Palavras Diversas

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O que o povo quer [II]: investigação séria sobre o propinoduto tucano

Para FHC, Aécio, Alckmin e Serra governados do PSDB foram vítimas de cartel.  Para o MP essa versão não cola,vários avisos ao governo de São Paulo foram emitidos aos gestores tucanos e nada foi feito...

Para FHC, Aécio, Alckmin e Serra governados do PSDB foram vítimas de cartel. Para o MP essa versão não cola,vários avisos ao governo de São Paulo foram emitidos aos gestores tucanos e nada foi feito…

Apesar de todas as negativas e rechaços dos principais caciques do tucanato, as coisas desandaram para o PSDB e a grande imprensa tem sido obrigada a publicar estrondoso escândalo sobre desvio de mais de R$570 milhões ao longo de dez anos.

FHC saiu em defesa de seus pares e disse que o que houve foi cartel e que, na verdade, os governadores de São Paulo , todos tucanos, foram enganados pela Siemens.

Seu discurso vai ao encontro do de Alckmin: fomos vítimas!

Mas cá entre nós: não saber que se é roubado por dez anos não é nem um pouco um fato provável, ainda mais para um partido que se auto consagra na ideia da boa gestão administrativa.

Como seria possível que bons gestores ficariam tanto tempo sem detectar gastos exorbitantes com propinas em importantes obras no sistema público de transporte de massas?

'Bons gestores' demoraram mais de dez para descobrir que foram vítimas de cartel...

‘Bons gestores’ demoraram mais de dez para descobrir que foram vítimas de cartel…

O choque de gestão tucano, entoado por seus líderes e amigos midiáticos [como Merval Pereira, Eliane Cantanhede e Reinaldo Azevedo] como absoluta verdade, não pode permitir desvios desta natureza.  O prejuízo aos cofres públicos sob o bico de “tão zelosos” gestores é assombroso e o povo paulista ainda é obrigado a se locomover, diariamente, em trens e metrôs superlotados e sujeitos a preocupantes acidentes, cada vez mais comuns.

A vítima é o povo de São Paulo…

Segundo a nova denúncia publicada pela revista Isto É, tucanos não foram vítimas e tampouco se comportaram como bons gestores, como gostam de ser chamados, muito pelo contrário.  A edição do semanário nas bancas revela que o PSDB sabia do que vinha ocorrendo e que foram, reiteradamente, avisados pelo Ministério Público:

“Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram. Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido. No entanto, questionado sobre o cartel montado por multinacionais, como Siemens e Alstom, para vencer licitações, o governador Geraldo Alckmin jurou desconhecer o assunto. “Se confirmado o cartel, o Estado é vítima”, esquivou-se. Na mesma toada, o seu antecessor, José Serra, declarou: “Não tomamos em nenhum momento conhecimento de qualquer cartel feito por fornecedores e muito menos se deu aval a qualquer coisa nesse sentido”. As afirmações agridem os fatos. Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam que os tucanos de São Paulo, além de verem dezenas de companheiros investigados e indiciados, receberam no mínimo três alertas contundentes sobre a cartelização e o esquema de pagamento de propina no Metrô. Os avisos, que vão de agosto de 2008 a setembro de 2010, partiram do Ministério Público estadual e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Nos três casos, os documentos foram encaminhados aos presidentes das estatais, nomeados pelo governador, e publicados no Diário Oficial.”

Logo, conclui-se que FHC, tardiamente, sai em defesa de seus pares, imaginando solidariedade futura…

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Publicado às 10/08/2013 por em politica e marcado , , , , , , , , .

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