Palavras Diversas

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Receita “austera” para regredir 50 anos em 5

 

Portugal está à mercê desta marca da falência do capitalismo

O texto abaixo foi publicado em setembro de 2011, após o recrudescimento da crise européia.

Portugal foi sacudido econômica e socialmente pelas drásticas intervenções do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), para poder ter acesso a recursos de um plano de ajuda emergencial.

A lista de “remédios” receitados é amarga em excesso.

Estes “ajustes” foram a síntese das “medidas impopulares” que, tanto a direita portuguesa, quanto a cúpula neoliberal européia impuseram aos portugueses.

Quem pagou (e ainda paga) a alta conta deste pacote econômico?

O povo lusitano, ó pá!

Já os interesses do capital foram preservados dos cortes…

Coincidência com o que andaram falando um determinado candidato da oposição e seus correligionários?

Nem digo que foi Aécio Neves e o PSDB que vieram com essa cantoria de “medidas impopulares”, um nome um pouco mais pomposo para o que de fato se pretende: fazer ruir a soberania de uma nação e transformar em pó, sem trocadilho, o patrimônio do povo.

Confira:

Foi anunciado na página do Estadão que Portugal terá que fazer da austeridade o norte de sua economia, para cumprir o que lhe foi exigido como parte da “ajuda” acordada com o FMI.

O corte proposto terá grande custo social, causando, inevitável,  recessão, perdas de garantias sociais dos trabalhadores e congelamento de salários até 2014 do funcionalismo público, ou seja, impactando negativamente a vida de milhões de portugueses.

Portugal trilha caminho tortuoso, ao contrário do que pregava o presidente brasileiro Juscelino Kubstchek, para regredir 50 anos em 5, e pensar que existe um grupo considerável de “especialistas”, espalhados pela imprensa brasileira, que considera este o caminho para o desenvolvimento: a austeridade nas contas e o desperdício da esperança de milhões de pessoas… Não é difícil reconhecê-los em seus traços intelectuais, são aqueles mesmo que tanto lamentam uma agenda de desenvolvimento nacional e rogam contra a queda dos juros.

Confira:

O governo de Portugal anunciou ontem o maior corte em gastos públicos dos últimos 50 anos, prometendo reduzir a zero seu déficit até 2015. Entre as iniciativas, está a privatização de estatais, o que despertou o interesse até mesmo da Eletrobrás.

Vitor Gaspar, ministro de Finanças de Portugal, indicou que o corte será “sem precedentes”. O objetivo é atingir as metas estabelecidas no plano fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca de 78 bilhões em empréstimos.

Assim como já fizeram os governos de Itália e França, Portugal também anunciou elevação nos impostos para grandes fortunas e empresas. Rendas acima de 150 mil por ano pagarão uma taxa extra de 2,5%. Empresas com lucros acima de 1,5 milhão pagarão mais 3%.

Mas os sindicatos alertam que o imposto sobre os ricos é uma medida simbólica, já que renderá menos de 100 milhões aos cofres públicos e só será aplicada por um ano. Já o salário do funcionalismo será congelado até 2014, haverá demissões em estatais e os benefícios sociais serão cortados.

O equivalente ao 13.º salário, pago no fim do ano, já foi cortado pela metade e os sindicatos planejam uma greve geral dia 1.º de outubro. Na Suíça, funcionários do consulado português entraram em greve nesta semana, pedindo reajuste de salários.

Vinte por cento das 94 estatais do país serão vendidas ou fechadas. Juntas, somam uma dívida de 19% do PIB. A meta é arrecadar 5 bilhões com as privatizações. Companhias de energia como Galp, REN e EDP serão vendidas ainda em 2011. A Eletrobras seria uma das interessadas. Outras empresas à venda são TAP, ANA, Correios de Portugal, Comboios de Portugal, Radiotelevisão Portuguesa e a agência Lusa.

Os detalhes do pacote somente serão conhecidos em outubro e as medidas entrarão em vigor em 2012. Hoje, o déficit público do país é de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2015, precisa ser de apenas 0,5% do PIB.

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Um comentário em “Receita “austera” para regredir 50 anos em 5

  1. agroesdras
    12/04/2014

    Eu não duvido nada se o senhor Aécio Neves não tomar uma postura dessas se caso for eleito; mas graças a Deus ele nem perto está para com que isso aconteça.

    Curtir

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