Palavras Diversas

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Judiciário espetaculoso, mas sem deixar de ser desigual e excludente

Carta Capital expõe as contradições do Judiciário brasileiro e a falácia do fim da impunidade no país.  Justiça continua excludente, ao alcance de poucos e benéfica para ricos e pdoerosos

Carta Capital expõe as contradições do Judiciário brasileiro e de seu dirigente mor, Joaquim Barbosa, e a falácia do fim da impunidade no país. Justiça continua sendo um direito excludente, ao alcance de poucos e benéfica para ricos e poderosos

Alguns imaginam erguer estátua para Joaquim Barbosa, devotar-lhe versos épicos de um Brasil sem impunidade e mais justo.

Mas os atropelos constitucionais em favor do espetáculo midiático e da auto promoção, a qualquer custo, revelam uma personalidade sem preparo político para dirigir o poder Judiciário e zelar pelo Estado Democrático de Direito.

A justiça não se faz sob pressão e sujeita a pré-julgamentos, exposta a pressões da mídia, que, de antemão, julgou, condenou e estipulou as penas que o STF deveria, tão somente, sentenciar.

Nem tampouco pode o juiz supremo de um poder constituído da República agir com truculência e desrespeito com seus pares em busca, desatinada, de garantir que seus pressupostos prevaleçam sobre os demais.

Juristas se manifestaram contra Joaquim Barbosa. Personalidades de peso, como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari, condenaram os atos de exceção patrocinados pelo presidente do STF, em casos de flagrante arbitrariedade e abuso de poder no episódio dos mandados de prisões de José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares.

O que sustenta Barbosa? A imprensa, aquela mesma que julgou, condenou e estipulou penas.  Merval Pereira, em O Globo e na Globo News revelou-se jornalista prodígio, tamanha sua capacidade de prever e acertar os passos seguintes da corte suprema no julgamento do mensalão… Nas páginas da grande imprensa brasileira, Joaquim Barbosa é herói e valentão justiceiro.

A justiça transformou-se num triste espetáculo midiático, dirigido e moldado, com exatidão tamanha, para ocupar a grade de programação vespertina e policial de qualquer emissora de TV privada.

As exposições desnecessárias que comprometem a isenção e equilíbrio das partes em um julgamento justo foram escanteadas em nome da promoção pessoal e da montagem de uma farsa.  A impunidade não acabou, a justiça continua sendo um recurso ao alcance de poucos e os tribunais permanecem produzindo desigualdades entre ricos e pobres e privilégios para poucos.

Enquanto uns são exibidos como troféus, tem suas cabeças mostradas como prêmios de caça na Globo, outros seguem livres, leves e soltos. Ou alguém neste país pode imaginar que todos os casos de corrupção foram alvos desta operação do consórcio Judiciário-mídia?

Falta muito ainda para a nossa justiça garantir que todos sejam iguais perante a Lei. Mas o Judiciário poderia começar promovendo a imparcialidade e afastando câmeras e microfones dos julgamentos…

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5 comentários em “Judiciário espetaculoso, mas sem deixar de ser desigual e excludente

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  5. Eu tenho um sonho de quando um dia os ricos e os pobres sejam eles brancos ou negros; tenham julgamento justo nesse país.

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