Palavras Diversas

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Hobsbawn: Lula foi quem mais fez pelos mais pobres do Brasil em toda sua história

“Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil.  No Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por ele”, palavras de Eric Hobsbawn ao descrever o papel político de Lula no Brasil.   Mídia brasileira não repercutiu tamanha ousadia contra seus interesses editoriais























“Com liberdade total para o mercado, quem atende aos pobres?”

Por Martin Granovsky – Página12

Em junho ele completa 92 anos. Lúcido e ativo, o historiador que escreveu “Rebeldes Primitivos”, “A Era da Revolução” e a “História do Século XX”, entre outros livros, aceitou falar de sua própria vida, da crise de 30, do fascismo e do antifascismo e da crise atual. Segundo ele, uma crise da economia do fundamentalismo de mercado é o que a queda do Muro de Berlim foi para a lógica soviética do socialismo.

Hobsbawm aparece na porta da embaixada da Alemanha, em Londres. São pouco mais de três da tarde na bela Belgrave Square e se enxergam as bandeiras das embaixadas por trás das copas das árvores. De óculos, chapéu na cabeça e um casaco muito pesado, cumprimenta. Tem mãos grandes e ossudas, mas não parecem as mãos de um velho. Nenhuma deformação de artrite as atacou. Rapidamente uma pequena prova demonstra que as pernas de Hobsbawm também estão em boa forma. Com agilidade desce três degraus que levam do corrimão a calçada. Parece enxergar bem. Tem uma bengala na mão direita. Não se apóia nela, mas talvez a use como segurança, em caso de tropeçar, ou como um sensor de alerta rápido que detecta degraus, poças e, de imediato, o meio-fio da calçada. Hobsbawm é alto e magro. Uns oitenta e bicos. Não pede ajuda. O motorista do Foreign Office lhe abre a porta esquerda do jaguar preto. Entra no carro com facilidade. O carro é grande, por sorte, e cabe, mas a viagem é curta.

– Acabo de me encontrar com um historiador alemão, por isso estou na embaixada, e devo voltar – avisa. Ele chegou de visita a Londres e quis conversar com alguns de nós. Sei que vamos a Canning House. Está bem. Poucas voltas, não?

O carro dá meia volta na Belgrave Square e pára na frente de outro palacete branco de três andares, com uma varanda rodeada de colunas e a porta de madeira pesada. Por algum motivo mágico o motorista de cabelos brancos com uma mecha sobre o rosto, traje azul e sorridente como um ajudante do inspetor Morse de Oxford, já abre a porta a Hobsbawm. Entre essas construções tão parecidas, a elegância do Jaguar o assemelha a uma carruagem recém polida. O motorista sorri quando Hobsbawm desce. O professor lhe devolve a simpatia enquanto sobe com facilidade num hall obscuro. Já entrou em Canning House e à direita vê uma enorme imagem de José de San Martin. À esquerda do corredor, uma grande sala. O chá está servido. Quer dizer, o chá, os pães e uma torta. Outro quadro do mesmo tamanho que o de San Martin. É Simon Bolívar. E também é Bolívar o cavalheiro do busto sobre o aparador.

Quanto chá tomaram Bolívar e San Martin antes de saírem de Londres para a América do Sul, em princípios do século XIX, para cumprir seus planos de independência?

Hobsbawm pega a primeira taça e quer ser quem faz a primeira pergunta.

– Como está a Argentina? – interroga mas não muito, porque não espera e comenta – No ano passado Cristina esteve para vir a Londres para uma reunião de presidentes progressistas e pediu para me ver. Eu disse sim, mas ela não veio. Não foi sua culpa. Estava no meio do confronto com a Sociedade Rural.

Hobsbawm fala um inglês sem afetação nem os trejeitos de alguns acadêmicos do Reino Unido. Mas acaba de pronunciar “Sociedade Rural” em castellhano.

– O que aconteceu com esse conflito?

Durante a explicação, o professor inclina a cabeça, mais curioso que antes, enquanto com a mão direita seu garfo tenta cortar a torta de maçã. É uma tarefa difícil. Então se desconcentra da torta e fixa o olhar esperando, agora sim, alguma pergunta.

– O mundo está complicado – afirma ainda mantendo a iniciativa. Não quero cair em slogans, mas é indubitável que o Consenso de Washington morreu. A desregulação selvagem já não é somente má: é impossível. Há que se reorganizar o sistema financeiro internacional. Minha esperança é que os líderes do mundo se dêem conta de que não se pode renegociar a situação para voltar atrás, senão que há que se redesenhar tudo em direção ao futuro.

A Argentina experimentou várias crises, a última forte em 2001. Em 2005 o presidente Néstor Kirchner, de acordo com o governo brasileiro, que também o fez, pagou ao FMI e desvinculou a Argentina do organismo para que o país não continuasse submetido a suas condicionalidades.

– É que a esta altura se necessita de um FMI absolutamente distinto, com outros princípios que não dependam apenas dos países mais desenvolvidos e em que uma ou duas pessoas tomam as decisões. É muito importante o que o Brasil e a Argentina estão propondo, para mudar o sistema atual. Como estão as relações de vocês?

– Muito bem

– Isso é muito importante. Mantenham-nas assim. As boas relações entre governos como os de vocês são muito importantes em meio a uma crise que também implica riscos políticos. Para os padrões estadunidenses, o país está girando à esquerda e não à extrema direita. Isso também é bom. A Grande Depressão levou politicamente o mundo para a extrema direita em quase todo o planeta, com exceção dos países escandinavos e dos Estados Unidos de Roosevelt. Inclusive o Reino Unido chegou a ter membros do Parlamento que eram de extrema direita [e começa a entrevista propriamente].

– E que alternativa aparece?

– Não sei. Sabe qual é o drama? O giro à direita teve onde se apoiar: nos conservadores. O giro à esquerda também teve em quem descansar: nos trabalhistas.

– Os trabalhistas governam o Reino Unido.

– Sim, mas eu gostaria de considerar um quadro mais geral. Já não existe esquerda tal como era.

– Isso lhe é estranho?

– Faço apenas o registro.

– A quê se refere quando diz “a esquerda tal como era”?

– Às distintas variantes da esquerda clássica. Aos comunistas, naturalmente. E aos socialdemocratas. Mas, sabe o que acontece? Todas as variantes da esquerda precisam do Estado. E durante décadas de giro à direita conservadora, o controle do Estado se tornou impossível.

– Por que?

– Muito simples. Como você controla o estado em condições de globalização? Convém recordar que, em princípios dos anos 80 não só triunfaram Ronald Reagan e Margareth Thatcher. Na França, François Miterrand não obteve uma vitória.

– Havia vencido para a presidência dem 1974 e repetiu a vitória em 1981.

– Sim. Mas quando tentou uma unidade das esquerdas para nacionalizar um setor maior da economia, não teve poder suficiente para fazê-lo. Fracassou completamente. A esquerda e os partidos socialdemocratas se retiraram de cena, derrotados, convencidos de que nada se podia fazer. E, então, não só na França como em todo mundo ficou claro que o único modelo que se podia impor com poder real era o capitalismo absolutamente livre.

– Livre, sim. Por que diz “absolutamente”?

– Porque com liberdade absoluta para o mercado, quem atende aos pobres? Essa política, ou a política da não-política, é a que se desenvolveu com Margareth Thatcher e Ronald Reagan. E funcionou – dentro de sua lógica, claro, que não compartilho – até a crise que começou em 2008. Frente à situação anterior a esquerda não tinha alternativa. E frente a esta? Prestemos atenção, por exemplo, à esquerda mais clássica da Europa. É muito débil na Europa. Ou está fragmentada. Ou desapareceu. A Refundação Comunista na Itália é débil e os outros ramos do ex Partido Comunista Italiano estão muito mal. A Esquerda Unida na Espanha também está descendo ladeira abaixo. Algo permaneceu na Alemanha. Algo na França, como Partido Comunista. Nem essas forças, nem menos ainda a extrema esquerda, como os trotskistas, e nem sequer uma socialdemocracia como a que descrevi antes alcançam uma resposta a esta crise a seus perigos, contudo. A mesma debilidade da esquerda aumenta os riscos.

– Que riscos?

– Em períodos de grande descontentamento como o que começamos a viver, o grande perigo é a xenofobia, que alimentará e será por sua vez alimentada pela extrema direita. E quem essa extrema direita buscará? Buscará atrair os “estúpidos” cidadãos que se preocupam com seu trabalho e têm medo de perdê-lo. E digo estúpidos ironicamente, quero deixar claro. Porque aí reside outro fracasso evidente do fundamentalismo de mercado. Deu liberdade para todos, e a verdadeira liberdade de trabalho? A de mudá-lo e melhorar em todos os aspectos? Essa liberdade não foi respeitada porque, para o fundamentalismo de mercado isso tinha se tornado intolerável. Também teriam sido politicamente intoleráveis a liberdade absoluta e a desregulação absoluta em matéria laboral, ao menos na Europa. Eu temo uma era de depressão.

– Você ainda tem dúvidas de que entraremos em depressão?

– Se você quiser posso falar tecnicamente, como os economistas, e quantificar trimestres. Mas isso não é necessário. Que outra palavra pode se usar para denominar um tempo em que muito velozmente milhões de pessoas perdem seu emprego? De qualquer maneira, até o momento no vejo um cenário de uma extrema direita ganhando maioria em eleições, como ocorreu em 1933, quando a Alemanha elegeu Adolf Hitler. É paradoxal, mas com um mundo muito globalizado um fator impedirá a imigração, que por sua vez aparece como a desculpa para a xenofobia e para o giro à extrema direita. E esse fator é que as pessoas emigrarão menos – falo em termos de emigração em massa – ao verem que nos países desenvolvidos a crise é tão grave. Voltando à xenofobia, o problema é que, ainda que a extrema direita não ganhe, poderia ser muito importante na fixação da agenda pública de temas e terminaria por imprimir uma face muito feia na política.

– Deixemos de lado a economia, por um momento. Pensando em política, o que diminuiria o risco da xenofobia?

– Me parece bem, vamos à prática. O perigo diminuiria com governos que gozem de confiança política suficiente por parte do povo em virtude de sua capacidade de restaurar o bem-estar econômico. As pessoas devem ver os políticos como gente capaz de garantir a democracia, os direitos individuais e ao mesmo tempo coordenar planos eficazes para se sair da crise. Agora que falamos deste tema, sabe que vejo os países da América Latina surpreendentemente imunes à xenofobia?

– Por que?

– Eu lhe pergunto se é assim. É assim?

– É possível. Não diria que são imunes, se pensamos, por exemplo, no tratamento racista de um setor da Bolívia frente a Evo Morales, mas ao menos nos últimos 25 anos de democracia, para tomar a idade da democracia argentina, a xenofobia e o racismo nunca foram massivos nem nutriram partidos de extrema direita, que são muito pequenos. Nem sequer com a crise de 2001, que culminou o processo de destruição de milhões de empregos, apesar de que a imigração boliviana já era muito importante em número. Agora, não falamos dos cantos das torcidas de futebol, não é?

– Não, eu penso em termos massivos.

– Então as coisas parecem ser como você pensa, professor. E, como em outros lugares do mundo, o pensamento da extrema direita aparece, por exemplo, com a crispação sobre a segurança e a insegurança das ruas.

– Sim, a América Latina é interessante. Tenho essa intuição. Pense num país maior, o Brasil. Lula manteve algumas idéias de estabilidade econômica de Fernando Henrique Cardoso, mas ampliou enormemente os serviços sociais e a distribuição. Alguns dizem que não é suficiente…

– E você, o que diz?

– Que não é suficiente. Mas que Lula fez, fez. E é muito significativo. Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. E ninguém o havia feito nunca na história desse país. Por isso hoje tem 70% de popularidade, apesar dos problemas prévios às últimas eleições. Porque no Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por eles, desenvolvendo ao mesmo tempo a indústria e a exportação de produtos manufaturados. A desigualdade ainda assim segue sendo horrorosa. Mas ainda faltam muitos anos para mudar as cosias. Muitos.

– E você pensa que serão de anos de depressão mundial

– Sim. Lamento dizê-lo, mas apostaria que haverá depressão e que durará alguns anos. Estamos entrando em depressão. Sabem como se pode dar conta disso? Falando com gente de negócios. Bom, eles estão mais deprimidos que os economistas e os políticos. E, por sua vez, esta depressão é uma grande mudança para a economia capitalista global.

– Por que está tão seguro desse diagnóstico?

– Porque não há volta atrás para o mercado absoluto que regeu os últimos 40 anos, desde a década de 70. Já não é mais uma questão de ciclos. O sistema deve ser reestruturado.

– Posso lhe perguntar de novo por que está tão seguro?

– Porque esse modelo não é apenas injusto: agora é impossível. As noções básicas segundo as quais as políticas públicas deviam ser abandonadas, agora estão sendo deixadas de lado. Pense no que fazem e às vezes dizem, dirigentes importantes de países desenvolvidos. Estão querendo reestruturar as economias para sair da crise. Não estou elogiando. Estou descrevendo um fenômeno. E esse fenômeno tem um elemento central: ninguém mais se anima a pensar que o Estado pode não ser necessário ao desenvolvimento econômico. Ninguém mais diz que bastará deixar que o mercado flua, com sua liberdade total. Não vê que o sistema financeiro internacional já nem funciona mais? Num sentido, essa crise é pior do que a de 1929-1933, porque é absolutamente global. Nem os bancos funcionam.

