Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

A pauta da desestabilização institucional avança sobre a democracia

O Globo liderou ofensiva midiática que forjou cenário de crise institucional e minou governo de Jango.  Estratégia é a mesma usada contra Dilma, pela judicialização da política, pauta da intolerância e do terrorismo econômico

O Globo liderou radical ofensiva midiática que forjou cenário de crise institucional e minou governo de Jango. Estratégia é a mesma usada contra Dilma neste momento, pela via da judicialização da política, pauta da intolerância e do terrorismo econômico

O ano mal começou e a estratégia da imprensa corporativa fica tão clara que, mesmo quem não seja admirador de Dilma, é capaz de perceber a flagrante a campanha editorial em curso.

Agora não é somente o terreno do terrorismo econômico que assenta nos meios de comunicação que isto se evidencia, distorcendo números favoráveis no varejo, na geração de emprego ou no incremento contínuo da renda dos trabalhadores.

Passa também, de maneira vil, no combate aos interesses dos brasileiros, pela imposição de uma agenda pessimista, como na cobertura destra do “não vai ter copa”, na torcida pelo racionamento elétrico e, segue forte, no estímulo irresponsável e criminoso à intolerância social.

A imprensa, a grosso modo, fabrica um cenário de instabilidade institucional de maneira radical.  Crises são inventadas, veiculadas e, quando não conseguem atingir o alvo, somem de um instante para outro da pauta jornalística.

Mas a ideia central é esta: construir e consolidar um quadro de instabilidade social crescente e propagar uma imagem de perda de controle do governo.

A intolerância é uma palavra chave nesta onda midiática de terra arrasada.

O mais incrível é que isto se dá em um período de bonança econômica e de ascensão social recorde. Empregos seguem sendo criados em bom número, ao contrário do que ocorre nos países ricos, e os investimentos externos no país se mantém em um patamar elevado, confirmando o interesse internacional em aportar no país e gerar empregos e divisas no Brasil.

Em 2011 afirmamos AQUI que a batalha eleitoral de São Paulo seria um grande laboratório para 2014:

“A discussão [ kit gay] parte, de forma rasteira, do preconceito e da intolerância, busca escandalosamente, aflorar na sociedade um sentimento violento de intransigência com as diferenças, agredir direitos de minorias, mobilizando igreja, meios de comunicação e políticos (inclusive da situação) a berrar contra o governo, taxando-o de indutor de imoralidades…

O discurso que se testa, na verdade se prolonga o teste, desde o final do primeiro turno das eleições passadas, é que, se a economia continuar firme e forte, reduzindo desigualdades e oferecendo amplas oportunidades para as famílias e jovens brasileiros, a oposição só poderia prosperar no discurso moralista e dos bons costumes, como uma legião de “exemplares” bons moços comprometidos com as tradições, a família e o direito a propriedade: cristãos por excelência.

Se o enredo continuar este, em 2014 poderemos presenciar motes como este: “do que nos adianta sermos prósperos sem os valores cristãos a nos balizar?”

…Logo, prevalecendo esta corrente radical conservadora (que precisa ser rapidamente repelida), ser um país de todos e sem miséria não será o suficiente para uma “sociedade cristã” plena, que preferirá um país de poucos e privilegiados, mas marchando com Deus, a família e a propriedade: o retrocesso à escuridão…”

E isto tem se confirmado a cada lance e crise lançada, de dentro das redações, para tentar colar nos corações e mentes das ruas um sentimento de “salve-se quem puder” ou “cada um por si e deus contra todos”.

As falas que imprimem forte rancor político e de ódio de classe são resultados de uma polarização política acirrada, mantida e incentivada por oposição conservadora e seu braço midiático de maneira sistemática.

Em 2010 com o país tendo crescido 7,5% a soma de suas riquezas, gerado o maior números de empregos com carteira assinada da História, tudo isto não freou a sanha de poder da imprensa.  Lula, apesar de ter sido citado negativamente pelos maiores jornais, revistas e jornalísticos televisivos, ao longo daquele ano, encerrou seu mandato com a maior taxa de aprovação que um presidente do país jamais alcançou.

Até para forjar a mudança do destino do país um grande jornal usou uma suposta previsão “futurística” para afirmar, sem qualquer vergonha do papel a que se prestou, que Lula e Dilma romperiam após o primeiro mês de mandato, tudo para afugentar o eleitor contente com o presidente de sua candidata: “No primeiro mês de mandato, Dilma vai mudar com o Lula completamente. Ele vai querer comandar atrás dela, e ela vai dizer que não, que o comando é dela. Eles vão romper definitivamente – diz a taróloga.” Desta forma O Globo noticiou o “futuro” em 15 de setembro de 2010.

Não há parâmetros e limites imagináveis para o que vem por aí. Dilma e seus ministros ficam acuados, diariamente, para responder a toda pauta adversa lançada, em grande escala.

Desta maneira a editoria da crise ocupa mais e mais espaços e a agenda do governo é passada para o segundo plano. A opinião pública é bombardeada com material jornalístico negativo e pouco se sabe sobre o que, de fato, importa para decidir questões importantes de seu cotidiano.

Sair das cordas e partir para a ofensiva midiática e política são as armas que Dilma e o PT podem [e devem] fazer uso o quanto antes.

Os reacionários se assanham e a pauta da intolerância e da desestabilização do governo já estão aí, desfilando todas serelepes nas redações Brasil afora…

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Um comentário em “A pauta da desestabilização institucional avança sobre a democracia

  1. luizmullerpt
    05/02/2014

    Republicou isso em Luizmuller's Bloge comentado:
    A grande mídia exala o cheiro podre do golpismo. Seguem o mesmo modelo de 1964, semeando mentiras e ataques contra o governo e contra instituições. A democracia esta em sério risco. Mentiras repetidas muitas vezes acabam virando verdades para o senso comum, como ensinava Goebbels. Fizeram contra Getúlio, Fizeram contra Jango, tentaram contra Lula, e agora voltam com todo o vigor. Pela via da democracia, pelo voto, sabem que perdem. Por isto semearão o caos esperando colher um golpe contra a democracia.

    Curtir

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