Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Reforma política: O momento é este, o foco é o Congresso

Erundina, da FPRP, defende uma ampla reforma política. Mas setores do parlamento e da imprensa brasileira empilham pesados  obstáculos para evitar que um plebiscito seja convocado sobre o tema. Esta é a trincheira mais resistente.

Erundina, da FPRP, defende uma ampla reforma política. Mas setores do parlamento e da imprensa brasileira empilham pesados obstáculos para evitar que um plebiscito seja convocado sobre o tema

A reação de grupos políticos e setores da imprensa poderosos a proposta do governo de se fazer um plebiscito para ouvir, diretamente, o que pensa a sociedade brasileira sobre temas importantes acerca de uma reforma política, escancaram, definitivamente, que estes agentes, públicos e privados, agem em conjunto para manter o modelo político-eleitoral justamente como é: desigual, não representativo aos anseios do povo, com enormes fendas para a ocorrência de malfeitos e viciado em caixas-dois e outros desvios da legalidade e da ética.

FHC tachou de “medida autoritária” e Aécio Neves de “perigosa” e “complexa demais”a manobra de Dilma.  Aliás o senador por Minas Gerais prefere o referendo, onde as pessoas diriam apenas “sim senhor, Congresso” …

Mas por que? Ouvir o que povo pensa sobre um modelo esgotado e em crise é “perigoso” e “autoritário”?  Autoritário não seria o contrário, ou seja, alijar o povo de qualquer decisão importante, tal como a que se apresenta no momento em um contexto de graves inquietações sociais?

Perigoso não é insistir no erro, manter-se contra a vontade da maioria do povo em algo que não tem produzido as respostas que o brasileiro necessita para diversas questões do seu dia a dia?

Complexo não é tergiversar e paralisar proposta tão simples com evasivas?

Este ataque político-midiático contra o plebiscito demonstra, sem qualquer margem de erro, que os interesses são muito fortes e que estarão dispostos a tentar convencer a maioria, nas ruas, no lares e no Parlamento que é melhor “esquecer o assunto”, que somente o Congresso tem a prerrogativa para discutir o assunto e o fará a seu tempo.  Ocorre que a cerca de 20 anos este “tempo” não chega e a paciência dos brasileiros parece ter se esgotado…

É vital a manutenção da pressão popular para superar estes obstáculos e interesses mesquinhos.

O país não pode ser refém daqueles que legislam em causa própria, nem tampouco de outros que manipulam a informação para manter o status quo desequilibrado, pendendo, propositalmente, para o lado dos graúdos.

Existem propostas para serem discutidas e aprofundadas no Congresso, é preciso manter cerco à inércia dos insensíveis abonados ao clamor das ruas, que logo a vontade política surgirá.  Tal como tem ocorrido nestes últimos dois dias, em que, tanto a Câmara quanto o Senado, desenterraram requerimentos e projetos de lei e os colocaram em votação, como no caso da PEC-37 e do pedido de urgência do governo para votar a destinação dos royalties do petróleo para a educação.  Sem esta imposição das ruas teriam tido motivação para apreciar estas matérias?

As tentativas de encravar a proposta da reforma política, desnuda à sociedade que é preciso continuar a constranger o parlamento, de forma coordenada, para arrancar avanços significativos para o país, o momento é este, o foco é o Congresso.

*conheça a integra da proposta de reforma política popular e assine a petição,  acesse aqui.

Anúncios

Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Democratização da mídia, apóie!

Seja amigo do Barão!

Digite seu e-mail para seguir este blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 3.451 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: