Palavras Diversas

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O que o povo quer [III]: plebiscito da reforma política [e apoio à Dilma]

Oposição, setores da imprensa e do Congresso são contrários a quilo que o povo quer.  Reforma política é aprovada por 85% da população, segundo pesquisa do Ibope, mas estes grupos não querem, por que será?

Oposição, setores da imprensa e do Congresso são contrários  àquilo que o povo quer. Reforma política é aprovada por 85% da população, segundo pesquisa do Ibope, mas estes grupos não querem, por que será?

Segundo uma recente pesquisa do Ibope, 85% dos entrevistados são a favor de uma reforma política e 78% considerou que o financiamento das campanhas eleitorais deve ser exclusivamente público.

O povo quer mudar o estado de coisas na política, quer alterar um cenário que favorece a existência de ilícitos e a proliferação de caixa dois de campanha.

Como é hoje, o sistema eleitoral favorece e estimula acordos pré-eleitorais de corruptores com corruptos, como no caso da lista de Furnas, por exemplo.

Apesar de alguns “formadores de opinião” terem, a todo modo, tentado convencer a sociedade brasileira de que uma reforma política não era algo essencial para o momento, esta pesquisa revela, também, mais uma derrota destes agentes políticos que atuam na imprensa.

Dilma acertou ao propor um plebiscito sobre a reforma política e esta iniciativa, comprova-se agora, está em sintonia com os anseios de ampla maioria do povo, reforçado pela última pesquisa do Datafolha, que apresenta crescimento da aprovação da presidenta, conforme imagem abaixo:

Datafolha [clique na imagem para ampliar] capta recuperação da popularidade de Dilma e sintonia da sociedade com proposta do Planalto sobre o plebiscito da reforma política

Datafolha [clique na imagem para ampliar] capta recuperação da popularidade de Dilma e sintonia da sociedade com proposta do Planalto sobre o plebiscito da reforma política

[O blog já havia publicado, setembro de 2012, portanto bem antes das manifestações, que era chegada a hora de passar a limpo o sistema político-eleitoral brasileiro e colocava algumas questões sobre o tema, clique AQUI]

O financiamento de campanha exclusivamente com recursos público tem como finalidade extrair dos saldos pré-eleitorais, corporações que despejam dinheiro, da esquerda à direita, em busca de facilidades futuras, seja quem for o vencedor do pleito, em todos os níveis de governo.

Empreiteiras e bancos são protagonistas quando o assunto é o volume de doação para políticos em épocas de eleição.

Penso que estes recursos não possam ser lançados como doações, como os são nos pleitos, mas sim como investimentos futuros das grandes empresas…

O povo quer a mudança, quer aproveitar a onda de manifestações que tomou as ruas do país em junho para continuar ajustando a nossa democracia, em favor da maioria, com mais espaço para a participação, mais transparência e mais igualdade de condições.

Quem não quer? O Congresso, a oposição e setores importantes da imprensa se colocam contrários a uma reforma política que possibilite colocar nos trilhos partidos e políticos que sobrevivem das brechas da legislação eleitoral vigente e se valem do poder econômico para se manterem vivos na disputa política.  Desta maneira a política não se renova e favorece a ocorrência de malfeitos, cada vez mais frequentes.

Vale o registro da lembrança de posicionamentos contrários recentes de lideranças da oposição a uma reforma do sistema político e eleitoral brasileiro:

Aécio neves, senador e presidente do PSDB, condena o plebiscito: “Me parece muito mais a intenção de, mais uma vez, abster-se de suas responsabilidades e transferi-las ao Congresso Nacional. Me parece desnecessária, juridicamente duvidosa e perigosa essa iniciativa.” 

Álvaro Dias, Senador tucano e contrário ao plebiscito: “Ela anuncia a reforma política com outro viés, na esteira do sistema bolivariano, que significa certa ameaça autoritária, que autoriza a supor a hipótese do golpe para superar um impasse”.

FHC, ex-presidente ao atacar a realização de uma consulta popular: “As declarações da presidente são inespecíficas e arriscadas, pois, para alterar a Constituição, ela própria prevê como. Mudá-la por plebiscito é mais próprio de regimes autoritários”.

Quem teme a participação do povo na tomada de decisões importantes, inevitavelmente, não se compromete a governar em nome da maioria.

*Pesquisa Datafolha, corrida presidencial

Segundo pesquisa sobre a corrida presidencial divulgada pelo Datafolha, a presidenta Dilma recuperou parte de seu eleitorado e lidera com vantagem de quase 10% sobre a segunda colocada, Marina Silva.

Se Lula entrasse na disputa, o ex-presidente seria o único capaz, neste momento, de liquidar a fatura no primeiro turno.  Em seu melhor cenário, alcançaria 51% das intenções de votos.

As coisas não andam nada boas para os tucanos.  Aécio Neves recuou fortemente, de 17% para 13% em pouco mais de um mês.  José Serra, testado pela primeira vez, alcançou 15% em seu melhor desempenho na pesquisa, mas lidera no quesito rejeição.

Abaixo o cenário presidencial mais provável averiguado:

presidencia

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