Palavras Diversas

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Povo paga a fatura do silêncio midiático sobre a corrupção tucana

Nesta iamgem há três políticos defendidos, com garra, pela grande imprensa: Zezé Perrella, Aécio Neves e Eduardo Azeredo

Nesta imagem há três políticos defendidos, com unhas e dentes, pela grande imprensa: Zezé Perrella, Aécio Neves e Eduardo Azeredo.  Amizade gratuita entre políticos e mídia?

Quanto custa ao país o indisfarçável esquema de acobertamento ou minimização dos casos de corrupção de partidos e políticos da oposição nas páginas, impressas e virtuais, da mídia hegemônica brasileira?

Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres, Marconi Perillo, Roberto Arruda, Joaquim Roriz e um editor da Veja, Policarpo Jr. passaram batido de matérias investigativas que, cedo ou tarde, ajudariam a elucidar uma rede nebulosa de crimes contra o patrimônio público.

O senador tucano pelo Paraná, Álvaro Dias, sonegou impostos em valores que superaram os R$14 milhões e pouco foi escrito ou lido sobre isso.

O escândalo do Trensalão Tucano, esquema de propinas para formação de cartéis em licitações em São Paulo, operacionalizado desde o governo do falecido governador Mário Covas, mantido ativo durante os governos de José Serra e Geraldo Alckmin, quando é inevitável a veiculação de uma reportagem sobre este assunto, nomes de políticos ou do PSDB são omitidos nas manchetes.

O Globo de quarta-feira, dia 27 de novembro, estampou em sua capa afirmação firme que os documentos do caso do Trensalão Tucano foram adulterados para incriminar governadores paulistas e que tais provas deveriam ser desqualificadas. Grito jornalístico para defender seus parceiros, comerciais, ideológicos e políticos.  Ouviu um só lado para manchetar, uma mãozinha providencial…

O Mensalão Tucano de Minas Gerais ou a Lista de Furnas não merecem destaques na imprensa, que possibilitariam buscar fatos que comprovariam os crimes cometidos contra o orçamento público. Aécio Neves, FHC e Eduardo Azeredo foram alguns dos beneficiados pelos milionários  esquemas de caixa dois destes casos.

Em comum o fato de que estes escândalos ocorreram em estados governados pelo PSDB e DEM, onde, geralmente, as grandes empresas de comunicação recebem generosas verbas de publicidade ou de compras de assinaturas de suas edições, contratadas com estas administrações. Não pode ser mera coincidência que os beneficiários de pomposos recursos financeiros de publicidade sejam os mesmos agentes que socorrem ou abafam noticiários danosos a imagem de seus “patrocinadores”.

Zezé Perrella, ex-presidente do Cruzeiro Futebol Clube, senador mineiro pelo PDT, aliado dos tucanos em Minas Gerais e um dos maiores entusiastas da candidatura de Aécio à presidência da República, teve uma aeronave de sua propriedade apreendida, em uma fazenda de sua família, com quase 500kg de cocaína e o que se testemunhou, até o momento, foram chamadas discretas e benévolas ao político.

Logo em seguida, descobre-se que o helicóptero apreendido tem os gastos com combustíveis bancados pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, onde o filho de Perrella, Gustavo, é deputado estadual pelo SDD.   Este episódio possui requisitos jornalísticos necessários para levar o caso para as capas de jornais e revistas, matérias detalhadas em jornalísticos televisivos, especiais em portais da internet, com direito a infográficos da carreira e dos contatos do senador.

Mas nada disso ocorreu.

Um caso de extrema gravidade abafado em nome de quem ou de quais interesses?

O Jornal Nacional, seletivo noticioso de casos de corrupção, fingiu que não viu?

Aécio chegou a pedir o afastamento da Polícia Federal do caso, quando deveria, por ofício que seu cargo exige, pedir o contrário, ou seja, que a Polícia Federal investigue com rigor o ocorrido.

Quanto custa manter tais casos dormentes ou enterrados, longe da percepção da opinião pública?

Alguém pode acreditar que tudo isto seja apenas um evento coincidente?

Jornalões mereceram este banner após esconderem apreensão de helicóptero de Perrella, aliado e amigo de Aécio, com meia tonelada de cocaína...

Jornalões mereceram este banner após esconderem apreensão de helicóptero com meia tonelada de cocaína, de Perrella, aliado e amigo de Aécio, e mirarem suas baterias contra o Ministério da Justiça…

A maneira sistemática como ocorrem tais favorecimentos midiáticos para envolvidos em malfeitos e o lado político destes personagens, nos levam a crer que se trata de um esquema, acertado e faturado, que devem envolver gordas cifras, oriundas do dinheiro do povo destes estados, para manter silêncios editoriais muito bem pagos.

Em vias de regra, denunciantes de casos de corrupção tucana ou de seus associados políticos, sofrem tentativas de criminalização, passando de benfeitores à malfeitores, como em um passe de mágica, na imprensa amiga dos denunciados.  A nova vítima deste modo operante midiático é o piloto do helicóptero de Perrella, que passou a ser mostrado como autor, único e exclusivo, do crime de tráfico de drogas…

O Estado de Minas, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, TV Globo, Veja e Época são os que mais consomem recursos financeiros de seus mecenas partidários [com dinheiro público].

Quem perde são a democracia, o jornalismo e a sociedade, esta última, manipulada à luz dos fatos distorcidos que consome diariamente em fontes pouco comprometidas com a averiguação idônea e isenta dos fatos.

p.s.Vou aqui fazer a mesma indagação que outros articulistas fizeram até o momento, junto-me ao coro dos que chamam à responsabilidade a imprensa corporativa: E se Perrella fosse amigo de José Dirceu ou José Genuíno, aliado do PT em Minas Gerais, e tivesse uma foto ao lado de Lula, todos estes fatos estariam adormecendo nas redações?

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4 comentários em “Povo paga a fatura do silêncio midiático sobre a corrupção tucana

  1. Paula
    05/10/2014

    É essa corja que os brasileiros estão querendo colocar de volta na Presidencia, vamos todos nos fuder.

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  2. francisco amaro
    13/12/2013

    PROCURO UMA REVISTA VEJA COM UM HELICÓPTERO NA CAPA. SERÁ QUE ESTÃO COM MEDO DE FALAR SOBRE O ASSUNTO PORQUE?

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