Palavras Diversas

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Pronunciamentos: antes era para penalizar, agora é para defender o bem estar

No auge da crise internacional de 2008/2009, a maior do sistema capitalista desde 1929, Lula não foi a TV e rádio para dizer que penalizaria o brasileiuro, mas para pedir que acreditassem no Brasil e seguissem consumindo e investindo no país
 

O pronunciamento da presidenta Dilma, o último de 2013, manteve uma fiel característica ao longo de 11 anos de governos Lula e o atual: defesa do bem estar social, apresentação dos bons dados da economia e desmoralizar sabotadores.

Mesmo em 2008 quando o mundo viu estourar uma grave crise, a maior desde 1929, o governo não foi à cadeia nacional de comunicação prever o pior, ou pedir para apertarem os cintos ou antecipar medidas duras que penalizariam os brasileiros, principalmente os mais pobres.

Naquele ano Lula fez um pronunciamento para dizer que, apesar da gravidade da crise internacional, por aqui não passaria de uma “marolinha”, devido aos ótimos recursos advindos dos pilares macroeconômicos do país, além de conclamar os brasileiros a acreditarem no país e seguirem consumindo, com responsabilidade, e investindo sem medo, conforme trecho de seu discurso apontava:

“Minhas amigas e meus amigos,
Quero dizer, com toda a serenidade, que a crise não nos assusta. O País está preparado e tem comando. Seguiremos acompanhando com lupa a situação da economia, 24 horas por dia. O que tiver que ser feito, será feito. No tempo certo e na dose adequada. E sempre dialogando com o País.
Mas é fundamental que todos façam sua parte.
É importante que os empresários sigam investindo. É imprescindível que os trabalhadores defendam a produção e o emprego. Já o setor financeiro, deve trabalhar para estimular o crédito e baixar os juros, que estão muito altos.
E você, meu amigo e minha amiga, não tenha medo de consumir com responsabilidade. Se você está com dívidas, procure antes equilibrar seu orçamento. Mas, se tem um dinheirinho no bolso ou recebeu o décimo terceiro, e está querendo comprar uma geladeira, um fogão ou trocar de carro, não frustre seu sonho, com medo do futuro.”

Apesar das críticas impostas pela grande imprensa que tentou ridicularizá-lo e tachá-lo de irresponsável, porque não tomou as duras medidas  que “os especialistas midiáticos em economia” receitavam, o que certamente impediriam o Brasil de sair ileso da crise.  Lula estava correto e a crise por aqui não judiou os milhões mais pobres e o governo seguiu investindo nas políticas de distribuição de renda e mercado interno ainda mais firmemente.

Discurso de final de ano de Dilma tem paralelo com aquele de Lula em 2008.

Dilma foi a TV para desmentir, mais uma vez, os pessimistas de plantão, aqueles que vivem da guerra psicológica, que buscam travar o crescimento econômico do Brasil e fazer vitorioso interesses contrários aos da maioria dos cidadãos.

A presidenta garantiu que os rumos da economia permanecerão como estão e assegurou que 2014 será ainda melhor. Chamou trabalhadores e empresários para o diálogo, sempre que houver necessidade, desautorizando especuladores da imprensa ou do mercado, como nestes trechos:

“Sinto alegria de poder tranquilizar vocês dizendo-lhes que entrem em 2014 com a certeza que o seu padrão de vida vai ser ainda melhor do que você tem hoje. Sem risco de desemprego, podendo pagar suas prestações, em condições de abrir sua empresa ou ampliar o seu próprio negócio. Entrem em 2014 com toda energia e otimismo e com a certeza de que a vida vai continuar melhorando”.

“(…)Digo aos trabalhadores e empresários que continuo disposta a ouvi-los em tudo que for importante para o Brasil. Digo aos trabalhadores e aos empresários que apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando. O governo está atento e firme em seu compromisso de lutar contra a inflação e de manter o equilíbrio das contas públicas. Sabemos o que é preciso para isso e nada nos fará sair desse rumo”.

Até 2002 era muito comum o medo do brasileiro ao ouvir a expressão “abre-se nesse momento a rede nacional de rádio e televisão para o pronunciamento oficial do Presidente da República…”

Geralmente tais pronunciamentos serviam para anunciar que o povo seria penalizado por mais uma ação austera do governo.

Pacotes econômicos, planos de racionamento elétrico, fuga de capitais etc.  No final o resumo da ópera era o mesmo: o povo pagaria a conta.

Os tempos são outros e os pronunciamentos oficiais também.

Hoje o governo precisa muito mais formar a cadeia nacional de rádio e televisão para desmentir boatos, desmontar sabotagens da imprensa e garantir a manutenção de seus pressupostos políticos e sociais, do que avisar ao povo que irá castigá-lo.

luladilma posse

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Um comentário em “Pronunciamentos: antes era para penalizar, agora é para defender o bem estar

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