornadas de junho e sequestraram o espírito do movimento.

A radical polarização política que tomou conta do cotidiano do brasileiro é prova de que as postulações sociais do povo foram soterradas e que é a direita quem comanda essa nova fase de protestos.

Não há uma agenda propositiva para o país, mas apenas palavras de ordem contra Dilma, Lula e o PT.

Não se tem uma análise da corrupção neste discurso desfigurado, mas o propósito de colar neste governo todos os rótulos ligados a falsificação ideológica, corrupção e desmandos, em uma exageração proposital de seus propagadores, que se excluem dos problemas e projetam-se, com inigualável cinismo, como a solução nacional.

Não se trata de pressão por mais democracia, mas apologia ao estado de exceção, à ditadura, como forma de usurpar o poder perdido em quatro eleições seguidas pela elite.

O que as manifestações de junho plantaram de melhor, murcharam ou foram mortas, pela urgência conservadora para a retomada do poder.
O que havia de pior ali, foi sendo financiado por setores políticos reacionários e instigado por uma mídia partidária, até chegarmos a este momento bastante delicado.

A consagração nas urnas do Congresso mais conservador em 50 anos, com votações expressivas para fundamentalistas de direita, como Jair Bolsonaro, pastor Feliciano e Eduardo Cunha, não nos permitem ignorar a reação dos fomentadores das políticas mais opressivas às demandas da sociedade por mais democracia.

Sejamos honestos e francos: quem protestou por mais recursos para a saúde e educação, pelo passe livre no transporte público e pela democratização da mídia em junho de 2013, não pode achar que está sendo representado nos dias de hoje, por gente que prega o ódio e a violência como instrumentos políticos e que defendem, abertamente, a ditadura.

*Extraído da página no Facebook, Face da Legalidade

Um comentário em “Marcha do golpe representa a derrota das boas agendas de junho de 2013

  1. Adir Tavares
    12/03/2015

    Manada de muares!

    Curtir

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