Palavras Diversas

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Lava Jato reforça urgência da reforma política

Dilma propôs em 2013 um plebiscito para a reforma política, derrotado no Congresso pela articulaçaõ de Eduardo Cunha e Aécio Neves. O que temiam? A Lava Jato?

Dilma propôs em 2013 um plebiscito para a reforma política, derrotado no Congresso pela articulação de Eduardo Cunha e Aécio Neves. O que temiam? A Lava Jato? [clique para ampliar]

Sem entrar no mérito das jogadas políticas que a operação Lava Jato traz implícita, dentre outras coisas, esta ação da Polícia Federal revela a necessidade urgente de se fazer uma reforma política, que iniba o abuso do poder econômico nas eleições através do fim do financiamento privado de campanha.

A prisão de poderosos empreiteiros acusados de participarem de um esquema criminoso que, segundo o Ministério Público Federal, teria se iniciado em 1999, portanto teve sua gênese no segundo mandato de FHC, como publica o DCM, é uma faxina no modo operante das campanhas políticas até então:

Os procuradores afirmaram que o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobras teria começado antes da chegada dos diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque a companhia.

“Muito embora não seja possível dimensionar o valor total do dano, é possível afirmar que o esquema criminoso atuava há pelo menos 15 anos na Petrobras, pelo que a medida proposta e ora intentada não se mostra excessiva”, argumentaram.

Segundo levantamento das doações de campanha para o pleito presidencial de 2014, Aécio Neves, principal crítico do governo, o mesmo foi contemplado com dinheiro em abundância vindo de 6 das 9 empreiteiras investigadas pela PF.

Hipocrisia e oportunismo por parte da oposição tucana e seu atual presidente, o senador mineiro.

Doações privadas irrigam todas as legendas, inclusive o PSDB, não apenas na disputa presidencial, mas também nos estados, principalmente onde governam, sem contar nas eleições legislativas onde o lobby é poderoso.

Estabelecer o fim do financiamento feito por pessoas jurídicas ou, ao menos, definir um teto de doação, vinculados ao CPF ou CNPJ, não superiores a R$1.000,00 por exemplo, já seria um bom começo.

Seis das nove empreiteiras investigadas na operação Lava Jato irrigaram a campanha de Aécio Neves este ano

Seis das nove empreiteiras investigadas na operação Lava Jato irrigaram a campanha de Aécio Neves este ano. Hipocrisia e oportunismo tucano [clique na imagem para ampliar].

Quem hoje ladra no Congresso contra a corrupção, mas é contra o povo decidir através de um plebiscito os principais temas de uma reforma política, quer aparecer como arauto da moralidade, mas escondendo suas ligações escusas com quem lhe sustenta financeiramente e quer continuar sustentando um modelo arcaico, de sub-representatividade política-eleitoral, onde apenas os ricos podem ser ouvidos e convidados a decidir assuntos importantes da República, desde que pagando a conta antes do prato servido.

Em 2013 Dilma propôs um plebiscito para reformar a política e ouvir a voz das ruas, diretamente, sem intermediários. Com o apoio do PMDB e da oposição, tal iniciativa foi vencida no Parlamento, a “justificativa” para a derrubada da proposta era de que não haveria tempo hábil para realizar a consulta popular e colocar em prática as medidas para as eleições de 2014.

Naquele momento, pós manifestações junho, dois personagens foram muito importantes para enterrar o plebiscito da reforma política, Eduardo Cunha e Aécio Neves. Não por coincidência, políticos flagrados por caixa dois no escândalo da Lista de Furnas.

Fizemos então um questionamentos pertinentes aos dois aliados e a mídia, que ora repetimos:

“Não querem fechar a bica da corrupção, por que se valem deste expediente?

Não se interessam pela democratização dos pleitos e oportunidades iguais para todos os candidatos debaterem com o eleitor?

O fato é que a objeção a uma consulta popular, desmascara estes dois personagens e tantos outros mais que se opõe a proposta e põe em xeque, principalmente para Aécio Neves e suas pretensões políticas, suas imagens de políticos supostamente éticos e moralmente responsáveis…

As questões acima são de fáceis respostas.

E você, caro leitor, não desconfia da boa vontade da imprensa, a Globo como ponta de lança, com os que agora são contrários a ouvir a voz das ruas? Por que será que importantes grupos midiáticos não deram, propositalmente, a devida importância para o maior escândalo de caixa dois da história eleitoral brasileira e hoje também se apresentam como opositores ao plebiscito?”

Com os novos fatos e o desenrolar da trama que levou a cadeia grandes empreiteiros, tem Dilma, novamente, o cenário adequado para mobilizar os partidos da base e a sociedade em prol da reforma política, pois quem propõe é porque não teme, a presidenta deve liderar esta jornada, e a hora é das mais oportunas.

Quem se levantará contra e porquê, serão os mesmos de antes, que paguem o ônus da renúncia política em nome de vantagens obscuras perante a opinião pública.

3 comentários em “Lava Jato reforça urgência da reforma política

  1. Cláudio Ribeiro
    11/02/2015

    Meu caro, acho que não entendeu o sentido do texto. Hipocrisia a oposição berrar contra algo de que se farta. ok?

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  2. Edgar
    11/02/2015

    Outra coisa, o PT foi o partido que mais recebeu dinheiro das tais empreiteira na eleição de 2014. Seja mais imparcial.

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  3. Edgar
    11/02/2015

    Meu querido. A Dilma também recebeu doações das mesmas empreiteiras. Seja mais imparcial.

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