Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Pronunciamento de Dilma: discurso sem volta ou volta o retrocesso

O primeiro de maio é um marco simbólico de luta do trabalhador.  Um governo trabalhista não pode prescindir de continuar sua luta, pronunciamento de Dilma foi uma mensagem firme de disposição renovada para o embate, mas precisará transformar palavras em ações, igualmente, firmes

O primeiro de maio é um marco simbólico da luta incessante do trabalhador. Um governo trabalhista não pode prescindir de continuar travando sua luta, pronunciamento de Dilma foi uma mensagem firme de disposição renovada para o embate, mas precisará transformar palavras em ações, igualmente, firmes

O primeiro de maio é uma data marco da afirmação do trabalhador e também de luta por melhores condições e remunerações mais justas.

As centrais sindicais saem às ruas ao encontro de suas bases e reafirmam suas agendas trabalhistas em prol do assalariado.

O primeiro de maio é simbólico também para um governo trabalhista ratificar sua agenda e não deixar dúvidas sobre suas prioridades.

O pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff teve lampejos de lutas e afirmações que se fazem urgentes e, mesmo que com bastante atraso, servem para mandar uma mensagem ao brasileiro de que o governo tem o que falar, debater, propor e, principalmente, defender.

A fala de Dilma oxigena sua relação com o povo, mas precisará manter esta postura de reação aos ataques que seu governo tem sofrido com igual ou maior veemência daqui por diante.

As pesquisas recentes mostram que a presidenta perdeu terreno não para seus adversários, que não conseguiram crescer com vigor, mas para o eleitor desacreditado na política.  Estes inflaram os índices de intenção de nulos e brancos para as eleições de outubro.

Dissemos aqui que é Dilma quem tem o maior potencial de crescimento, pois tem que falar àqueles que deixaram de acreditar em seu governo, mas não migraram para a oposição, pois resolveram ficar neutros ou alheios ao embate que se trava, encarniçadamente, nas disputas políticas que tentam cercar o Planalto e imobilizá-lo.

A luta travada não é apenas contra um governo, porque Dilma representa a soberania de uma nação que é atacada por quem não tem apreço aos anseios do povo. Apesar dos erros do governo na condução de suas relações com parte do sindicalismo e movimentos sociais e de sua comunicação falha, seja para se defender ou anunciar suas ações, é este o governo que simboliza o protagonismo dos trabalhadores deste país.

Apesar de toda a pressão do “Mercado” para que rearranje os pilares econômicos do governo e dê mais atenção ao empresariado, o pronunciamento foi de enfrentamento aos agentes insensíveis da realidade de um povo que necessita de políticas que continuem mudando um quadro de séculos de abandono. E também de desafio aos analistas do mercado ao contradizer seus danosos prognósticos e negar que o arrocho salarial seja o caminho acertado para o crescimento justo do Brasil:

Estamos vencendo a luta mais difícil e mais importante: a luta do emprego e do salário. Não tenho dúvida, um país que consegue vencer a luta do emprego e do salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, esse país é capaz de vencer muitos outros desafios. (…) Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média…Algumas pessoas reclamam que o nosso salário mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores…Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Nosso governo será sempre o governo dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicatos e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho”.

Além da firmeza nas palavras proferidas, Dilma terá que tornar estas agendas mais cristalinas para a opinião pública, principalmente para os mais pobres e a classe média, não poderá mais retroceder desta postura de enfrentamento.

Mas um dos pontos mais importantes do combate que toma conta da mídia, diuturnamente, é eleger e elevar ao topo das questões do dia-a-dia do povo a reforma política, como já dissemos AQUI:

“…Política sem eleger uma bandeira torna-se uma prática inócua e pouco promissora, o governo tem as suas, elogiáveis, que contemplam boa parte do eleitorado, como na efetividade das ações governamentais que combatem a desigualdade social, justas e importantes.

Mas é urgente somar outra: o aperfeiçoamento do fazer político e o combate incisivo ao enguiço que acomete o sistema eleitoral, considerando partidos pouco representativos, eleições pouco democráticas e dominadas absurdamente pelo poder econômico.

Dilma conclame a sociedade e reordene sua coalizão em nome de uma constituinte exclusiva para a reforma política, este é o tempo, esta também é uma bandeira valorosa, entre outras de sua administração”.

Neste sentido a presidenta parece ter acordado para a necessidade de buscar o apoio da sociedade para mudar o atual sistema político, falido, vulnerável à malfeitos e conchavos que privilegiam o poder econômico em detrimento da representação social na política mais democrática:

“Sempre estive convencida que sem a participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige. Por isso, além da ajuda do congresso e do judiciário, preciso do apoio de cada um de vocês, trabalhador e trabalhadora”.

O primeiro de maio começou bem para Dilma, mas não termina hoje nas várias festividades espalhadas pelas principais cidades do país.  Continuará, incessantemente, no embate entre aqueles que apresentam duras medidas como receita de crescimento, mas que retrocedem aos tempos do arrocho salarial e ataque aos direitos trabalhistas e aqueles que defendem ampliação de direitos, maior participação na distribuição de riquezas e da soberania plena de uma nação.

Anúncios

Um comentário em “Pronunciamento de Dilma: discurso sem volta ou volta o retrocesso

  1. Vamos pessoal sair as ruas, não vamos ficar com medo “deles”, pois somos a principal vértebra (povo) da nossa Nação.
    Vamos reivindicar essa Reforma Política tão necessária para a nossa Democracia que queremos; para atender de fato nossos anseios de vivermos em um País Democrático de Direito.
    Organizemos nosso pessoal e saiamos para reivindicar oque é nosso.

    Curtir

Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Democratização da mídia, apóie!

Seja amigo do Barão!

Digite seu e-mail para seguir este blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 3.452 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: