Palavras Diversas

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Independência em construção

Independência do Brasil é um processo em construção,  mais vigoroso nos últimos dez anos. Não fossem a ditadura militar e os governos entreguistas da segunda metade do século passado, poderíamos hoje comemorar uma data em toda sua completude: "Condição de uma pessoa, de uma coletividade, que não se submete a outra autoridade e se governa por suas próprias leis"

Independência do Brasil é um processo em construção, mais vigoroso nos últimos doze anos. Não fossem a ditadura militar e os governos entreguistas da segunda metade do século passado, poderíamos hoje comemorar uma data em toda sua completude: “Condição de uma pessoa, de uma coletividade, que não se submete a outra autoridade e se governa por suas próprias leis”

O Brasil, oficialmente, é uma nação independente desde 1822, completa 192 anos hoje…

Mas o processo de independência e soberania continua ocorrendo e, com justiça, com mais vigor nos últimos 12 anos.

O Brasil “lambe botas” e da fracassomania, ideia recorrente da elite, transmitida ao povo para justificar que os filhos do andar de cima poderiam ser os únicos capazes de guiar os brasileiros ao desenvolvimento, está em franco processo de superação, embora ainda não completamente vencido.

O povo demonstrou ser capaz de escolhas não tuteladas pelos mais ricos e elevar o Brasil a um patamar nunca antes experimentado em nossa história.

Não se pode desprezar o que está sendo conquistado, com bastante dificuldades criadas pela oposição de setores da sociedade que não aceitam a transposição social de mais pobres à classe média.  Nem tampouco podemos ignorar o que ainda falta avançar, e muito, para que a democracia seja, de fato, um elemento presente no cotidiano da vida das pessoas como uma conquista, inalienável, da sociedade.

Não é mais possível aceitar a pregação do atraso e de fórmulas, políticas e econômicas, que fracassaram no país, recentemente, como se fossem elementos essenciais para o bem do povo.

O Brasil é dos brasileiros, não poderia mais ser servido aos estrangeiros como um parque de investimentos baratos, de retorno fácil e imediato, às custas do desemprego, de baixos salários e de uma “soberania” submissa ao Norte. Os porta vozes desse modelo de submissão, em troca de proveitos exclusivos, estão à espreita, ameaçando voltar, fantasiados de abnegados(as) brasileiros(as).

O figurino apoiado na força dos poderosos e na supremacia dos mais ricos controlando o Estado foi derrotado em 2002 e não se configura como  determinação de independência nacional, nem aqui, ou em qualquer outra nação. Políticos que prezam seu povo e defendem as riquezas do povo das garras de interesses transnacionais suspeitáveis, rejeitam estas teses.

Os porta vozes do fracasso e do pessimismo invadem nossas casas e locais de trabalho, diariamente, para vender um peixe podre e tentar fazer crer que precisamos dar um “meia volta volver” a direita e acatarmos os conselhos dispensáveis dos derrotistas e derrotados político-midiáticos.

Em seu pronunciamento à nação, pela comemoração do dia da independência em 2013, Dilma atacou àqueles que jogam contra o país e, consequentemente, contra seu povo e põe em risco os avanços duramente alcançados, pelo uso sistemático do discurso da ruína inevitável:

“Superamos os maiores países ricos, entre eles os Estados Unidos e a Alemanha. Ultrapassamos a maioria dos emergentes e deixamos para trás países que vinham se destacando, como o México e a Coreia do Sul. Falharam mais uma vez os que apostavam em aumento do desemprego, inflação alta e crescimento negativo. Nosso tripé de sustentação continua sendo a garantia do emprego, a inflação contida e a retomada gradual do crescimento”.

O Brasil precisa continuar avançando e muito, e cada vez mais rápido, as demandas antigas e as novas que surgem de uma sociedade que ascende economicamente, precisam constar na lista de prioridades dos governos.  O Estado brasileiro precisa ser instrumentalizado para atender as aspirações do povo, as de sua maioria em primeiro lugar.

O Brasil caminha para tornar-se uma grande nação independente, com democracia e crescimento econômico e social combinados.

Falta muito, é verdade, mas ruma na direção de uma soberania plena entre as nações do mundo e mais justo para com os mais necessitados de políticas públicas.

O libelo da conformação de que os brasileiros nasceram para ser liderados, por uma minoria de ricos e poderosos, interna e externamente, tem sido reduzido a sua verdadeira significância: apologia política da maioria, para justificar o retorno ao poder de uma minoria, insensível e traidora.

Os desafios agora são outros. Bastam os 38 anos de decadência que assolou o país, entre o rompimento da democracia pelo golpe militar de 1964, até o final do governo neoliberal e subserviente de FHC e seus aliados conservadores aos interesses políticos e econômicos dos países mais ricos, que continuam a espreitar a democracia e a soberania brasileiras.

Este triste período de nossa história impossibilitou que aquilo que somos hoje, já o fôssemos há décadas atrás e pudéssemos neste momento comemorar o 7 de setembro em toda sua completude conceitual.

É o povo brasileiro quem melhor tem guardado esta terra de seus invejosos exploradores internacionais e dos infelizes colaboracionistas, está nas mãos dos brasileiros garantir a continuidade  da marcha pela soberania plena do país.

*publicado originalmente em 7 de setembro de 2013, com algumas alterações

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2 comentários em “Independência em construção

  1. interferenciaurbana
    09/09/2014

    Os 3 principais candidatos à presidência são a mesma coisa. Amigos dos banqueiros.

    http://interferenciaurbana.wordpress.com/2014/09/08/sem-make/

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  2. Esdras Pereira Alves Neto
    07/09/2013

    Eu acredito nesse povo brasileiro que com suas manifestações poderão fazer esse país mais justo e democrático.
    Vamos lá Brasil!

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