Palavras Diversas

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Propinoduto: o povo é a vítima dos tucanos em SP

Metrôs e Trens urbanos de São paulo circulam diariamente lotados, sujeitos a acidentes, como este que feriu 42 pessoas em 2012 na estação Barra Funda.  O povo é a maior vítima do propinoduto tucano, Alckmin...

Metrôs e Trens urbanos de São paulo circulam diariamente lotados, sujeitos a acidentes, como este que feriu 42 pessoas em 2012, na estação Barra Funda. O povo é a maior vítima do propinoduto tucano, governador Alckmin…

Os principais veículos de comunicação do país estão tratando do escândalo do propinoduto tucano em São Paulo, com bastante cuidado e evitando ligar, diretamente, os ilícitos cometidos ao PSDB e a Alckmin e Serra.

Os termos utilizados para veicular, com bastante atraso, as graves denúncias publicadas pela revista Isto É são patentes tentativas de livrar do desgaste político o alto tucanato paulista.

A Folha de São Paulo, tradicional e fiel aliado do PSDB, veiculou com destaque a queixa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que o Estado é vítima de um cartel [não seria um esquema criminoso?] praticado por empresas na disputa de licitações no metrô e nos trens urbanos, que costumam apresentar falhas graves, acidentes costumeiros e circularem superlotados.

“se for confirmado algum cartel, o Estado é vítima e entrará imediatamente com ação de indenização”, bradou o governador.

Acontece que o esquema acontece há cerca de 13 anos e os envolvidos já afirmaram que o governo estadual avalizava o “cartel”…

E mais: não está sendo denunciado algo ocorrido há alguns meses ou dias, mas um esquema criminoso que ocorre a 13 anos, durante quatro governos consecutivos do PSDB: Mário Covas, Alckmin, Serra e Alckmin, novamente!

Quem é a vítima destes malfeitos?

Não parece ser o Estado, conduzido por trilhos que levaram ao crime de corrupção.

A sociedade é a principal vítima deste escândalo, os desvios de mais de R$570 milhões são absurdos e penalizaram setores importantes da máquina pública no atendimento as demandas do povo paulista por saúde e educação, por exemplo.

Alckmin posa de vítima e a grande imprensa embarca para agradar seu patrocinador master

Trens e metrôs de São paulo são serviços subordinados a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e até o momento não foi percebido nenhuma pressão sobre o atual ocupante do cargo [ou daqueles que ocuparam esta secretaria desde 2000].

Abaixo a lista dos responsáveis pela pasta:

Claudio de Senna Frederico de 1 de janeiro de 1995 a 6 de agosto de 2001
Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes de 7 de agosto de 2001 a 31 de dezembro de 2006
José Luiz Portella Pereira de 1 de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010
Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes de 1 de janeiro de 2011 até a atualidade

O secretário atual  Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes em uma entrevista para a revista Brasil Engenharia contou os ousados planos para a área que não decolaram, confira o box de chamada da matéria:

 

Na perspectiva do engº Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, é perfeitamente factível
cumprir as metas estabelecidas pelo atual governo de passar a construir 8 quilômetros de metrô por ano, com possibilidade de aumentar essa marca para 12 quilômetros por ano numa etapa posterior. Vale lembrar que de 1974 para cá foram construídos apenas 2 quilômetros de metrô por ano. O PPA (Plano Plurianual 2012-2015) prevê investimentos de 118 bilhões de reais, sendo que 30 bilhões de reais irão para
obras do Metrô-SP e trens (CPTM). “No total, serão mais 40 quilômetros no sistema metroferroviário da Grande São Paulo até 2014. “Isso já deixa para trás os 8 quilômetros por ano citados”, diz Fernandes, lembrando que estão em andamento obras em quatro linhas de metrô: Linha 2-Verde, a Linha 4-Amarela, a Linha 5-Lilás e a Linha 17-Ouro. Duas delas em monotrilho e duas em metrô subterrâneo. Até 2014 serão entregues a Linha 4-Amarela; 8 quilômetros da Linha 17-Ouro (monotrilho que fará a ligação do Aeroporto de Congonhas
com a rede metroviária); 1 quilômetro da Linha 5-Lilás; 12 quilômetros da Linha 2-Verde, que vai ser prolongada até o Hospital Cidade Tiradentes; mais 4,5 quilômetros de trem da Linha 9-Esmeralda da CPTM; e outros 6,3 quilômetros de trem da Linha 8-Diamante da CPTM de Itapevi até Amador Bueno. “Não estamos mais falando de hipóteses: outros 92 quilômetros de linhas do sistema metro ferroviário estarão em obras para serem concluídos após 2014, ficando como legado para o próximo governo”, diz Fernandes.

Incrivelmente, falta interesse da mídia para chegar aos criminosos e desmascarar um governo aliado, que tem andando fora da linha quando os assuntos são transporte público, ética e probidade administrativa…

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