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Falácia conservadora: Democracias e ditaduras

A democracia americana é saudada por conservadoras, enquanto Cuba é demonizada pela mídia corporativa, tire suas próprias conclusões

A democracia americana é saudada por conservadores brasileiros, enquanto Cuba é demonizada pela mídia corporativa, tire suas próprias conclusões

Se para o PSDB e seus repetidores, Cuba é uma ditadura sanguinária e a América, saudada como a grande democracia, o exemplo ou o espelho a ser venerado, reflitamos:

A “ditadura sanguinária” oferece saúde e educação, públicas e universais, a todos os seus habitantes, inclusive oferece bolsas de estudos para estudantes de outros países cursarem nas universidades cubanas.

O povo cubano é instado a participar de comitês que decidem como, quando e onde o pouco dinheiro será investido em suas localidades, exemplo de participação direta.

Havana envia ajuda humanitária a vários países que necessitem de apoio e solidariedade em situações de crise provocadas por epidemias, fome ou desastres naturais.

Por outro lado, a grande democracia não oferece saúde ou educação para seus cidadãos. Quem tiver dinheiro paga os estudos de seus filhos, quem não tiver, não garante o futuro de seus dependentes, é a lei de mercado regendo um bem social.

A democracia americana se ampara em um modelo que se limita ao direito de votar apenas, como um fim em si mesmo, em eleições complicadas e pouco democráticas. Todo o complexo orçamento do Estado é dominado pelo Congresso e pelas disputas violentas de lobbies de setores industriais poderosos, como a indústria do armamento, por exemplo.

O americano comum não dispõe de recursos públicos para custear, mesmo sob a forma de subsídio, educação e saúde, mas seu governo direciona centenas de bilhões de dólares para exportar guerras.

Os Estados Unidos enviam ajudas humanitárias em situações de crises, sejamos justos, mas enviam muito mais soldados e armamentos para fomentar a guerra, a divisão geopolítica e as disputas baseadas nos seus próprios interesses econômicos. Sob a frágil desculpa de que interveem em países para restaurar a democracia e proteger populações civis, o modelo de democracia que hipnotiza os conservadores brasileiros, ocupa com mão de ferro territórios, encampa as riquezas naturais dos países invadidos e oprime populações inteiras, que são as maiores vítimas de suas guerras em nome da democracia.  Afeganistão e Iraque são os maiores exemplos de tamanho cinismo intervencionista.

O continente africano tem tem sofrido grandes convulsões sociais causadas pela fome, instabilidade política e por doenças, como o Ebola. Cuba foi um dos primeiros países a enviar médicos para ajudar a combater a essa doença.

Mas e os Estados Unidos, defensores da democracia, não provém de recursos mínimos para erradicar a fome e doenças que não ocorrem no Ocidente?

A solidariedade é o melhor dos valores que podem inspirar a sociedade e torná-la mais justa, fraterna e participativa.

Ser regido, tão somente por ofertas e procuras, transforma a todos e a tudo em meras mercadorias, desumaniza homens e mulheres e torna a vida insuportavelmente estéril e materialista.

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Publicado às 20/10/2014 por em América Latina, Internacional, politica e marcado , , , , , , , .

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