Palavras Diversas

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Escândalos? A senha é dizer que foi Dirceu quem mandou fazer…

Para alcançar as primeiras páginas de jornais e revistas e maior espaço televisivo, além da amizade e devoção da oposição, é só afirmar que foi José Dirceu quem mandou fazer isso ou aquilo.  Não importa o quê, quando e onde, culpar Dirceu é a senha 
Mais umas palavrinhas: Para conseguir destaque em todas as mídias e amizade política da oposição a senha do momento é dizer que foi José Dirceu quem fez ou ordenou isso ou aquilo…
Não parece crível que este homem seja onipresente e onisciente em todos malfeitos cometidos neste país.
Pior é constatar a parcialidade escancarada no julgamento do mensalão, hoje, quando a maioria do plenário do STF considerou que Roberto Jefferson, beneficiário de um esquema de caixa dois que lhe rendeu R$ 4 milhões, por ele admitido, foi figura importante para que se desvendassem os crimes cometidos.  Segundo palavras do ministro Marco Aurélio Mello “homem que prestou um grande serviço a esta pátria”.
Estes são os valores que a mais alta corte deste país, associada a grande imprensa, quer difundir…
 
leia a nota de José Dirceu sobre mais uma citação de seu nome:
O irresponsável envolvimento de meu nome em escândalos

Por várias vezes em anos recentes, a imprensa vinculou-me a escândalos que, depois de concluídas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nada tinha a ver com tais episódios. Meu nome nem sequer figurou como testemunha nestes processos.

Foi assim pelo menos seis vezes: nos casos Celso Daniel; MSI-Corinthians; Eletronet; Operação Satiagraha; Carlos Alberto Bejani, ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), do PTB; e Alberto Mourão, ex-prefeito de Praia Grande (SP), do PSDB.

Em alguns desses casos – como Bejani, Eletronet e Satiagraha –, meu nome foi parar no noticiário das TVs. Repito: encerradas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nunca tive ligações com nada disso.

Agora, a história se repete.

A partir de declarações de Cyonil Borges, ex-auditor do TCU sob investigação da Polícia Federal na Operação Porto Seguro, que apura denúncias relacionadas a Paulo Vieira (ex-diretor da Agência Nacional de Águas-ANA), de novo sou envolvido. Gratuitamente. Irresponsavelmente, como das outras vezes. As investigações ainda estão em curso e meu nome já é escandalosamente noticiado como relacionado ao caso.

Não custa recordar que Francisco Daniel, irmão do ex-prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, fez o mesmo: acusou-me de beneficiário de esquema de corrupção que teria havido em Santo André. Quando o processei por calúnia, ele afirmou em juízo que ouvira de terceiros que eu era o destinatário de recursos financeiros ilegais para campanhas eleitorais do PT.

Francisco Daniel retratou-se, de forma cabal e indiscutível na Justiça. Mas isso praticamente não foi noticiado pela imprensa. E continua sem ser noticiado quando a mídia com frequência volta ao caso Celso Daniel. Ela repete a acusação que me foi feita por Francisco, sem registrar – ou fazendo-o sem o menor destaque – que ele se retratou.

Assim foi em todos os demais casos que lembrei. Envolvem meu nome no noticiário com o maior estardalhaço, mas encerrados a “temporada” e o sucesso midiático do escândalo, silenciam quanto ao fato de nada ter se provado contra mim – pelo contrário, as investigações terem concluído que eu não tive o menor envolvimento com o caso em pauta.

São Paulo, 28/11/2012

José Dirceu

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Publicado às 28/11/2012 por em politica e marcado , , , .

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