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Pré-sal para a educação: foco no Congresso

Proposta de Dilma obriga destinação de 100% dos royalties do pré-sal para uso na educação.  Lobbies contrários a proposta se intensificam no Congresso

Proposta de Dilma obriga destinação de 100% dos royalties do pré-sal para custear a educação. Lobbies contrários a proposta se intensificam no Congresso

Na próxima quarta-feira, o Congresso brasileiro poderá votar a MP do governo que destina exclusivamente à educação os royalties e recursos da participação especial relativos aos contratos fechados a partir de 3 de dezembro de 2012, sob os regimes de concessão e de partilha de produção.

A educação também receberá a metade dos recursos obtidos com o retorno sobre o capital do Fundo Social do Pré-Sal (Lei 12.351/10).

Esta é uma proposição que pode garantir o próximo passo de desenvolvimento do país e possibilitar um futuro melhor para a atual e futuras gerações, a vigilância e a mobilização devem ser redobradas para pressionar o Congresso a votar pela aprovação desta proposta da equipe de governo de Dilma Rousseff.

Existem muitos lobbies contrário a entrega destes recursos para a educação.  Há pressões organizadas para que esta imensa fonte financeira possa ser distribuída e gasta, por estados e municípios, da maneira como é hoje.  O que seria uma grande “bola fora”, a perda de uma oportunidade histórica.  Ao transformar em lei o uso do dinheiro do pré-sal obrigatoriamente para custear a educação, o país poderá dar o salto de competitividade que necessita para destacar-se, ainda mais, no cenário internacional e garantir mais divisas no comércio exterior, além de melhorar, consideravelmente, os nossos indicadores sociais.

Taí uma causa que necessita ser apoiada e fortalecida pelos mais jovens e pelo conjunto da sociedade.  Se o mote do momento é transformar a sociedade, este é um ato chave para o começo de profundas transformações sociais.

Mobilizar e pressionar o Congresso em sua votação é de extrema importância para nós brasileiros.

Em uma entrevista recente ao jornalista Luis Nassif, para o jornal on line GGN, a presidenta Dilma tratou de questões referentes a construção de um novo país e destacou que a educação é a próxima batalha a ser travada, confira o trecho:

“O novo país

GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?

Dilma –  Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.

GGN – Qual a próximo ciclo da economia?

Dilma – A etapa do combate à miséria absoluta está prestes a terminar. Hoje em dia, existe o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o apoio ao microempreendedor, o Luz Para Todos. Essa foi a primeira grande leva de transformações e só tem dez anos. Os frutos ainda nem começaram a aparecer. A segunda grande leva será a busca da competitividade.

GGN – E as frentes da próxima batalha?

Dilma – A principal é a Educação, que serve ao lado social e à competitividade. Há um amplo investimento no Prouni (Programa Universidade para Todos), no FIES (Financiamento Estudantil), na ampliação das escolas técnicas, de universidades e novos campis. E na interiorização da educação. Levar a educação para o interior muda padrão de vida de toda uma região.

Os analistas ainda não se deram conta da extensão do trabalho em educação. Financiamos R$ 1,5 bilhões para o Senai ampliar a formação de mão de obra. A Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá formar 8 milhões de trabalhadores até 2014. O MEC (Ministério da Educação) está entrando com recursos para formação de técnico para nível médio.

A parte relevante é o treinamento de mão de obra com vários escalões, até chegar à Tereza Campello (do Ministério do Desenvolvimento Social). Há várias turmas de filhos do Bolsa Família se formando. Já chegam a um milhão de alunos.

Essa mesma parceria do Senai estamos fazendo com o Senar (da Agricultura) e com o Senac (do Comércio). O Senai e o Senar são os parceiros mais ativos.

O mais interessante é a quantidade de mulheres que saem do Bolsa Família e se tornam operárias especializadas. Na cerimônia de formação dos alunos do BF, a oradora da turma era uma moça que se tornou eletricista.”

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Publicado às 18/06/2013 por em dilma rousseff, politica e marcado , , , , .

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