Palavras Diversas

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Qual é o papel de um jornal?

O Globo é um dos jornalões brasileiros mais tradicionais e há muito tempo trava luta sangrenta contra a verdade dos fatos

O Globo é um dos jornalões brasileiros mais tradicionais e há muito tempo trava luta sangrenta contra a verdade dos fatos

O que cabe de análise sobre um fato, noticiado com letras tortas, deformando seu significado, é o que serve, na mesma via, para simular realidades e tentar disseminá-las como verdades incontestes ao grande público.

Saiu no jornal é verdade…Esta máxima nunca se consolidou, desde que surgiu é tema discutível.

Atualmente a função social que desempenham os grandes jornais brasileiros esbarra na complexidade dos fatos, na ética e nos interesses ocultos que as redações omitem ao leitor. Logo os fatos são moldados para se tornarem simples peças noticiosas, acionadas para facilitar a compreensão de apologias não assumidas, disfarçadas de pautas do dia.

O que os jornais publicam não é tratado apenas como notícia, mas como artefatos políticos e econômicos direcionados, muitas vezes divorciados da vida real de seus consumidores, justamente para fazê-los esquecer o que vivem e acreditarem firmemente no que é propagado, sistematicamente.

Exemplos claros deste tipo de ação são criados todos os dias.

Como a “crise” que nos assola [nas chamadas dos jornalões], mesmo estando o país atravessando ciclo vigoroso de geração de emprego e de distribuição de renda, evidenciadas em taxas históricas colhidas por institutos de pesquisas nacionais e estrangeiros.

Ou através da extrapolação de pautas ordinárias em agendas políticas delicadas, como na exploração jornalística desproporcional, de uma parada técnica do avião presidencial brasileiro em Lisboa. Vã tentativa de transformar em crise institucional uma situação corriqueira pela qual passam os chefes de Estado em viagens continentais.  Municiadas por manchetes desrespeitosas e repletas de insinuações à presidenta da República.

O grande problema é que, enquanto trama-se manipular a opinião pública, carregando nas tintas intenções além das editorias que regem a cobertura jornalística, por outro lado, no mesmo período, busca-se atenuar fatos pouco defensáveis.  Joaquim Barbosa viajou de férias a Europa, o fez as suas próprias custas. Mas, a pretexto de apresentar uma palestra, recebeu generosas diárias do STF em um período de seu descanso remunerado.  Destaque não houve, maiores questionamentos foram dispensados ao chefe maior do Judiciário do país, mesmo sendo prática comum que os contratantes peguem as despesas dos palestrantes convidados.

Desta maneira torna ainda mais fácil perceber  a perversa trama editorial que ocorre nas redações dos jornais e o total desprezo a inteligência de seus leitores.

Mas a pergunta permanece, não apenas de seus leitores, mas também de seus não leitores: Qual é o papel de um jornal?

É possível afirmar que, em grande parte, não tem sido o de informar a sociedade, para infelicidade geral da nação e a serviço da fragilização da democracia, mas criar ambientes favoráveis a proliferação de crises artificiais e garantir o sucesso de interesses que mudem a realidade vigente, em acordo com conveniências inconfessáveis.

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2 comentários em “Qual é o papel de um jornal?

  1. Pingback: PGR denuncia tucano Azeredo, com a palavra “Mervais” e “Jabores” | Palavras Diversas

  2. Olha não é falando para quem assina esse jornal, pois também já assinei, mas depois que li tanta porcaria foi que caiu a fixa do que eu estava lendo; nunca me senti tão idiota.

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