– Onde você vivia nesse momento, no começo dos anos 30?

– Nada menos que em Viena e Berlim. Era um menino. Que momento horroroso. Falemos de coisas melhores, como Franklin Delano Roosevelt.

– Numa entrevista para a BBC no começo da crise você o resgatou.

– Sim, e resgato os motivos políticos de Roosevelt. Na política ele aplicou o princípio do “Nunca mais”. Com tantos pobres, com tantos famintos nos Estados Unidos, nunca mais o mercado como fator exclusivo de obtenção de recursos. Por isso decidiu realizar sua política do pleno emprego. E desse modo não somente atenuou os efeitos sociais da crise como seus eventuais efeitos políticos de fascistização com base no medo massivo. O sistema de pleno emprego não modificou a raiz da sociedade, mas funcionou durante décadas. Funcionou razoavelmente bem nos Estados Unidos, funcionou na França, produziu a inclusão social de muita gente, baseou-se no bem-estar combinado com uma economia mista que teve resultados muito razoáveis no mundo do pós-Segunda Guerra. Alguns estados foram mais sistemáticos, como a França, que implantou o capitalismo dirigido, mas em geral as economias eram mistas e o Estado estava presente de um modo ou de outro. Poderemos fazê-lo de novo? Não sei. O que sei é que a solução não estará só na tecnologia e no desenvolvimento econômico. Roosevelt levou em conta o custo humano da situação de crise.

– Quer dizer que para você as sociedades não se suicidam.

(Pensa) – Não deliberadamente. Sim, podem ir cometendo erros que as levam a catástrofes terríveis. Ou ao desastre. Com que razoabilidade, durante esses anos, se podia acreditar que o crescimento com tamanho nível de uma bolha seria ilimitado? Cedo ou tarde isso terminaria e algo deveria ser feito.

– De maneira que não haverá catástrofe.

– Não me interessam as previsões. Observe, se acontece, acontece. Mas se há algo que se possa fazer, façamos-no. Não se pode perdoar alguém por não ter feito nada. Pelo menos uma tentativa. O desastre sobrevirá se permanecermos quietos. A sociedade não pode basear-se numa concepção automática dos processos políticos. Minha geração não ficou quieta nos anos 30 nem nos 40. Na Inglaterra eu cresci, participei ativamente da política, fui acadêmico estudando em Cambridge. E todos éramos muito politizados. A Guerra Civil espanhola nos tocou muito. Por isso fomos firmemente antifascistas.

– Tocou a esquerda de todo o mundo. Também na América Latina

– Claro, foi um tema muito forte para todos. E nós, em Cambridge, víamos que os governos não faziam nada para defender a República. Por isso reagimos contra as velhas gerações e os governos que as representavam. Anos depois entendi a lógica de por quê o governo do Reino Unido, onde nós estávamos, não fez nada contra Francisco Franco. Já tinha a lucidez de se saber um império em decadência e tinha consciência de sua debilidade. A Espanha funcionou como uma distração. E os governos não deviam tê-la tomado assim. Equivocaram-se. O levante contra a República foi um dos feitos mais importantes do século XX. Logo depois, na Segunda Guerra…

– Pouco depois, não? Porque o fim da Guerra Civil Espanhola e a invasão alemã da Tchecoslováquia ocorreu no mesmo ano.

– É verdade. Dizia-lhe que logo depois o liberalismo e o comunismo tiveram uma causa comum. Se deram conta de que, assim não fosse, eram débeis frente ao nazismo. E no caso da América Latina o modelo de Franco influenciou mais que o de Benito Mussolini, com suas idéias conspiratórias da sinarquia, por exemplo. Não tome isso como uma desculpa para Mussolini, por favor. O fascismo europeu em geral é uma ideologia inaceitável, oposta a valores universais.

