Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Imagina com os tucanos [chamada a moda O Globo]

Jornalão carioca pegou carona na interdição do Engenhão para alarmar sobre a Copa do Mundo, com o jargão dos pessimistas com espírito vira-latas…Mas parafraseando O Globo, o blog pergunta: o  que seria do Brasil hoje sob administração tucana?

O país atravessa um bom momento na economia, emprego e renda permanecem positivos, trabalhadores tem conseguido avanços importantes, como a PEC das empregadas domésticas ou a isenção de IRRF sobre pagamento das participações de lucros e resultados de até R$ 6 mil reais.

O momento é de conquista e consolidações de direitos trabalhistas, apesar de ter algumas questões a serem discutidas, como a redução da desigualdade de salário entre homens e mulheres para o mesmo tipo de atividade, ou redução dos impostos sobre consumo e, o consequente, aumento da taxação sobre os lucros e riquezas acumuladas.

O Brasil pode não ser rotulado como uma maravilha, verdade, mas apresenta-se como um dos países com sólidas bases macroeconômicas. Elevados valores das reservas internacionais brasileiras com US$ 376.6 bilhões contabilizados em 26 de março, risco país em 190 pontos e relação dívida/PIB que fechou 2012 em cerca de 35%.

O país possui um enorme colchão para crises e não precisou usá-lo ainda.

A percepção do mercado internacional sobre o país melhorou excepcionalmente desde 2002 quando o risco Brasil alcançou 2400 Pontos, triste cena final da obra de FHC!

E a dívida pública segue controlada e dentro de uma margem segura para que o país siga investindo e crescendo, sem colocar em risco seus avanços na economia.

Soma-se a esses indicadores a maior ascensão social já ocorrida no Brasil, que elevou dezenas de milhões da pobreza para a classe média.
Solidez na economia e maior distribuição da riqueza entre os mais pobres.
O consumo das famílias mais modestas e da nova classe média é o motor de nossa economia nos dias de hoje, os recordes de venda de automóveis novos, acesso a casa própria, por exemplo, geram e mantém milhares de empregos na construção civil e na indústria.
Mas há quem ache ruim…
Algumas pessoas olham para este novo cenário econômico e social e desaprovam o que vêem, tentam fazer crer àqueles que surfam com sucesso na onda do crescimento da economia, que o que se experimenta é nocivo [à quem?].  Pregam a volta do país de poucos, para poucos e com os outros se virando com as sobras…Porque não acreditam na capacidade dos brasileiros em atuar com segurança e competência em um ambiente inclusivo e para todos.

Com ajuda do Conversa Afiada, do ótimo Paulo Henrique Amorim, foi possível pincelar algumas pérolas dos porta vozes do Brasil do 1/3, de poucos [grifos nossos]:

“Sem aumentar a taxa de desemprego será difícil manter a inflação sob controle num prazo mais longo -a inflação vai se acelerar lentamente.” 
José Marcio Camargo, economista da gestora Opus

“A saída é frear a economia. Demitir mesmo !”
Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Politica Monetária do Banco Central, em O Globo, 25 de março, pág. 16

O Governo não dá sinais de que quer abandonar a estratégia de estimular o consumo, e para isso toma decisões voltadas a manter salários reais elevados e o nível de desemprego baixo. (Para aumentar o PIB) … (teria que ) reduzir seus gastos correntes em proporção às receitas, grande parte das quais são transferências de renda às classes de renda mais baixas, responsáveis pela elevação do consumo.”
Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, pág B8, Estadão, 24 de março.


Essa gente é quem embasa os pilares do pensamento econômico da turma do PSDB e adjacências, são esses ideais que arrebatam corações e mentes dos personagens políticos, da oposição partidária e midiática, mas que não podem ser assumidas publicamente, muito menos em períodos eleitorais.

A questão formulada pelo blog já está respondida por estes senhores.

E se O Globo publicasse em capa tal questão, já teria material suficiente para responder a partir da legenda da imagem que acompanhasse tal manchete.

O Brasil com os tucanos e seus velhos e novos aliados seria isso: economia paralisada, demissões, salários baixos, investimento zero e domésticas sem direitos trabalhistas mínimos, sujeitas a vontade e ameaças de “Danuzas Leão” da sociedade, tá mais do que claro, não é preciso dizer mais nada…

Em tempo: leio no blog de automobilismo de Flávio Gomes,o Warm up, a reação da classe média reacionária que comenta na Folha de São Paulo sobre a aprovação da PEC das empregadas:

“…Aprovada a nova legislação que protege empregadas e empregados domésticos, dando a eles e elas os mesmos direitos de outras profissões. Um avanço evidente. Aí abro a “Folha”, o pasquim que assino. Na seção de cartas:
As empregadas domésticas não trabalham aos sábados, não cumprem as oito horas diárias, o serviço tem que ser ensinado (não são mão de obra especializada), almoçam e lancham na casa dos patrões sem cobrança alguma e faltam sem avisar. Como ficará o empregador diante disso?
MARA CHAGAS (São Paulo, SP)
Se, sem FGTS, algumas domésticas já fazem absurdos nas nossas casas para serem despedidas, dá até medo pensar no que farão para ganharem multa rescisória.
ELIANE PINOTTI BORGUETTI (São Paulo, SP)”

São essas pessoas que se ressentem por terem que ceder, mesmo que pouco, neste cenário novo de inclusão social e ganhos e ampliações de direitos trabalhistas. Não por acaso, mensagens caricatas de cidadãs paulistas sob o comando tucano a quase 20 anos… Corações e mentes contaminadas pela saudade de um país para poucos…

Anúncios

Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 29/03/2013 por em economia.

Democratização da mídia, apóie!

Seja amigo do Barão!

Digite seu e-mail para seguir este blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 3.451 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: