Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Os patrióticos e tradicionalistas brasileiros [de Miami]

Marcelo Adnet em um esquete em que foi bastante feliz ao retratar, em detalhes, o pensamento de uma parte considerável de ricos e abastados, que vociferam contra pobres que, ousados, agora invadem seus espaços de nobreza…

O personagem criado não é uma pessoa difícil de ser encontrada por aí, nem suas ideias são tão raras que não tenham sido ouvidas/lidas até na imprensa brasileira ou em executivas de determinados partidos políticos.

O pensamento conservador consiste em, via de regra, comparar o Brasil com países ricos quando o assunto é oportunidade de ascender socialmente ou o nível de escolaridade dos mais pobres, rebaixando a maioria do povo por não se igualarem a americanos, canadenses e alemães, por exemplo. Como se nós já fôssemos, há bastante tempo, uma nação rica e com tradição de oferecer chances iguais para todos, independente da cor ou classe social.  Mera retórica de inconformados com a ascensão de pobres via programas sociais.

Por outro lado, reclamam de um país que cobra impostos demais de seus pares, notáveis exemplares dos “mais altos” estratos sociais, ignorando que Miami não é referencial para o Brasil, mas sim para os Estados Unidos.  Ou que na Europa a carga de impostos seja maior.

O problema aí não são os impostos arrecadados e sim o uso inadequado dos mesmos ou a forma como é cobrada: mais de quem tem menos e menos de quem tem muito mais e ainda sonega cifras bilionárias, algo em torno de R$ 415 bilhões ano após ano.

Ricos insensíveis e desprovidos de qualquer sentimento de brasilidade, o que rejeitam com imensa vergonha de serem reconhecidos aqui e lá fora como brasileiros comuns.

Se procurarmos com o mínimo de atenção encontraremos ex-rebeldes sem causa e ex-roqueiros da onze que se incluem, confortavelmente, neste arquétipo reacionário.

Dificilmente Adnet teria liberdade para criar e lançar um esquete como este em sua atual empregadora, talvez seja fadado [ou obrigado] a se transformar em um jovem “conservador crítico de que tudo o que está aí”, ou seja, virar um novo Bruno Mazzeo…

Decadência, artística e intelectual, domina o neo conservadorismo musical de velhos [no sentido de suas "novas" ideias] personagens...

Decadência, artística e intelectual, domina o neo conservadorismo musical de velhos [no sentido de suas “novas” ideias] personagens…

...E de humoristas que só se ocupam de ridicularizar pobres, negros e populares...

…E de humoristas que só se ocupam em ridicularizar pobres, negros e populares…

Anúncios

Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Democratização da mídia, apóie!

Seja amigo do Barão!

Digite seu e-mail para seguir este blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 3.451 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: