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Dilma recupera popularidade, mas sofre ação de sabotadores no governo

Dilma recupera fôlego, mas sabotadores tentam passar uma rasteira em sua administração, para comprometer a governabilidade e a governança de sua administração

Dilma recupera fôlego, mas sabotadores tentam lhe aplicar uma rasteira, para comprometer a governabilidade e a governança de sua administração e diminuir suas chances de vitória em 2014

Após um breve período de instabilidade política e social vivida no país durante as manifestações de junho, o que se percebe neste momento são dois fatos ocorrendo no governo Dilma.

A primeira e mais clara percepção, é a recuperação da imagem da presidenta, segundo as últimas pesquisas divulgadas, e uma leve guinada das ações de seu governo para atender demandas populares, como destinar os royalties para a educação, a implementação do  programa “Mais Médicos”, mais recursos para a mobilidade urbana e uma reaproximação com os movimentos sociais e sindicatos.

Dilma parece ter assumido o leme de seu governo e desagradado parte do condomínio que habita seu governo, os conservadores e fisiologistas.

O que me leva a segunda hipótese.

O governo vem sofrendo tardias ações de sabotadores de dentro da base parlamentar que a sustenta no Congresso e de seus subordinados na máquina administrativa.

Creio que a parte mais conservadora da coalizão resolveu mostrar suas garras.

Movimentos um pouco mais ousados são percebidos e parecem não querer obedecer a agenda que o governo pretende impor.

Sabotagens[?]

O recente caso de desobediência do Itamaraty na embaixada brasileira na Bolívia, em que um diplomata brasileiro ajudou a dar fuga para um senador condenado pela justiça daquele país, é apenas um destes atos de sabotagem.  A presidenta entrou em cena, demitiu o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e desmentiu Eduardo Saboia, que chegou ao absurdo de afirmar que as condições do político boliviano na embaixada de La paz, assemelhava a de um preso nos porões do DOI-CODI…

Esta semana a diretora da ANP, Magda Chambriard, que fez carreira na Petrobrás, foi ao Congresso estimular um debate para que novas regras da partilha do pré-sal retirem da Petrobrás o protagonismo na exploração dos novos campos de petróleo, agindo, indisfarçadamente contra os interesses do governo e do país.

No parlamento o governo sofre para conter conservadores dentro da bancada do PMDB, partido que controla boa parte da máquina administrativa e se assanha em revoltas chantagistas contra a estabilidade do governo, como nos recentes casos da derrubada da proposta de Dilma de elaborar um plebiscito, ainda este ano, sobre uma urgente e necessária reforma política.  Os presidentes da Câmara, do Senado e o vice-presidente da República, todos do PMDB, foram os primeiros a colocar obstáculos a proposição de Dilma.  E são considerados aliados [?]…

Alexandre Tombini, economista de carreira do Banco Central, profissional distante das aspirações do mercado quando assumiu o cargo em 2011, deu “meia volta, volver” e tem agradado ao sistema financeiro e à mídia especializada.  O Copom tem subido as taxas de juros, a pretexto de combater uma inflação que vem perdendo fôlego, e derrubando as possibilidades de um crescimento econômico mais vigoroso, como na reunião desta semana em que elevou a taxa Selic para 9% ao ano, em total sintonia com “as previsões” de economistas dos grandes bancos e da imprensa.  Esta mudança nos rumos da política monetária também enfraquece as contas do governo e obriga o Tesouro a gastar mais para pagar os juros da dívida pública em favor do sistema financeiro, que Tombini agora quer agradar.  Por outro lado esta quarta alta seguida da taxa Selic reduz, sensivelmente, a capacidade do Estado para fazer investimentos em infraestrutura ou em setores importantes, como educação e saúde.

E o que dizer do ministro do Trabalho, Manoel Dias, do PDT, que se diz favorável a uma iniciativa de terceirização de mão de obra para todos os setores da economia, de autoria de empresários ávidos por reduzir direitos trabalhistas? Dilma, mais uma vez, correu para dizer que o governo não apóia projetos que precarizem as condições de trabalho do brasileiro.

Perspectivas para 2014

A imagem da presidenta tem recuperado parte de sua popularidade e ainda é favorita para as eleições de 2014, todas as sondagens dos institutos de opinião tem revelado isto.

Mas uma base descoordenada e com conservadores infiltrados e descontentes dentro da estrutura administrativa do governo, comprometem a governança e a governabilidade.  Estes dois pilares comprometidos, impossibilitam qualquer aspiração de uma vitória em eleições que se anunciam duras e com capítulos de vale-tudo pela frente.

Dilma precisa fazer escolhas difíceis e cuidadosas, isolar sabotadores e fechar-se em um núcleo político-partidário confiável e fiel.

Em 2006, após o escândalo do mensalão que tirou do cenário político José Dirceu e outros nomes fortes do governo,  Lula concorreu pelo PT e venceu as eleições apenas com o apoio do PC do B e do PRB de José Alencar.

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Um comentário em “Dilma recupera popularidade, mas sofre ação de sabotadores no governo

  1. A nossa Presidenta eu acho com essas articulações contra as reformas politica e a política de seu mandato propriamente dito; eu acho que ela corre uma maratona por dia para poder contornar e equacionar isso tudo. E la la Brasilzão velho de guerra até quando vão olhar para o seu povo que vive no limiar da paciência.

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