Palavras Diversas

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A marcha rejeitada e o torturador orgulhoso: meio e fim de golpes

Cartum de Laerte exprime bem que esta tal marcha, nada tem de Deus ou de família.  Apologistas da tortura e das arbitrariedades foram frustrados pelo não do povo à mais um ato golpista

Cartum de Laerte exprime bem que esta tal marcha nada tem de Deus ou de família. Apologistas da tortura e das arbitrariedades foram frustrados pelo não do povo à mais um ato golpista

Alguns órgãos da imprensa hegemônica fizeram alarde, durante semanas, sobre a reedição da marcha da família com deus.

A Folha de São Paulo, no dia marcado, chegou a montar um esquema gráfico em suas páginas para “orientar” os participantes da marcha.

Teve quem publicou até mil participantes em São Paulo, com uma observação de que a maioria se tratava de curiosos, não necessariamente apoiadores.

Mas números mais realistas não ultrapassam os 200 manifestantes.

Não há dúvidas de que a mídia trabalha para criar, irresponsavelmente, um cenário de instabilidade política e social. Ou por acaso você, caro leitor, já leu, viu ou ouviu a Folha de São Paulo, Globo, CBN ou Veja divulgar previamente e, implicitamente, incentivar a participação de suas audiências em atos do MST, por exemplo? Tá aí a diferença no tratamento de um determinado fato e não se trata apenas de informar a sociedade, mas formar opinião.

Daí para uma manipulação de imagens, ao estilo das tvs opositoras da Venezuela em 2002, em alguma confusão criada em um destes protestos é um pulo.

Falta coragem à quem preza o Estado Democrático de Direito e vir a público desmascarar golpistas travestidos de democratas, de articulistas respeitados e/ou candidatos a presidência da República.

A democracia é o bem maior para o conjunto da sociedade e deve ser respeitada e defendida pela maioria,  que não coaduna com aventuras golpistas.

Relatos apresentados por um coronel reformado, Paulo Malhães, de 76 anos, ex-agente do Centro de Informações do Exército (CIE) a Comissão Estadual da Verdade e reproduzidos por O Globo, é a prova de que a ditadura  é um mal contra o povo, a serviço de poucos que se valem da força para governarem sem prestar contas a ninguém.  Regimes de exceção ignoram direitos e ritos judiciais e agem à margem daquilo que nos define como seres humanos:

“…Desaparecimentos de corpos

“Jamais se enterra um cara que você matou. Se matar um cara, não enterro. Há outra solução para mandar ele embora. Se jogar no rio, por exemplo, corre. Como ali, saindo de Petrópolis, onde tem uma porção de pontes, perto de Itaipava. Não (jogar) com muita pedra. O peso (do saco) tem que ser proporcional ao peso do adversário, para que ele não afunde, nem suba. Por isso, não acredito que, em sã consciência, alguém ainda pense em achar um corpo.”

A técnica

“É um estudo de anatomia. Todo mundo que mergulha na água, fica na água, quando morre tende a subir. Incha e enche de gás. Então, de qualquer maneira, você tem que abrir a barriga, quer queira, quer não. É o primeiro princípio. Depois, o resto, é mais fácil. Vai inteiro. Eu gosto de decapitar, mas é bandido aqui (Baixada).

(…)Sono perdido

“Poxa, não. Só perdi noite de sono estudando (as organizações de esquerda). Até hoje, estudo.”

Em um sábado cinzento, o povo disse não aos defensores da arbitrariedade e da tortura como argumento político, lá não esteve para endossar os planos de maus perdedores.

Um dos manifestantes desta marcha expressou, com bastante sinceridade, o sentido máximo e o viés político que norteiam aqueles que fazem apologia a ditadura: o fascismo é bem vindo, conforme o Ig registrou:

…O seminarista Gabriel Piccoli, 20 anos, veio prestar apoio ao movimento e acredita que a intervenção militar pode ser uma opção. Ele só discorda do tom dado ao movimento, como ofensas a presidente Dilma, tratada como terrorista e comunista pela maioria dos manifestantes.

“Ao contrário do que muitos pensam, nós seminaristas estamos muito ligados no que acontece no Brasil. Se os militares resgatarem os valores morais da sociedade eles são uma opção sim. Tudo é bem vindo menos o comunismo e o socialismo que são abomináveis”, disse.

No rol de “tudo é bem vindo menos o comunismo e o socialismo” situam-se as ditaduras, de direita, como a sanguinária de Pinochet, o Fascismo, de Mussolini, e o Nazismo, de Hitler.

Muito parecido com o grito de guerra que FHC propagou em 2013 e Aécio Neves e Eduardo Campos repetem agora: “qualquer um serve, menos a Dilma…”

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2 comentários em “A marcha rejeitada e o torturador orgulhoso: meio e fim de golpes

  1. Eu não tenho nem o que falar de tanta imbecilidade juntas.

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  2. Fico impressionado com um levante desses?

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