Palavras Diversas

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Demagogia e leviandade de Alexandre Garcia

O homem dos palanques da ditadura atacou 54 milhões de brasileiros porque votaram em Dilma...

O homem dos palanques da ditadura atacou 54 milhões de brasileiros porque votaram em Dilma…

Se eu fosse utilizar o mesmo modo demagógico e leviano de Alexandre Garcia para elaborar uma questão, tão absoluta e despida da análise dos fatos, imputando culpa em suspeições, poderia afirmar:

A audiência da Globo é cúmplice com os crimes que esta emissora encobriu durante o período da ditadura, que faz-se oportuno relembrar, apoiou; que seu público concordo com patifarias e vigarices articuladas contra a democracia, como nos casos da tentativa de fraude na eleição de Leonel Brizola a governador do Rio de Janeiro em 1982 e na cobertura tendenciosa das eleições presidenciais de 1989, que culminou com a edição de véspera do pleito do Jornal Nacional para eleger Collor e derrotar Lula; ou que seus telespectadores concordam com a prática de fraude fiscal milionária da emissora, ou sendo mais justo, da sonegação fiscal em que foram autuados, recentemente, pela receita Federal.

Não poderia afirmar isso.

A audiência da emissora, em grande parte, e à parte dos escândalos conhecidos, sintoniza nos canais da Globo em busca de entretenimento e informação.  No último item, a bem da verdade, a audiência tem sido lesada, mais concretamente, desinformada.

E mesmo com as provas materiais que possam existir contra a televisão da família Marinho, seus admiradores não podem ser tachados de cúmplices ou que compactuam com crimes apenas porque ligam a TV para assistir esta emissora.

Quando Garcia, que tornou-se uma personalidade mais conhecida por ter sido porta voz do ditador João Figueiredo, diz, sem qualquer responsabilidade ética que “53 milhões de eleitores aprovaram tudo isso [corrupção na Petrobras] e 39 milhões de eleitores lavaram as mãos. Já estava tudo sabido pelos jornais, pelo rádio, pela televisão, desde janeiro, e depois na campanha política. Então, não me venham dizer que não são cúmplices”, ele generaliza, julga e penaliza, a presidenta Dilma, a Petrobrás e os eleitores que a reelegeram para mais quatro anos de mandato.

A corrupção não é um fenômeno novo da República, muito pelo contrário.  Garcia sabe disso, talvez até com muita propriedade por ter participado de um governo de obras faraônicas abandonadas país afora e por trabalhar em uma empresa que não cumpre com suas obrigações fiscais, com o zelo que deveria servir de exemplo para quem costuma apontar seus holofotes contra adversários nesta matéria.

Mas o combate aos promotores da corrupção, corruptos e corruptores, agentes públicos e privados, isto sim, pode ser chamado de novidade na vida política brasileira.

Nem Dilma pode ser prejulgada pelos fatos que, justamente, seu governo se encarrega de investigar na Petrobrás, muito menos seus eleitores por depositar seus votos na continuidade de sua administração.

p.s. Em 2010, no programa da Ana Maria Braga, o jornalista ao ser perguntado pela apresentadora sobre o que seria melhor para o Brasil, Serra ou Dilma, Garcia não titubeou: Serra…

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