– Você fala da América Latina…

– Mas não me pergunte da Argentina. Não sei o suficiente de seu país. Todos me perguntam do peronismo. Para mim está claro que não pode ser tomado como um movimento de extrema direita. Foi um movimento popular que organizou os trabalhadores e isso talvez explique sua permanência no tempo. Nem os socialistas nem os comunistas puderam estabelecer uma base forte no movimento sindical. Sei das crises que a Argentina sofreu e sei algo de sua história, do peso da classe média, de sua sociedade avançada culturalmente dentro da América Latina, fenômeno que creio ainda se mantém. Sei da idade de ouro dos anos 20 e sei dos exemplos obscenos de desigualdade comuns a toda a América Latina.

– Você sempre se definiu com um homem de esquerda. Também segue tendo confiança nela?

– Sigo na esquerda, sem dúvida com mais interesse em Marx do que em Lênin. Porque sejamos sinceros, o socialismo soviético fracassou. Foi uma forma extrema de aplicar a lógica do socialismo, assimo como o fundamentalismo de mercado foi uma forma extrema de aplicação da lógica do liberalismo econômico. E também fracassou. A crise global que começou no ano passado é, para a economia de mercado, equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim em 1989. Por isso Marx segue me interessando. Como o capitalismo segue existindo, a análise marxista ainda é uma boa ferramenta para analisá-lo. Ao mesmo tempo, está claro que não só não é possível como não é desejável uma economia socialista sem mercado nem uma economia em geral sem Estado.

– Por que não?

Se se mira a história e o presente, não há dúvida alguma de que os problemas principais, sobretudo no meio de uma crise profunda, devem e podem ser solucionados pela ação política. O mercado não tem condições de fazê-lo.

(*) Martin Granovsky é analista internacional e presidente da agência de notícias Télam.

Publicado no jornal Página 12, em 29 de março de 2009

Tradução: Katarina Peixoto

Página do Enock

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59 comentários em “Hobsbawn: Lula foi quem mais fez pelos mais pobres do Brasil em toda sua história

  1. Que aula de análise conjuntural.
    Vale apena ler e escutar um homem com uma cultura imensurável.

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  2. Pingback: A culpa é do Lula: 2.860.809 motivos para apontá-lo culpado | Blog Palavras Diversas

  3. Herbo
    09/07/2013

    “Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil.”

    Alguém que começa um texto assim não merece nem 2 minutos da atenção dos demais.

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    • Daniel Welton
      09/07/2013

      Querido, você devia ter lido, ademais, ele não começou o texto assim. Isso é uma entrevista e essa trecho foi a chamada que o jornalista escolheu como título. Muito boa ela, se não gosta do lula, pule a parte do Brasil, continua valendo a pena.

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    • Jussara Domingues
      14/07/2013

      Te achas o máximo em cultura e visão política à ponto de, não lendo todo o artigo, dar tua ridícula opinião. Se tivesses lido o que esse mestre falou verias que foi apenas um parágrafo no meio de um texto de tão grande sabedoria. És muito prconceituoso.

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  4. Maria Aparecida Ribeiro Magalhães
    08/07/2013

    Que tristeza,ver tantos brasileiros sem a menor noção do que seja distribuição de renda.Será que não conseguem ver realmente o que foi feito pelo Lula,ou fingem não ver, e ficam aí falando besteiras.

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    • Paloma
      09/07/2013

      Boa noite senhor Machado,
      Concordo com suas palavras. A ideia era essa. Debatermos para acharmos o melhor e o pior de cada governo. Pensando juntos quais seriam os pontos importantes a serem modificados. A saúde e a educação estão abandonadas e não entendo porque as pessoas continuam debatendo quem foi o melhor presidente. Sem fazer uma análise imparcial. Os políticos estão lá para trabalhar para o país. Para o povo. Isso não é uma competição. Não mudará nada nossa realidade.Só perdermos tempo. É como discutir futebol. O que precisamos e repensar o que foi feito e o que poderemos fazer para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros como um todo.
      Espero que possamos ler respostas mais sensatas e não partidárias.

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    • Paloma
      09/07/2013

      Interessante sua colocação, senhora Magalhães. Fico impressionada com a maneira “educada” de responder a um comentário. Peço então, que nos explique o que chama de “distribuição de renda”. Desculpe minha ignorância no assunto específico.
      O que as pesquisas e a realidade diária é que o Brasil continua sendo dos países com maior nível de desigualdade do mundo.
      Aguardo sua resposta para nos esclarecer.

