Palavras Diversas

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Mídia servil:1,8 milhão de votos de diferença e o golpismo prospera?

Vitória de Maduro enfurece direita venezuelana que, apoiada pela OEA, EUA e imprensa hegemônica do continente e brasileira, aposta na desestabilização nacional para derrotar projeto de Chávez.  Noticiário atual é triste exemplo da radicalização midiática em curso

A radicalização da manipulação midiática que a grande imprensa brasileira impõe à sua audiência extrapola os limites do bom senso, desrespeitam a inteligência do público e ferem violentamente a democracia.
Quando me refiro a grande imprensa, emprego este termo para identificar as grandes empresas de comunicação deste país, a mídia hegemônica, aquela que detêm quase todo o tempo e espaço de difusão de notícias e idéias.
Especificamente falo das organizações Globo, Editora Abril, grupo Folha e Estadão.

Internamente já atacaram a estabilidade de nossa economia com o “terror do racionamento de energia elétrica iminente” em dezembro, o que não se comprovou,vergonhosamente, realidade.
Reforçaram estes ataques com a “praga da inflação” voltando com o preço explosivo do tomate [omitindo que sua elevação era resultado da entressafra], um item que, apesar de apreciado e importante nutritivamente, não consta como elemento primordial na mesa do brasileiro…

Externamente, alinhados aos desígnios de Washington
Os recentes acontecimentos ocorridos na Venezuela conferem a veracidade ao conceito de radicalização que estes grupos midiáticos estão praticando, orquestradamente.
O tudo ou nada parece já ter sido acionado.
O que se noticia sobre as eleições na Venezuela são afrontas a verdade e tentativas sórdidas de ajudar a derrubar o governo legitimamente eleito pelo seu povo.
Propaga-se a torta noção de que derrotados são “vitoriosos morais”, porque perderam de pouco?
A democracia clama o respeito à vontade da maioria e ela se manifestou, mais uma vez.

Por outro lado a grande imprensa se manifesta, novamente, a favor do golpismo e da violência, tal como se manifestou em 2002, com a frustrada tentativa de derrubar Chávez em 2002, também apoiada pelos Estados Unidos, OEA e oposição venezuelana.

O efetivo posicionamento da mídia hegemônica não é novidade, é mais um reprise que não vale a pena ver de novo.
O desavergonhamento atual não se intimida com o que a opinião pública pode ajuizar deste ato descabido, pois parecem certos de que vão ser capazes de fazer a “cabeça” da grande maioria a aceitar que perdedores, violentos e púnicos, sejam mostrados como abnegados defensores da liberdade.

O que se percebe, facilmente, é a omissão, intencional, dos ataques violentos dos partidários de Caprilles contra a ordem constituída, tentando levar a Venezuela para um caos social e, desta maneira, justificar uma intervenção norte-americana em Caracas.

Só há câmeras, microfones e textos para pôr em dúvida as eleições venezuelanas e a vitória de Maduro, por mais de 245 mil votos de diferença, mas para a incitação do ódio pelos derrotados ou pelos Estados Unidos, não há nada o que falar, a não ser passar adiante um cenário de legitimidade dos reclames da direita venezuelana.

O que se aposta neste momento é na instabilidade e na criação de um ambiente violento e instável, com derramamento de muito sangue inocente.

Esta radicalização midiática, infelizmente, é coerente com aquilo que querem para si e para quem servem.
A maior potência do planeta possui um dos sistemas eleitorais bastante controverso e não se lê na imprensa dominante chamadas que destaquem escandalosamente os resultados de suas eleições.
Também será um árduo trabalho encontrar qualquer matéria que denigra a imagem dos Estados Unidos e de seus prepostos espalhados mundo afora.
Que dirá de encontrar indagações mais sérias e contundentes acerca de governantes alinhados aos interesses dos conservadores na América do Sul, como no decadente governo de Piñera no Chile, alvo de diversas manifestações populares pedindo sua retirada do governo, que levaram milhares de chilenos as ruas.  Ou sobre os presidentes Santos, da Colômbia,  e o almofadinha que derrubou Lugo no Paraguai [o qual não recordo o nome de tão insignificante que se prestou ser]. Todos estes, e outros menos importantes subservientes do continente americano, são poupados de noticiários negativos.  Na verdade são esquecidos, como se nada houvesse o que ser dito ou analisado sobre eles.
Mas isto é somente parte desta obscena manobra de nossa imprensa.

O governo Barack Obama age,assim como agiam os republicanos, em sintonia com uma rede de prepostos midiáticos prontos para desestabilizar democracias que lhes são contrárias e promover golpes em países para que sejam dóceis servis aos seus proveitos.
As recentes derrubadas dos presidentes eleitos de Honduras e Paraguai confirmam esta hipótese.

Agora imaginem uma eleição presidencial no Brasil que terminasse com uma diferença de 1,8 milhão de votos, também seria alvo de tais suspeitas? Pois, considerando o tamanho do contingente de eleitores dos dois países, este seria o total de votos que separaria o vencedor do perdedor por aqui.
Precedente perigoso que precisa ser rechaçado com veemência por quem preza as instituições democráticas.

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Informação

Publicado em 16/04/2013 por em eleições, Hugo Chávez, imprensa conservadora.

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