Palavras Diversas

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Brasil entre a craque dos negócios e o inábil frasista

trajano-ronaldo

A lição de Luiza Trajano em Ronaldo e nos “pessimistas profissionais”: “O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.”

A empresária Luiza Trajano, proprietária do Magazine Luiza*, em entrevista cunhou duas afirmações para lá de corretas para condenar o pessimismo forjado, de cima para baixo, por empresários, setores políticos e midiáticos contrários a consolidação de um país mais inclusivo.

Trajano disse que quem estiver incomodado que se mude, cobrando coerência de quem só vê o copo vazio ou quebrado: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país”.

E não parou por aí, entre outras coisas, a empresária paulista afirmou que “A gente ainda precisa de uns 20 anos de progresso”, creio que quis dizer que precisa de “mais 20 anos de progresso”, pois suas intervenções recentes tem sido no sentido de injetar ânimo ao brasileiro, desmentir dados alarmistas e demonstrar confiança em um Brasil mais vigoroso e em processo de transformação social.

Para quem já enfrentou, ao vivo, na Globo News o indômito, no sentido da ferocidade, Diogo Mainardi, Trajano reforça sua crença no país e contraria, com vigor, uma corrente criada para derrotar aqueles que trabalham e investem para continuar melhorando o Brasil.

Confira estes dois trechos da entrevista concedida ao Diário Catarinense:

Há motivos para as queixas dos empresários?

Eu costumo dizer para os colegas empresários que pensam muito negativo: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país”. Trabalha aqui, ganha dinheiro aqui e acha que está tudo ruim? O Brasil é nosso. Não adianta eu reclamar de mim mesma. À medida que eu estou reclamando do país eu estou reclamando de mim. O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.

Ainda há espaço para expandir o consumo no Brasil?

Falar em opção por consumo ou por infraestrutura é um erro. Infraestrutura é necessária, mas para garantir não é preciso abrir mão do consumo. Sem consumo não tem emprego. No Brasil só 54% da população tem máquina de lavar, só 10% tem televisão de tela plana e só 1% tem ar-condicionado. E ainda precisamos construir 23 milhões de casas para ter um nível satisfatório de igualdade social para um país em desenvolvimento. Nenhuma indústria vive sem consumo. Nos Estados Unidos, as pessoas já estão na oitava geração de TVs de tela plana. A gente ainda precisa de uns 20 anos de progresso.

Pena que para existir quem enxergue o copo quase cheio, em um claro período de retomada do crescimento da economia, existam outros que vejam o mesmo copo quase vazio.

Ronaldo, aquele que certa vez, grosseiramente, afirmou que “Copa não se faz com hospitais” ao repudiar manifestações, disse agora sentir vergonha do Brasil pela organização da Copa do Mundo, como se o mesmo não fizesse parte do Comitê Organizador Local, age como se todos tivessem uma parcela de culpa, menos ele.

O mais correto seria incluir-se na vergonha e na culpa, Ronaldo que  foi fenomenal dentro de campo, inegável craque, mas tem se portado como um oportunista e inábil frasista  fora das quatro linhas.

Problemas este país tem e não é de agora, excluir-se do esforço constante para vencer as mazelas sociais que ocorrem neste país há séculos não é papel edificante para alguém que diz amar seu país, muito pelo contrário, é roteiro de gente sem afeto a sua própria terra e ao seu povo.

Trajano dá uma verdadeira lição de brasilidade a Ronaldo, ao se postar como responsável pela busca de soluções e repreender oportunistas políticos, como o Fenômeno, notório apoiador da candidatura de Aécio Neves.

Em sua entrevista tem uma frase que serve sob medida para Ronaldo e outros ilustres “pessimistas” profissionais: O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.”

*É uma rede de mais de 730 lojas Brasil afora, com faturamento anual superior a R$7,6 bilhões[2011] e emprega mais de 20 mil pessoas, foi criada no interior de São Paulo por um caixeiro viajante e sua esposa, em 1956

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Um comentário em “Brasil entre a craque dos negócios e o inábil frasista

  1. Essa mulher é de admirar, pois ficou viúva e não se deixou abater por essa tragédia ter ocorrido tão nova em sua vida e aí, tomou as rédeas das lojas e a fez em uma rede de mais de 730 lojas Brasil afora, com faturamento anual superior a R$7,6 bilhões[2011] e emprega mais de 20 mil pessoas, foi criada no interior de São Paulo por um caixeiro viajante e sua esposa, em 1956.
    Parabéns Luíza Trajano. Orgulhamos de voce.
    E em relação aos pessimistas Ronaldos e Aécios da vida essas pessoas estão em extensão, Graças a Deus.

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