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Troika ou Syriza? Holofotes lançados sobre uma disputa de proporções globais

Portugueses também foram as ruas para enfrentar a Troika e o plano de austeridade da União Européia

Portugueses também foram as ruas para enfrentar a Troika e o plano de austeridade da União Européia

O mundo estará observando os próximos atos da Grécia.

Não me restam dúvidas de que o sistema financeiro internacional fará o possível para dobrar o novo governo grego em suas intenções, conforme as propostas do Syriza, publicadas no Opera Mundi e reproduzidas logo abaixo, e fazer disso uma clara mensagem aos países que, em situação parecida, ousarem desafiar o rentismo internacional.

Apenas o uso da palavra renegociação por parte dos vencedores do pleito, já é entendido como um xingamento ao mercado e aos seus agentes pró-austeridade. Você ainda vai ler muito sobre isso na mídia hegemônica, de maneira enviesada e negativa.

Mas o equilíbrio poderá vir através da força da opinião pública internacional, materializada, especialmente, em países que terão eleições este ano, como a Espanha.

O novo governo grego estará no foco do noticiário internacional e poderá ser embalado para consumo político, por um lado pela necessidade dos conservadores e neoliberais de sua capitulação frente ao sistema financeiro internacional e por outro pela esperança de uma guinada à esquerda da Europa, pelas forças progressistas.

Confiram as propostas do Syriza:

Economia

– reestruturação da dívida pública, por meio de uma “Conferência sobre a dívida europeia”, para que ela seja sustentável;

– vincular parte da dívida ao crescimento do país, para que ela seja paga “não com o orçamento”;

– moratória da dívida para poupar fundos a fim de estimular o crescimento;

– suspender arresto de contas bancárias de quem não tem renda por 12 meses;

– abolir imposto único sobre propriedade, taxando as maiores e as casas de luxo;

– reestruturar empréstimos para empresas e pessoas físicas;

– reposicionar salário mínimo em € 751;

– recuperar acordos coletivos de trabalho;

– aumentar investimento público “imediatamente”, em pelo menos € 4 bilhões;

– “gradualmente” reverter injustiças do programa de austeridade;

– subsidiar o custo de energia de pequenas e médias empresas, com a contrapartida de gerar empregos e respeitar cláusulas ambientais;

– combate à evasão fiscal;

– fim das privatizações.

Sociedade

– eletricidade gratuita para 300 mil famílias que vivem abaixo da linha da pobreza;

– subsídios à alimentação de famílias que estejam sem rendimentos;

– saúde e remédios grátis para desempregados que não recebam subsídios;

– revisão de impostos em combustíveis e de aquecimento residencial;

– investir em educação, para trazer de volta à Grécia os pesquisadores que saíram do país.

Política

– dar mais autonomia a municípios e regiões;

– apoiar iniciativas dos cidadãos, inclusive para a convocação de referendos.

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