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Lindilma X Aezão: PMDB mais perde que ganha ao apoiar Aécio no Rio

Ex-governador Sérgio Cabral abdica de sua candidatura ao senado e, praticamente, formaliza a chapa "Aezão" no Rio de Janeiro. Lindbergh e Garotinho agradecem

Ex-governador Sérgio Cabral abdica de sua candidatura ao senado em favor de César Maia do DEM e, praticamente, formaliza a chapa “Aezão” no Rio de Janeiro. Lindbergh e Garotinho agradecem

Umas palavrinhas: Lindbergh Farias sai fortalecido com apoio do PSB a sua candidatura e ganha votos na classe média e em setores descontentes da esquerda fluminense que não se integraram ao PSOL.

Por outro lado, Eduardo Campos perde, pois poderá ver suas intenções de votos no estado minguarem ainda mais e se destinarem para Dilma Rousseff.

Lindbergh anula o potencial de Romário contra o PT no Rio de Janeiro, com o apoio do PSB e a indicação do ex-jogador da seleção ao senado na coligação que forma.  Jogada genial.

No front adversário, Pezão vai assumindo a candidatura de Aécio Neves, trazendo consigo o símbolo da rejeição de um projeto político de Sérgio Cabral, que se esgotou rapidamente em meio a muitos equívocos na segurança pública e na educação.

Quem tem boa memória deve lembrar-se que Cabral cogitava ser vice de Dilma Rousseff, tamanha era sua popularidade ao final de seu primeiro mandato em 2010, quando acabou sendo reeleito em primeiro turno.

Aos poucos seu governo perdeu o rumo e suas pretensões foram sendo rebaixadas, paulatinamente, de vice-presidente, de candidato ao senado e agora mero postulante a uma vaga na Câmara Federal, triste fim.

Esta conta teria que ser apresentada a Jorge Picciani, líder do PMDB do Rio de Janeiro, derrotado ao senado em 2010 e que tramou a infidelidade do partido contra Dilma. Mas quem perde é o PMDB…

César Maia embarca na vaga aberta ao senado pela coligação “Aezão”, não deve estar muito a vontade com seus novos companheiros de chapa, mas é o que lhe resta, a disputa ao governo do estado poderia ser a pá de cal em uma trajetória descendente. Estaria mais satisfeito se houvesse um chamado de Garotinho, caso o PR fosse apoiador de Aécio Neves, para disputar o senado com o antigo desafeto, repetindo a aliança nas eleições municipais de 2012.

O que resta desta festa:

  • César Maia/Picciani e Aécio mais tiram votos de Pezão do que possam imaginar os caciques do PMDB, o prefeito Eduardo Paes se manifesta corretamente contrário a este movimento desastrado de seu partido;
  • Quem também se beneficia deste movimento é Garotinho que poderá travar disputa com Lindbergh, em um provável segundo turno entre ambos, pois poderá se auto rotular de candidato independente;
  • No Rio de Janeiro só há palanques para Dilma e Aécio, Campos foi jogado para escanteio;
  • Romário que até então gozava de simpatia e afeto de algumas editorias da imprensa carioca, logo será alvo de críticas e de denúncias pesadas pelo seu posicionamento pró-aliança com o PT, de mocinho falador contra a copa e o governo, será transformado, aos poucos, em vilão político do “toma-lá-da-cá”, aguardem.

Confira a matéria de O Dia:

PMDB anuncia acordo com o ex-prefeito Cesar Maia para eleição no Rio

Ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) decidiu abrir mão de concorrer à vaga de senador

Rio – Nesta segunda-feira, numa reação à aliança do PSB com o PT no Rio, que deu fôlego à candidatura do senador petista Lindbergh Farias ao governo do Estado, o PMDB fluminense anuncia a formalização de acordo com o ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, que vai disputar o Senado na chapa encabeçada pelo governador Pezão.

Para viabilizar a coligação, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) decidiu abrir mão de concorrer à vaga de senador, dando lugar a seu desafeto político. A desistência de Cabral foi antecipada sábado no Informe do DIA . O ex-governador não deverá se candidatar a nenhum cargo na eleição. 

Ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, vai disputar o Senado na chapa encabeçada pelo governador Pezão

Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, do PMDB, chamou neste domingo de “bacanal eleitoral” a aliança entre o PMDB fluminense, o DEM e o PSDB em torno da reeleição do governador Luiz Fernando Pezão. “Depois da suruba, o que se vê agora é o bacanal eleitoral, e o Rio não pode ser vítima dele”, afirmou Paes, em nota divulgada no início da noite de ontem por sua assessoria.

Contrário ao acordo, Eduardo Paes defendeu que o PMDB apoie a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, do governador Pezão e de Francisco Dornelles ao Senado “ para que o Rio de Janeiro não corra o risco de voltar a ser um campo de batalha, onde o maior prejudicado é o cidadão”. Ex-afilhado político de Cesar Maia, a quem substituiu na prefeitura, Paes alegou que a parceria entre “a prefeitura, o presidente Lula e o governador Cabral — e agora a presidenta Dilma e o governador Pezão — tem permitido tirar do papel projetos há décadas prometidos e inviabilizados justamente pelos constantes desentendimentos entre governantes anteriores”. 

As negociações para a formalização da aliança do PMDB de Cabral com o DEM de Cesar Maia tiveram à frente o candidato do PSDB à República, senador Aécio Neves, e o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani. Apesar de ala expressiva do PMDB fluminense ter lançado o movimento ‘Aezão’, que combina o voto no presidenciável tucano e em Pezão, tanto Cabral quanto o governador garantem apoio à reeleição da presidenta Dilma. 

Há cerca de duas semanas, Aécio Neves tentou convencer Maia de desistir de sua pré-candidatura pelo DEM ao governo do estado. Era o caminho para que o PSDB do Rio se unisse à candidatura de Pezão. Maia resistiu e só concordou agora depois que Cabral cedeu a vaga. “O PSDB é um partido pequeno no Rio e essa coligação fortalece a candidatura do Aécio, que agora terá um bom palanque aqui”, disse a vereadora tucana Teresa Bergher. Mas parte do PSDB do Rio também estaria resistindo à aliança com o DEM e ameaça não fazer campanha para o ex-prefeito.

Lindbergh pede moderação na campanha

Acusado por correligionários de promover uma “suruba” ao se aliar ao PSB do presidenciável Eduardo Campos, o senador Lindbergh Farias pediu ontem “moderação” na linguagem usada nas campanhas eleitorais. “Vamos fazer o debate com modos. Bacanal eleitoral é muito forte”, observou o petista, candidato ao governo do Rio. 

Para aliados de Lindbergh, a sua campanha sairá fortalecida com a aliança do PMDB fluminense com o DEM e o PSDB. Motivo: a presidenta Dilma Rousseff, que vinha fazendo campanha para o governador Luiz Fernando Pezão, terá agora que obrigatoriamente subir no palanque do petista. 

A avaliação é que Dilma deverá passar a apoiar ostensivamente Lindbergh a medida em que ficar nítido o envolvimento de Pezão na campanha do tucano Aécio Neves. Formalmente, Dilma tem o PMDB em sua base, mas o ‘Aezão’ articulado por Jorge Picciani esvaziou o apoio. 

Já interlocutores de Pezão acreditam que a aliança do PSB com o PT do Rio acabará enfraquecendo a campanha de Dilma no Estado. Afinal, a presidenta terá de dividir o palanque com o adversário Eduardo Campos, uma vez que que o Romário disputará o Senado na chapa de Lindbergh.

 A crise no PMDB

Ao classificar de “bacanal eleitoral” o acordo com Cesar Maia, Eduardo Paes expõe divergências no PMDB e antecipa a possibilidade de rompimento entre seu grupo e o liderado por Sérgio Cabral e por Jorge Picciani, presidente do partido no estado. A aliança com Maia, seu adversário, fez o prefeito detonar uma crise prevista para estourar apenas depois da eleição: não é descartada a possibilidade de ele, num futuro próximo, deixar o PMDB. 

Um dos problemas está relacionado à sucessão de Paes. O prefeito defende a candidatura do deputado Pedro Paulo Teixeira; Picciani articula a vaga para seu filho Leonardo Picciani, deputado federal. O presidente do PMDB-RJ quer também que seu filho mais novo, o deputado estadual Rafael, assuma a presidência da Assembleia Legislativa. O peemedebista Paulo Melo, atual presidente, quer ficar no cargo. 

A entrada de Maia na chapa do PMDB-RJ reforça a ligação do diretório estadual do partido com a candidatura de Aécio Neves, apesar das juras de fidelidade feitas a Dilma Rousseff por Pezão e Cabral. No dia 11, o ‘Informe do DIA’ revelou que o PMDB negociava a entrega da vaga de candidato ao Senado ao ex-prefeito, mas temia a reação do governo federal, que não engolira o movimento ‘Aezão’. 

O DIA

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Publicado às 23/06/2014 por em eleições, politica e marcado , , , , , , .

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