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Santander: propaganda anti-Dilma é cobiça por um Proer 2?

A prova da interferência do Santander no processo eleitoral

A prova da interferência do Santander no processo eleitoral brasileiro

O Mercado tem se alvoroçado toda véspera de divulgação de pesquisa eleitoral e, via de regra, tem especulado na Bolsa de Valores de São Paulo com ações de empresas públicas.

Da mesma forma, o sistema financeiro tem se movimentado para defender suas posições na disputa política e, quando não apontando seu candidato diretamente, afirmando que o “melhor para o país” seria a derrota de Dilma Rousseff em outubro.

Quando é disseminado contra alguém todo tipo de falha, mas sem apontar em qual lado está diretamente filiado, na verdade está sendo feita a aposta em quem teria mais possibilidades de derrotar aquele que não se quer como vencedor. E quem seria este sujeito? A resposta é óbvia, Aécio Neves é o preferido do sistema financeiro nacional.

Nos últimos dias o banco Santander divulgou documento aos seus correntistas e clientes fazendo apologia contra o governo nas eleições, praticamente indicando a quem guarda seu dinheiro no banco espanhol a não votar na presidenta. Apesar do retratamento do gigante mundial, seu ato foi feito em concordância com seus parceiros no sistema financeiro e em obediência às inconfessáveis motivações do Mercado.

Faltou-lhe, e falta aos demais players do sistema financeiro, a sinceridade na propaganda anti-Dilma: o que eles buscam não é o melhor para o Brasil, mas o muito melhor para os seus próprios negócios. Como se já não estivessem batendo recordes de lucratividade na última década.

Mas para estes a ganância é o que dirige os negócios e pensam poder ganhar ainda mais, extorquindo o Estado, consequentemente, o povo brasileiro.

Para começar com a adoção de uma política econômica que privilegie juros mais altos, baseados na Taxa Selic. Apesar de nossa taxa ser uma das mais altas do planeta, tem estado mais comportada nos últimos anos, bem distante dos tempos em que superava os 18% ao ano, ou quando chegou a estratosfera na gestão de Armínio Fraga, aos 45%, número cabalístico para os agentes da bolsa de valores!

É esta taxa que indexa a dívida pública brasileira, logo quanto mais altos forem os índices, mais recebem os credores.

E quem são os credores, caros amigos?

Em grande parte, o sistema financeiro brasileiro, que costumeiramente solta análises no Mercado para exigir que o Copom eleve a  Taxa Selic, sob o pretexto de conter a inflação… Logo a perversa necessidade de haver mais dinheiro alocado no orçamento para saldar dívidas, do que para a saúde e educação, por exemplo.

A nota do Santander talvez seja, também, saudade dos tempos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, ou simplesmente, Proer. Quando o governo FHC despejou cerca de R$170 bilhões, de recursos públicos, para robustecer os bancos privados.

Neste programa, o governo, através do Banco Central, intervinha nas instituições financeiras, injetando recursos suficientes para fazer as contas fecharem e, tal qual uma cafetinagem à moda Luciano Huck, promovia o casamento com alguma instituição financeira saudável. O Santander acasalou-se com o Banco Geral do Comércio e Banco Noroeste, que passaram a ter nome e sobrenome espanhol depois da aquisição sacramentada pelo BC.

Quem sabe esteja o Santander aspirando um Proer 2?

Nem é preciso dizer que os grande bancos tiveram lucros recordes após o Proer, pois abocanharam a parte boa dos bancos adquiridos, ficando para o governo a parte podre.

Ou seja, Mercado, sistema financeiro e Santander pressionam por mais acesso ao cofre do Tesouro, como nos tempos do governo tucano, em que até nomeações no alto escalão da equipe econômica precisavam ser referendadas por estes.

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2 comentários em “Santander: propaganda anti-Dilma é cobiça por um Proer 2?

  1. Atitude tal chega às raias de crime financeiro. Absurdo, lamentável, odioso.

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  2. Mauro Negrette
    27/07/2014

    sOMOS UM PAÍS DEMOCRÁTICO E NÃO UM PAÍS DA LIBERTINAGEM. é NECESSÁRIO QUE O POVO, DIRETAMENTE, OU ATRAVÉS DE SEUS ELEITOS, TOME MEDIDAS RÁPIDAS E DE RESTRIÇÃO AO PODER ECONÔMICO LOCAL E, MAIS AINDA, AO PODER ECONÔMICO ESPANHOL.

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