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Sucessão ao governo do Rio: disputa acirradíssima

Ibope embaralha disputa ao Palácio da Guanabara, apesar de liderança de Garotinho, não há favorito

Ibope embaralha disputa ao Palácio da Guanabara, apesar de liderança de Garotinho, não há favorito

 

Datafolha, a duas semanas atrás, mostrava Garotinho com mais intenções de votos, Crivela com bem mais intenções de votosd e Pezão e Lindberg no mesmo lugar

Datafolha, a duas semanas atrás, mostrava Garotinho com mais intenções de votos, Crivela melhor posicionado, Pezão e Lindberg no mesmo lugar

A recente pesquisa Ibope apresenta resultados diferentes para Garotinho e Marcelo Crivela, já o governador Pezão e Lindberg Farias praticamente mantém seus índices, do que a apresentada pelo Datafolha duas semanas atrás.

Tanto em uma pesquisa, quanto em outra, a diferença do primeiro colocado para o quarto varia entre 10% e 12%, considerando margem de erro de 3 p.p. ela pode ser de 4% ou 6%, muito baixa para apontar resultados com segurança.

O fato importante são os apoiadores que mostrarão as caras, ou se esconderão, no horário eleitoral, daqui a menos de três semanas.

Garotinho e Crivela não terão muito o que apresentar, mas possuem bases eleitorais fortes, principalmente entre os mais pobres. Ambos apoiam Dilma Rousseff à reeleição.

Pezão, candidato de Sérgio Cabral, terá muito trabalho para escondê-lo em sua campanha. Apesar do PMDB fazer parte da base eleitoral de Dilma, a ala fluminense do partido, em parte, bandeou-se para o lado de Aécio Neves, trazendo a reboque César Maia como candidato ao senado. Penso que este arranjo mais tira votos e compromete a capacidade de crescimento do candidato, do que agrega popularidade.

Lindberg apoia Dilma e se coligou ao PSB, trazendo Romário para a disputa para a vaga do senado. Mas seu trunfo é o apoio de Lula a sua chapa, o ex-presidente deve dar musculatura e alçar o petista nas pesquisas.

A direita se alojou na heterogênea aliança “Aezão”, um amontoado de adversários políticos que apenas se uniram para dar uma força a Aécio no Rio de Janeiro. Em 2010 José Serra teve menos votos que Marina Silva no estado.

Mas um dos dados mais importantes da pesquisa Ibope são os índices de rejeição dos candidatos, Garotinho tem o maior percentual neste quesito: com  44%, Lindberg e Pezão empatam com 17% e estão tecnicamente empatados com Crivella, rejeitado por 15% dos entrevistados.

Dilma arranca no Rio de Janeiro em busca de votação significativa, a oposição tem poucos motivos para demonstrar otimismo neste cenário.

Com uma taxa de rejeição tão alta, Garotinho, praticamente, sacramenta-se como um candidato com poucas chances de vitória, apesar de ser o favorito para ocupar uma das duas vagas para o segundo turno.

Crivela sofre por ter pouca exposição, tanto na Globo, quanto no horário eleitoral, além do preconceito que é objeto por parte da classe média.

Lindberg e Pezão tem potencial de crescimento para acompanhar Garotinho no segundo turno e atrevo-me a dizer, quem chegar lá, tem tudo para vencer a disputa.

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