Palavras Diversas

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Isenções fiscais e a esquizofrenia da Folha

Lista de desonerações apuradas pela Folha mostram que pequenos e micro  empresários, poupança e pessoa física lideram diminuição da carga tributária praticadas pelo governo.  Isso é ruim? Para o jornalão é...

Lista de desonerações apuradas pela Folha mostram que pequenos e micro empresários, poupança e pessoa física lideram diminuição da carga tributária praticadas pelo governo. Isso é ruim? Para o jornalão é…[clique na imagem para ampliar]

E segue o festival de matérias esquizofrênicas patrocinadas pela velha imprensa.  A Folha on line publica um levantamento, que aponta para o risco das desonerações de impostos patrocinadas pelo governo impactarem, negativamente, a arrecadação de tributos(!?).

Mas a Folha não é uma das pontas-de-lança que condena a carga tributária do país?

Logo, desonerar não seria bom sinal, estaria de acordo com suas idéias?

Ou é preciso ser contra tudo, mesmo sobre aquilo que se defendia até “ontem”?

Penso que a questão é maior, como deixam largas margens para interpretação nos fragmentos do texto extraído da matéria “Isenção tributária no Brasil chega a R$ 170 bilhões por ano” :

“…O primeiro lugar vai para as desonerações para micro e pequenas empresas via Simples. Nesse caso, o número pode ser relativizado: sem o Simples, muitas empresas voltariam à informalidade, reduzindo a arrecadação.
Não é o caso de outros benefícios. O Brasil deixa de arrecadar, por exemplo, R$ 23 bilhões com rendimentos isentos no Imposto de Renda.
A lista de isenções é grande. Entre elas, rendimentos da poupança, resgates de fundos de aposentadoria, pensões de idosos, bolsas de residência médica, indenização reparatória para familiares de desaparecidos políticos, heranças e dividendos(…)
Outros R$ 14 bilhões deixam de ser arrecadados em função das deduções permitidas às pessoas físicas no IR, especialmente de gastos médicos e com educação.”

Será que a bronca do jornalão é porque as desonerações beneficiam, prioritariamente, pequenos empresários, IR para pessoas físicas, poupança, pensão de idosos, entre outros, como destaca o próprio texto?

Mas e se fosse desoneração, pesada, para o grande empresariado, estariam publicando matérias tão desorientadas contra suas premissas acerca da taxação de impostos?

Ou seja, para a Folha, e para outros órgãos de imprensa, desonerar pequenos poupadores, pequenos empresários, fundos de pensão ou a grande maioria que declara renda, não é bom para o país, causa risco na arrecadação.  Compromete as contas do governo…

Em valores correntes o PIB de 2012 alcançou a soma de R$ 4,403 trilhões, logo o atual volume financeiro das desonerações de impostos alcança cerca de 4% da soma total de riquezas do Brasil, segundo dados do IBGE.  Isto sem considerar que este alívio fiscal traz retorno a própria arrecadação federal, pois possibilita a aceleração do crescimento econômico e dá maiores margens para o investimento e consumo dos setores desonerados. Como pode isto representar riscos para a arrecadação, mais terrorismo editorial disfarçado?

Pelo jeito, segundo confuso pensamento da imprensa hegemônica e seus “especialistas”, só é bom para o Brasil diminuir a carga de impostos para os mais ricos.

E lá se vai o pouco da credibilidade que ainda resta da imprensa partidária…

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