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    • Sérgio Medeiros
      12/07/2013

      Maria Aparecida ,seu questionamento foi lucido ,e a resposta é simples,não querem ver ,apenas induzidos pelos setores conservadores da nossa sociedade ,que estão numa campanha maciça,para, a todo custo , retomar o poder .Nem que seja a força …

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  5. Paloma
    08/07/2013

    Boa noite,
    O historiador Hobsbawn deixou bem claro que não é profundo conhecedor da história da América latina. E por isso não concordo com sua opinião em relação ao ex-presidente Lula, mas reconheço, infinitamente, e respeito todo seu conhecimento histórico. Penso que seu livro sobre a história do século XX deveria ser leitura obrigatória nas escolas de todo o mundo.
    Também não concordo com a guerra de esquerda e direita nos comentários. Assim como com os insultos. Essa é uma forma de começar conflitos e de resolvê-los. Acredito que deveríamos analisar os acontecimentos de uma forma imparcial. Olhar o que deu certo e o que não funcionou.
    Fernando Henrique foi um personagem importante na história do nosso país, pois foi o primeiro a conseguir estabilizar nossa moeda. Isso nos deu acesso ao mundo, possibilitando o consumo do brasileiro, assim como a competitividade com o mercado externo. Além de ter aumentando a confiança dos governos e dos investidores estrangeiros.
    Durante o governo Lula os programas sociais foram ampliados, sem dúvida. Com ele conseguimos manter a estabilidade da nossa moeda e superamos bem a crise mundial. Superando muitos países desenvolvidos.
    Não sou contra a privatização. Podemos avaliar que isso fez com que muitas empresas no Brasil aumentassem sua produtividade. Seria interessante privatizar alguns setores. Quem já não ficou horas numa repartição pública esperando para ser atendido. Será que se fosse uma empresa privada as coisas funcionariam assim? Temos uma gama de empregos públicos, sonho de muitos de nós, que não são eficientes. Acredito que não podemos privatizar os setores básicos como: educação, saúde e transporte. Estes deveriam ser um direito básico.
    O que não podemos esquecer nisso tudo, é que podemos ter o melhor presidente do mundo, mas ele não tem o poder de mudar tudo. Acredito que o primeiro passo, seria acabar com a impunidade. Isso já faria com que as pessoas refletissem antes de cometerem um crime, seja ele qual for. A partir daí já limparíamos a casa dos nossos políticos e veríamos as coisas com mais clareza. E o segundo passo seria votarmos com mais consciência.
    É difícil mudar o curso da história, mas se lutarmos juntos ou ao menos tentarmos, já seria um bom começo.

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    • Max Ferreira Machado
      08/07/2013

      Existem posicionamentos coerentes e opiniões que nos instigam a pensar e refletir sobre esse ou aquele presidente, levando à discussões maniqueístas. Não votei no Lula, mas, não posso ter uma posição extrema. Penso que o Brasil, independente de partidos, precisa de uma reforma política urgente, pois, como uma democracia pode conviver com “foro privilegiado” e “imunidade parlamentar”?
      O Governo Fernando Henrique teve muitos acertos e erros também. O Governo Lula aumentou a dívida interna em valores altíssimos. Na minha opinião, a educação tem sido deixada de lado há muitas décadas e a saúde beira o absurdo da negligência. O que temos que exigir é uma mudança na forma de se fazer política, pois, os privilégios e a corrupção, são uma afronta à nação. Político no Brasil fica rico, milionário às custas da sociedade e ainda se aposenta com 8 anos de trabalho. Isso é injusto, como é também a fortuna que se paga a um parlamentar.Não compactuo com o nível de discussão encontrado nesse espaço,
      pois, não engrandece quaisquer debates ou opiniões maduras sobre, como melhorar esse país. Temos uma carga tributária perversa, de primeiro mundo e serviços sociais de terceiro mundo. Acho que chegou a hora de exigirmos mudanças já.

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      • vouesquecer
        09/07/2013

        Alo Max, só para iluminar a discussão, o governo Lula DIMINUIU a divida interna em relação ao PIB, este espaço não permite que eu cole o gráfico do Banco central, mas vamos aos números:

        Dividida líquida do setor Público em % do PÌB

        Fernando Henrique 1995 – 30,6% – 2002- 60,4%

        Governo Lula 2003- 54,5% – 2010 – 39,2%

        Governo Dilma 2011 36,5% 2012- 35,1%

        Toca o barco……

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    • Jalciele
      09/07/2013

      nossa a favor da privatização? não temos exemplos suficientes pra ver o quanto estamos pagando por ela …o quando a serviço foi repassado para os nossos bolsos… fora claro o imposto que vem junto com essa beleza de privatizaçaõ… Outra coisa a moeda nunca esteve melhor do que na epoca do lula..moeda é valorizada quando o país esta com o pib em alta ou seja importando exportando … o que FHC fez foi implantar uma coisa que nem foi ele que criou.. O real foi mais um desses pacotes que policos criam depois de protestos e reclamações publicas… a era FHC ainda se tinha fogão de assas e geladeira azul… Foi o pior de todos os presidentes… e ainda por cima chamou o povo de vagabundo em rede nacional que é pra o brasileiro ficar esperto ..porque merece … burro tem que ser tratado como tal…

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  6. Thelma
    08/07/2013

    Achei muito pertinentes as reflexões de Antonio Carlos Soeiro, ouso sugerir como base para um debate mais consequente, como merece o tema. Parabéns Antonio pela contribuição.

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  7. Vendo vossos comentários – sem me importar com algumas falas sem sentido – gostaria de dizer o seguinte (em que me irmano com alguns que comentaram): a) embora alguns achem que um presidente brasileiro pode mudar o curso da economia por decreto e fazer uma ditadura civil e ainda que os mesmos achem que o Brasil não é uma democracia ideal, ainda assim, vivemos num país democrático, em que, mesmo sob domínio considerável, da classe política guardiã de seus interesses (principalmente no Congresso que chantageia o executivo). E partir deste ponto podemos analisar o que é possível ou não num exercício de governança e governabilidade numa relação com a classe política – em sua maioria – que JAMAIS ACEITA DIMINUIR OS LUCROS DAS GRANDES EMPRESAS ou através do aumento de impostos para o grande capital ou diminuição de incentivos fiscais. A cultura do grande lucro é ferrenha, se posso usar este adjetivo, e cruel. E são esses lucros que financiam A GRANDE MAIORIA dos deputados e senadores. É por isso que um reforma política – e não apenas eleitoral – irá mexer com as relações de forças institucionais para equilibrar o processo democrático e acesso da maioria as bens produzidos pelo país. E me perdoem a simplificação – este espaço é diminuto. Mas,podemos propor alguns caminhos. Entre os quais: rever o pacto federativo – e isso mexe com a relação de orçamento e financiamento das políticas públicas; extinguir as emendas ao orçamento direcionadas pelos deputados e senadores para obras e investimentos de seus interesses – vejam: cada senador e deputado administra milhões de reais para onde eles desejam investir: isto gera uma “promiscuidade” entre o dinheiro público, o deputado, o prefeito ou governador e o empreiteiro. E este circulo vicioso e danoso é garantia de financiamento de campanha, curral eleitoral, favorecimento pessoal, familiar etc. Por fim, quebrar tudo isso significa romper a estrutura de poder estabelecido: alguém se arrisca a fazer isto por decreto? Então incluir milhões de brasileiros e brasileiras através dos programas de transferência de renda, sistema de cotas, proune etc. é iniciar o caminho para que a gerações – que estão nas ruas – possam melhorar a classe política e fazer as transformações sociais de maneira democrática,ordeira, sem ditadura e com conhecimento.

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    • Jussara Domingues
      14/07/2013

      Parabens pela análise. Ver a realidade é passo primeiro para tomada de decisões. Quem ouve só um lado fica com caolho!

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  8. Nelson Rodrigues
    08/07/2013

    Os opositores do governo Lula sempre, querem encontrar algo para discordar, no entanto vejo que ele foi o único Estadista Brasileiro com apenas um curso Técnico fazer por tantos Brasileiros o que os “Doutores” quando refiro-me a doutores, entendam com Doutorados; Ex: Fernando Henrique Cardoso “Sociólogo” e Fernando Collor de Melo “Com Bacharelado em Havard”.
    Somente venderam as Estatais que davam lucro, queria vender o INSS, A Sudene, DNOCS, BNDS que financiam obras e empresas de Políticos, entre outros orgãos que somente oneram os cofres.

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  9. José Teixeira da silva
    07/07/2013

    Esses demotucanos estão chamando o povo brasileiro de bobo.

