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Só a reforma política salva

Deputado Federal Eduardo Cunha, PMDB/RJ, apesar de ser do mesmo partido de Roberto Requião, não é defensor do fim financiamento privado nas eleições.  Seu nome constaria como beneficiário da Lista de Furnas, um dos maiores escandalos de caixa dois da história

Deputado Federal Eduardo Cunha, PMDB/RJ, apesar de ser do mesmo partido de Roberto Requião, não é defensor do fim financiamento privado nas eleições. Seu nome constaria como beneficiário da Lista de Furnas, um dos maiores escândalos de caixa dois da história do país

O Senado deu importante passo para o fim das doações privadas nas eleições. Paralelamente o Supremo tribunal Federal está julgando uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), de n° 4.650, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e já teria definido, com placar parcial de 6X1 a favor, a proibição de doações de pessoas jurídicas.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) é o autor do substitutivo, que altera a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), sua análise vai direto ao ponto que revela as atuais distorções eleitorais: “Na medida em que uma regra de financiamento permite doações na proporção da propriedade de cada eleitor, o poder econômico tende a colonizar o poder político e desaparece a possibilidade de contraponto entre um e outro”.

O que falta para proibir de vez que empresas ou sindicatos patronais continuem despejando fortunas nas campanhas?

Empreiteiras e instituições financeiras lideram o ranking de doadores.

O mais impressionante do atual sistema é que, em geral, as grandes empresas destinam dinheiro para irrigar campanhas dos candidatos mais cotados.

Perverte-se o pleito, em que o ato de doar para um partido ou candidato não está condicionado as crenças políticas do doador que assina o gordo cheque, mas está tão somente vinculado ao ato de apostar nos favoritos, para apresentar a fatura durante os mandatos dos patrocinados eleitos.

A troco de que?

Os recentes fatos de favorecimento de parlamentares aos seus doadores de campanha atingem todos os lados, esquerda, centro e direita, principalmente, porque todos recebem doações privadas, uns mais outros menos.

Apenas uma reforma política, ampla e com participação popular direta, pode combater tais desvios éticos.

Democratizar as eleições é poder oferecer oportunidades iguais (ou menos desiguais) a todos os candidatos ou partidos que pleiteiem representar suas bases políticas.

O balcão de negócios que envolve partidos e políticos, que se elegem as custas do dinheiro não é saudável à democracia e desequilibra a representação política do conjunto da sociedade.

A reforma política precisa ser o centro da campanha eleitoral deste ano, quem foge ao tema é porque se favorece de um sistema viciado e que garante sua permanência nos espaços de poder.

O eleitor deve estar atento ao tema, identificar quem são aqueles que buscam o debate e quem são aqueles que desqualificam a importância de reformar a política.  Corruptos e corruptores, estes últimos até mais, pois não são perseguidos pela imprensa, não querem mudar o atual cenário político-eleitoral e atacam seus adversários com todos os maus nomes possíveis, manipulam e dispõe de farto espaço na mídia para negar que o problema central na política brasileira seja a relação pouco sã entre candidatos e seus mecenas eleitoreiros.

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Um comentário em “Só a reforma política salva

  1. agroesdras
    17/04/2014

    A reforma política é a coluna vertebral para termos um país mais democrático e menos corrupto e assim sendo sobrará mais dinheiro para a saúde, educação e segurança pública e também será uma alavanca para realizar outras reformas no congresso; como a fiscal, tributária e judiciária.

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