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Que caiam a monarquia espanhola e a teocracia do deus mercado

Insensibilidade dos ricos que impõe medidas austeras aos mais pobres, mas vivem no fausto, a salvo dos sacrifícios que obrigam a maioria sofrer

Insensibilidade dos ricos que impõe medidas austeras aos mais pobres, mas vivem no fausto, a salvo dos sacrifícios que obrigam a maioria sofrer. Rei Juan Carlos é um destes insensíveis, Armínio Fraga é outro…

Os mesmos que se arrogam porta vozes do povo e pregam medidas de austeridade para combater crises, são aqueles que vivem no fausto, resultado de um sistema excludente e injusto para com a maioria.

Com a explosão da crise internacional de 2008, milhões de empregos foram ceifados na Europa, a Espanha foi um dos países mais afetados, atualmente cerca de 57% dos jovens em idade ativa até 25 anos estão sem emprego, mas os grandes executivos das maiores empresas privadas continuaram a receber generosos bônus pelos resultados alcançados desde então.

Um escracho frente a dor de milhões de famílias que viram suas economias serem reduzidas a quase nada e passaram a ter que viver com menos recursos financeiros, mas com aumento de seus gastos pessoais.

O que estarrece é que o Estado bancou a recuperação das grandes corporações com dinheiro público.

Por que?

É óbvio demais: são as tais medidas impopulares, clamadas pelos arrogantes agentes do mercado, aqueles que ganham mais com crises, que não se importam nem um pouco em propor “soluções” que penalizem pobres e precarizem as relações de trabalho para, tão somente, aumentar os lucros corporativos.

A reação da sociedade espanhola ao sair as ruas pedindo pelo fim da monarquia, logo após o rei Juan Carlos abdicar do trono, é um recado claro contra a insensibilidade daqueles que não sentem na pele a dureza das receitas que seus pares propõe para a maioria, mas avalizam tais fórmulas com total indiferença ao sofrimento coletivo.

Pior, debocham da desgraça de um povo castigado pela maior crise dos últimos 30 anos, ostentando riqueza e luxos pagos pelo contribuinte espanhol, além do envolvimento da realeza em casos de corrupção, sob a fachada de estarem fazendo caridade, como ocorreu com a princesa Cristina, filha de Juan Carlos.

É preciso derrotar a indiferença dos agentes do mercado e de seus porta vozes, lá e aqui.

Quando Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC e um dos formuladores da política econômica de Aécio Neves, vem a público, sem o menor constrangimento, dizer que são necessárias medidas impopulares para “colocar a economia nos trilhos”, é preciso entender que o sentido dessa afirmação é claramente conquistar o empresariado, retirar direitos de quem vive de salários e fragilizar os trabalhadores. Como? Reduzindo ganhos salariais para aumentar ainda mais os lucros.

Este é o sentido: tirar do bolso da maioria, para colocar no bolso de uma minoria imune aos martírios impostos por economistas como Fraga.

A reação popular na Espanha precisa ser apoiada em todo o mundo como um inequívoco sinal de que não é mais possível viver sob as rédeas dos interesses do capital, que se posta em um pedestal acima do sentido de humanidade.

A queda do rei precisa simbolizar a vitória do povo sobre a monarquia espanhola.

Derrotar o deus mercado e seus pervertidos apoiadores é essencial, gente que brada contra o Bolsa Família como sendo mera esmola do Estado para gente miserável que “vota com o estômago”, mas acha perfeitamente natural que o governo continue destinando centenas de bilhões de reais, todo ano, para amortizar uma dívida pública, imoral e não auditada, que forra o bolso dos ricos, defensores das medidas impopulares, que comprometem valores muito maiores do tesouro que o orçamento dos programas sociais.

Que caiam já as monarquias de Estado e de mercado.

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2 comentários em “Que caiam a monarquia espanhola e a teocracia do deus mercado

  1. Ahlelek
    03/06/2014

    que merda de texto…vou ali dar uma cagada pra ver se consigo tirar o fedor…

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    • Cláudio Ribeiro
      03/06/2014

      Apenas tome cuidado para não descer sanitário abaixo quando der a descarga. Prezamos nossos leitores.

      Curtir

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