Palavras Diversas

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Mídia propaga protesto de março contra Dilma

A imagem acima reflete o atual de estado político. Um governo sitiado por setores da mídia e da política que objetivam derrubá-lo à margem do Estado de Direito

A imagem acima reflete o atual cenário político. Um governo sitiado por setores da mídia e da política tradicional, que objetivam derrubá-lo à margem do Estado de Direito

A mídia propaga e amplia o protesto contra o governo marcado para o dia 15 de março.

Esta afirmação é verdadeira, pois se evidencia no noticiário mais negativamente ostensivo contra a administração de Dilma e do PT. Ao tecerem linhas editoriais demagógicas e histéricas, a grande imprensa tenta criar fagulhas e jogá-las no palheiro da opinião pública.

Não é preciso fazer uma chamada estridente em jornais impressos citando o protesto e convocando sua audiência em revistas sensacionalistas e telejornais irresponsáveis. Para funcionar a estratégia midiática, basta noticiar, incessantemente, matérias que tragam denúncias, mesmo que vazias, e boatos maldosos.

Para aumentar um pouco mais a temperatura política, entregar microfones às lideranças da oposição ajudam.

Mas a questão é, terão sucesso nesta empreitada?

Dilma precisa sair das cordas e trazer junto seus ministros para o embate midiático, assim como fazem as grandes corporações de mídia, que escalam seus mais afamados articulistas para bater forte e, usar e abusar, de “fontes que preferem não ser identificadas” para chamuscar a imagem da presidenta.

Ocorre que o Planalto tem ministros obsessivos pela atenção da imprensa, mesmo que para serem ridicularizados ou desautorizados. Ou ministros sem autoridade, política e/ou administrativa, que mais servem de objetos de decoração na esplanada dos ministérios e pouco fazem em seus postos para debelar as crises criadas pela mídia. O leitor saberá identificar quais sejam.

FHC enfrentou momentos muito mais difíceis em seus dois mandatos, como a greve dos petroleiros que durou 32 dias, em resposta ao plano de privatização da Petrobras e elevou os custos da gasolina e dos gás de cozinha em 1995, por conta da falta de diálogo do governo do ex-presidente tucano.

Brasília foi palco de manifestação de mais de 100 mil pessoas pedindo o impeachment de FHC, em agosto de 1999.

Escapou ileso graças a providencial ajuda da Globo e seus aliados na mídia.

FHC  e Roberto Marinho na inauguração do elefante branco da editora Globo custeado com dinheiro público...

FHC e Roberto Marinho na inauguração do elefante branco da editora Globo custeado com dinheiro público…

Não custa nada lembrar que o parque gráfico da editora Globo, em Duque de Caxias, foi financiado com fartos recursos do BNDES, custou cerca de US$200 milhões em valores de 1999, cifras atualizadas elevam este valor a cerca de R$1 bilhão, com taxas de pai para filho, ou de subalternos para chefias…

O ouriço de vários setores que se somam a tradicional oposição política, liderada pela velha mídia e pelo PSDB, trazem ares de naftalina e bandeiras retrógradas à sociedade, como a ameaça à democracia, a quebra do Estado de Direito e a repressão a grupos sociais organizados, como os trabalhadores sem terra e sem teto, os movimentos da população negra, os direitos da mulher e o rompimento imediato das políticas públicas de longo alcance social, como o Bolsa Família, Pro Uni e o Minha Casa Minha Vida, são alguns exemplos do que está sendo ameaçado, no Congresso mais conservador dos últimos 50 anos e por segmentos que se organizam como frentes fundamentalista de luta política pela direita.

É o noticiário raivoso e extremista da grande mídia que causa o alvoroço e busca arregimentar indignados, tão seletivos quanto as manchetes da Veja.

Esta a pleno vapor o maior ataque midiático a um governo legitimamente eleito das últimas cinco décadas. Por mais que críticas a condução política possam haver, a aposta na ruptura demonstra, inequivocamente, que a imprensa é o braço armado da oposição, é quem entrega as armas aos partidos mais conservadores. A desinformação é o armamento mais utilizado e o que possui maior alcance.

Dilma precisa reagir com firmeza, trazer seus aliados mais fiéis para o palco desta disputa e não prescindir do diálogo, até com parte da base da coalizão menos confiável.

É correto afirmar que Dilma no governo, não representa apenas um projeto pessoal, ou um único partido, mas lá está amparada por fortes grupos sociais progressistas, no campo e nas cidades, que por mais críticas que tenham ao atual pacote econômico do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não assistirão inertes a uma tentativa de desestabilização institucional sem ir à luta.

Quem vai pagar para ver?

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