Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Os subservientes bobos da corte

A subserviência dos bobos da corte a serviço dos interesses estrangeiros (*dentro e fora do Brasil, até mesmo fazendo uso de “informações” de origem criminosa, operando em um campo vazio de escrúpulos)

Após ler este post, me responda: mudou o modo operante de alguns figurões da grande imprensa em relação ao Brasil e seus significados importantes?

Creio que não…

O texto que se segue é de outubro de 2011 e trata de uma revelação do Wikileaks que desmascarava a relação subserviente de William Waack, âncora do Jornal da Globo, e Fernando Rodrigues, colunista político do UOL, aos funcionários da embaixada dos Estados Unidos, “flagrados” ao passarem “informações” sobre o processo político eleitoral brasileiro para o governo norte americano, ao modo característico da grande imprensa brasileira: tendencioso, partidário e distorcido.

Este texto pode ser na medida para o que se apresenta neste momento, ou seja, as relações espúrias entre setores da imprensa com o contraventor Carlinhos Cachoeira e políticos da oposição, destacadamente Demóstenes Torres, o “paladino da ética”, para pautar a linha editorial contra o governo.  Com o uso indiscriminado de expedientes nada éticos para tornar matérias de jornais, programas de TV e de revistas semanais palco de disputas políticas acirradas, sob manipulação de informações veiculadas apenas mostrando um lado, omitindo outros, para chantagear adversários e obter vantagens financeiras.

O novo nome do envolvimento suspeito em um grande escândalo protagonizado pela grande imprensa com o crime organizado chama-se Policarpo Júnior, editor da revista Veja, destacada publicação que desenvolveu uma engrenagem criminosa para destacar em suas capas matérias exclusivas e, recentemente, evitar que o escândalo Cachoeira ocupasse as capas desta publicação.

A grande imprensa brasileira discursa pelas vozes e textos de Policarpos, Mervais, Miriams, Waacks,  Rodrigues etc, para dar crédito ao submundo do crime, escondendo da opinião pública, justamente, a origem nebulosa das “denúncias” que publicam com alvo certo.

Leia abaixo o texto original e diga se o modo operante não é o mesmo.

O Wikileaks revelou esta semana que William Waack e Fernando Rodrigues, colunista do UOL, do grupo Folha de São Paulo, teriam mantido encontros secretos com altos funcionários da Casa Branca para passar informações ao governo norte americano.
O fato em si não causa nenhum espanto, nem no mundo mineral, devido ao conhecimento geral, naturalizado e implícito, que estes personagens da imprensa conservadora brasileira e as empresas que os empregam, comportam-se como prepostos de interesses externos, tentam fazer crer para a opinião pública que, pela nossa incapacidade, deveríamos nos alinhar aos poderosos da América.
Nenhum estupefato…

E quando houver revelações idênticas sobre Alexandre Garcia, Miriam Leitão, Ali Kamel, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor e outros tantos?
Também não será surpresa alguma.

A imprensa brasileira trava uma batalha insana contra a realidade e, em geral, salvo algumas exceções, se organizam partidariamente para demolir a estrutura de um Brasil que se constrói para todos e desqualificar todos os movimentos de soberania nacional.
Onde há disputa no exterior em favor de interesses nacionais, está a imprensa conservadora brasileira para desmontar esta postura e condenar políticas que privilegiem o que nos identifica como nação e aquilo que representamos, dentro e fora de nossos limites geográficos, pela nossa grandeza.

Apesar de nos últimos 9 anos o Brasil ter vivido o maior período consecutivo de crescimento econômico agregado a inclusão social de dezenas de milhões de pessoas, a grande imprensa brasileira dedicou-se, durante este mesmo período, radicalmente, em seus noticiários a afirmar que o país vive uma crise e que suas “previsões” traçam um destino, em curto prazo, nefasto.  Ano após ano, tais afirmações foram superadas pela melhoria de vida do brasileiro.

Mas o fôlego dessa gente que defende, com tintas e telas generosas, interesses de nações estrangeiras não se esgotou, muito pelo contrário, agora alimentam preconceitos e ódio, como o comentário infeliz do igualmente infeliz Arnaldo Jabor sobre Orlando Silva, ao afirmar que finalmente o ex-ministro “caiu do galho…”
Quanto mais avança-se para incluir todos os brasileiros ao Brasil, mais conservadora e agressiva a reação destes grupos se torna.

