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Cuspir na cara pode: valores morais condenáveis em horário nobre

Bill Watson, através de Calvin acerta sobre o desejo da TV sobre a audiência... Incidentes de cusparadas em A Fazenda revelam ambiente que propaga valores morais odiosos

Bill Watson, através de Calvin, acerta sobre o desejo da TV sobre à sua audiência [clique na imagem para ampliar]… Incidentes de cusparadas em A Fazenda revelam a propagação de valores morais condenáveis na programação da tv aberta

O nível dos programas da televisão aberta tem caído drasticamente, especialmente os realities shows, como o BBB, da Globo, e A Fazenda, da Record.

Na última edição do Big Brother um participante foi expulso do programa por, supostamente, abusar sexualmente de uma colega de confinamento [ clique AQUI].

A reação da audiência foi moderada ao fato lamentável e a atração comandada por Pedro Bial seguiu sendo comemorada por sua produção, apoiada por seus patrocinadores e brindada por índices razoáveis de popularidade.

Agora é a atração da Record que tem causado nojo à audiência, ou pelo menos deveria estar causando.

Esta semana duas celebridades de mídia se estranharam e uma delas cuspiu no rosto da desafeta [clique AQUI].

A produção do programa considera normal este tipo de atitude, acredita que apenas a violência física ou sexual sejam atos passíveis de punição.

Cuspir no rosto de alguém é uma violência moral odiosa, revela uma falta de caráter sem tamanho do agressor e um ato típico daqueles que não prezam o convívio social civilizado.

O pior é que este incidente não foi o primeiro desta edição.

Outros peões cuspiram em seus concorrentes para extravasar a raiva e não serem expulsos do programa, caso partissem para a agressão física.

Qual o recado que a produção de A Fazenda passa à sua audiência?

Violência moral é aceitável e faz parte do jogo da vida, sem maiores reprimendas.

Quantos jovens devem assistir este programa? E se eles, influenciados pela A Fazenda, adotarem este comportamento para resolver suas pendengas?

Qual o limite ético da TV aberta brasileira?  Quem deve defini-los, regulá-los e/ou fiscalizá-los?

Este fato, infelizmente, não se restringe apenas a Record ou a Globo, que infringiram tais regras de civilidade e à lei em seus programas, mas tem sido reproduzido em outras emissoras.

Fatos deploráveis como este não são evidências suficientes para uma discussão urgente da regulação da mídia?

Crianças e jovens, em franca formação social e moral, são expostos a lixos como estes diariamente.

Outros realities também transbordam os limites aceitáveis de conduta moral.

As empresas de comunicação alegam que a audiência é capaz de “censurar” determinadas atrações da TV com o simples ato de mudar de canal.

O poder público não deve aceitar, pura e simplesmente, uma argumentação mercadológica para tratar deste assunto e a sociedade deve repugnar produções como esta e boicotar seus patrocinadores.

Mas e se mudar de canal já não for capaz de eliminar estes programas de nossos cotidianos, ou ao menos civilizá-los?

Os Titãs, ainda nos 80, cantavam “a televisão me deixou burro demais…”

Ainda estão certos em sua afirmação, afinal aproveitar-se da fragilidade alheia ou agredir moralmente alguém, na televisão brasileira, pode.

 

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