Palavras Diversas

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Governo precisa “sair das cordas” e comunicar-se melhor

Governo precisa sair das cordas e buscar espaços para o enfrentamento político

Governo precisa sair das cordas e buscar espaços para o enfrentamento político

Os ataques que sofre da mídia e da oposição, sem uma resposta a altura, colocam o governo Dilma nas cordas e com pouca capacidade de reação, a altura, dos insultos que atura calado.

A capacidade do governo de comunicar-se, diretamente, com o povo é colocada a prova a cada novo ciclo de bombardeios midiáticos de que é vítima. Geralmente as respostas são tímidas e não colocam as questões, políticas ou econômicas, no devido lugar da disputa de poder em que é travada.

A imprensa conservadora afirma que Dilma iniciará seu segundo mandato em crise, cercada de escândalos de corrupção e com a popularidade abalada. Apesar das últimas pesquisas terem mostrado uma reação da presidenta, a verdade é que Dilma terá um começo de segunda administração com muitos incêndios para apagar e terá que ter uma equipe ministerial muito capaz de abrandar os conflitos políticos no Congresso e junto a sociedade organizada. Suas escolhas foram baseadas em critérios que colocarão a prova a habilidade para mobilizar a sociedade e de dialogar de seus novos ministros.

Desde que a reeleição foi instituída nas eleições de 1998, esta será a segunda vez que um presidente reeleito vai inaugurar um segundo mandato sob forte cerco político. Em 1999 FHC tomava posse, pela segunda vez, com a popularidade em baixa e sob a desconfiança do povo e de investidores, nacionais e internacionais. A administração de 1999 a 2002 foi marcada por forte desgaste em sua imagem, sem jamais ter conseguido recuperar seus melhores índices de aceitação do primeiro mandato.

Dilma terá que ter enorme capacidade, não apenas como gestora, mas política para discutir, ceder e enfrentar interesses, com segurança, quando a situação impor.

Os erros na condução de uma equipe titubeante, não poderá se repetir a partir do dia primeiro de janeiro. Caso contrário, a presidenta correrá sério risco de seguir sob fogo cruzado e desconfianças, recebendo ataques cada vez mais potentes, que poderão impedir a recuperação da boa imagem que seu governo já ostentou até junho de 2013. Talvez não mais recupere aqueles números virtuosos, mas necessariamente, precisará de taxas melhores que as atuais.

A crise de corrupção, título novelesco que a grande mídia cunhou para rotular o governo como agente degenerador da moral e dos bons costumes, precisa ser duramente combatida e as ações de enfrentamento aos malfeitos devem ser incisivas e, vez ou outra, exigir pronunciamentos da mandatária a nação sobre a questão.

O conflito não vai recuar com medidas que agradem o grande capital e seus apoiadores, é preciso o enfrentamento político, é urgente a distinção via ações concretas.

Portugal está sendo sacudido por uma grave crise econômica e que atinge em cheio o meio político daquele país.

Um ex-presidente foi detido e políticos, da oposição e do governo, estão sendo denunciados a Justiça.

Mas um juiz, José Mouraz Lopes, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, afirmou que “a corrupção não aumentou, mas, sim, as condições de investigação policial e atuação da Justiça”.

É isso que Dilma, e seu leniente Ministro da Justiça, devem afirmar em alto e bom som, todas as vezes que forem atacados por seus opositores.

É este discurso que tem que ser posto, é esta a certeza que precisa ser disseminada com firmeza.

Caso contrário, o governo seguirá acuado e com pouca possibilidade de recuperar seus melhores indicadores de confiança popular.

Lula venceu grave crise política em 2005, para, a partir de 2007, tornar-se o presidente mais popular de nossa história, Dilma nem precisa de tanto, basta conseguir comandar uma equipe bem articulada politicamente, que em 2018 terá uma imagem muito melhor acabada em sua segunda gestão.

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