De fora para dentro
Lá fora o que se percebe é uma ideia bem construída de que o Brasil hoje é outro e o é desta maneira, somente, porque Lula mudou a trajetória de uma nação de quase 200 milhões habitantes, de maneira democrática e pacífica. Estabelecendo prioritariamente a busca pela justiça social e um papel preponderante nos organismos multilaterais, a altura dos desafios de transformar-nos em liderança regional e global dos países em desenvolvimento e fazer com que considerem uma agenda política por muito tempo ignorada pelos mais ricos, do mundo afora e Brasil a dentro.

O momento atual é de tensão no mercado internacional, graves crises afetam as economias dos países mais ricos do planeta.   A Europa presencia, dramaticamente, o fracasso da zona do euro e os Estados Unidos um colapso de seu sistema financeiro, desregulado e demasiadamente injusto, produzindo milhões de desempregados onde antes sonhava-se uma prosperidade contínua em busca do primeiro milhão.

Onde situa-se o Brasil neste contexto?
Equilibrado, com sua situação fiscal elogiada interna e externamente, por especialistas e organismos respeitados.
Não há taxa de desemprego que gere convulsões sociais, como na Grécia, Estados Unidos ou Espanha, que superou os 21% de desocupação estes dias.  Muito pelo contrário nossos índices de ocupação estão situados entre os melhores da comunidade internacional, próximos de configurarem nível de pleno emprego.

Mas o que se lê na imprensa daqui é um desestimulo ao investimento e ao planejamento de médio/longo prazo do setor produtivo e conselhos, mal disfarçados, para que as famílias parem de consumir como fazem até o momento.
Por que?
Porque Waack e Fernando Rodrigues estão a serviço da inteligência norte americana e a desserviço da soberania nacional.  Não somente eles, mas um conjunto de jornalistas, analistas políticos e econômicos, somados a algumas empresas de comunicação que desprezam a realidade e apostam (e até estimulam) na piora dos cenários que sustentam a estabilidade econômica e social brasileiras, para poderem, enfim, gabarem-se de suas certezas ultrapassadas.

Estas pessoas simbolizam a traição e o golpe contra o orgulho de sermos brasileiros, representam a terrível sensação de que não podemos caminhar nossos próprios rumos, com nossos próprios pés, que precisamos tirar os sapatos para entrar nos países ricos e abaixar a cabeça para os poderosos, sem emitir qualquer opinião ou discordância, a espera de agrados, que sirvam a poucos, aos “afortunados” subservientes bobos da corte.

A síntese do complexo de vira-latas.

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7 comentários em “Os subservientes bobos da corte

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  3. Helcio Rodrigues
    09/01/2014

    Boa dia. O texto reduz o brasileiro a um ser sem capacidade de perceber ou filtrar o que é escrito na imprensa em geral. O discurso enfadonho contra as tradicionais Veja e O Globo lança no esquecimento que essa mesma Veja foi um baluarte na deposição do Pres. Collor e alvo de elogios por parte de cardeais petistas, como o então Deputado Jose Dirceu. E não somente a Veja, mas a “”imprensa em geral””, foi homenageada quando, ilegalmente, estampou, em capa, uma declaração de rendimentos do ex Presidente ( hoje alaido!!), documento protegido por sigilo fiscal. As pessoas devem ler de tudo, sem filtros partidários, e chegar as suas proprias conclusões. Ate porque, assim como os Mervais, nem tudo que os Amorins e Nassifs escrevem podem ser definidos com o “”confiáveis””!

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    • diversaspalavras
      09/01/2014

      O texto não reduz o leitor a coisa alguma. Apenas aponta manipulações flagrantes. O tempo muda posições, a Veja dos anos 70 era outra, diferente da dos anos 90 e de hoje. Acreditar que a imprensa não joga contra o país é aceitar o papel pequeno que desempenham e prejudica o país por questões políticas. No mais concordamos plenamente, a notícia é da imprensa, mas a opinião é do leitor.

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  4. Luciana Santa Rita
    29/04/2012

    Boa tarde! Gostei das analogias, pois se quem informa caminha para a desinformação, somos talvez os bobos.

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  5. Anonymous
    30/10/2011

    Os “jornalistas” do PIG vivem em outro país. Não enxergam a realidade que acontece no Brasil. Aliás, conhecem melhor Paris e Nova Iorque do que as cidades brasileiras.

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  6. BlogueDoSouza
    30/10/2011

    Obrigado pela boa leitura e informação de qualidade. Concordo plenamente com a avaliação feita com relação a nossa mídia sempre controlada pela direita, mas discordo quanto a analogia aos “bobos da corte” palhaços pelos quais sempre tive muita consideração. Comparar esta gente aos bobos da corte foi injusto com os bobos. Esta gente sem alma e sem pátria é inominável.

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