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  10. Fernanda Back
    07/07/2013

    Sinceramente, discordo da análise dele no que diz respeito ao Lula, no entanto isso não invalida toda o obra desse brilhante historiador. Também não tenho problema nenhum em relação aos programas de transferência de renda… entretanto o Programa Bolsa Família (PBF)reitera a lógica da focalização da pobreza como seu horizonte, seguindo assim o recomendado pelos organismos internacionais (como Banco Mundial e FMI), onde o discurso do alívio à pobreza se transforma em sinônimo de progresso e crescimento econômico. Minha crítica esta pautada justamente em que entendimento de DEMOCRACIA orienta tal análise… isso porque o PBF é um programa de trasferencia de renda DISTRIBUTIVO, não conseguindo portanto, resolver o problema da desigualdade no Brasil (quem financia o PBF continua sendo em sua maioria a própria classe trabalhadora e não as grandes fortunas, pois se assim fosse seu caráter seria REDISTRIBUTIVO). Essa é portanto a minha crítica, pois para mim DEMOCRACIA tem a ver com uma tentativa de se amenizar a desigualdade e não a pobreza, tem a ver com uma sociedade em que a riqueza de alguns não seja construída a partir da extrema pobreza de uma maioria. Falei!!!

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    • José Lúcio
      07/07/2013

      Gostei dessa análise de transferência de renda, não tinha pensado a partir dessa perspectiva!.
      De fato, a distribuição de renda a partir da minoria que possui uma renda elevada seria mais justo, embora isso não invalide os benefícios do Bolsa Família e demais programas sociais de distribuição de renda.

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      • Emilio Medice
        07/07/2013

        Seria ótimo se fosse possível. Lula e Dilma governam em um regime democrático, daí terem que se submeter às leis. Se fosse uma ditadura era fácil acabar com os privilégios, bastava decretar a mandar fuzilar quem se opusesse. Se essa raça da zona Sul do Rio e do interior de São Paulo, que nunca deram uma mínima contribuição ao país e vivem mamando nos cofres públicos desde 1500, odeiam o Lula e a Dilma por causa da miséria do Bolsa Família, vocês acham que aceitariam perder seus privilégios para favorecer os mais pobres?

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    • jorge lustosa
      08/07/2013

      Lúcido o seu comentário. Espero que “ferrenhos defensores” (que defendem só por defender) do PBF e outros programas possam entender a lógica da distribuição e possa avaliar outras formas para a solução do problema da desigualdades, a partir integração da família no trinômio educação/saúde/trabalho,

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  11. sidineyr
    07/07/2013

    Republicou isso em Ispia.e comentado:
    Atualíssimo.

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  12. PAULO
    07/07/2013

    O TAL DE HOBSBAWN, FICOU PIRÓCA DA CABEÇA NO QUE SE REFERI AO ANALFABETO DO LULA! COISA DE GENTE SENIL!

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    • Luís Antônio Albiero
      07/07/2013

      “No que se referi” expõe suficientemente quem é o analfabeto.

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      • Emilson Cruz
        07/07/2013

        Muito bem, gostei da correção…

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    • Lorena
      07/07/2013

      Você perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado; não tem nem noção do q tá dizendo e, muito menos, quem é e a importância de Hobsbawn, com sua excelente leitura de mundo!!!

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    • vouesquecer
      07/07/2013

      “refere”.
      Isso o Lula escreve certo…

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    • Edison Tadeu
      07/07/2013

      Paulo, antes de comentar alguma coisa, aprenda primeiro a escrever, o certo é; se refere” !! e não se referi…rsrsrs

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    • Emilio Medice
      07/07/2013

      Paulo, você não sabe nem usar a vírgula e tampouco conjugar verbo e vem falar mal do Lula … Vai estudar, panaca. Não confunda pouco estudou formal com inteligência. Se o Lula tivesse tido oportunidade de estudar em vez de ter que vender laranja e engraxar sapatos para ajudar a família teríamos um gênio brasileiro, porque a inteligência dele é brilhante.

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    • Adão Costa Silva
      08/07/2013

      PAULO, VOLTE PARA O LUGAR DE ONDE VOCÊ NUNCA DEVERIA TER SAÍDO!!

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  13. Concordo com Vinicus Silva…a esmola nao lhe faz sentir digno, mas sim apenas um miseravel!!

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    • Emilio Medice
      07/07/2013

      Quem está falando de esmola? Estudar Sociologia política liberta da burrice, você sabia?

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  14. Fatima Nunes
    06/07/2013

    Lendo é analisando os fatos é visivel pelos comentários contra as posições do grande historiador que o Brasil esta necessitando urgente de uma educação mais evoluida de análises políticas de base para nossos filhos aprenderen a ler melhor os acontecimentos do momento do qual depende os seus futuro!

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  15. Jorge
    06/07/2013

    Realmente, como vemos aqui tão claramente, há gente que não gosta que se ajude aos mais pobres, ficam mais tranquilos se os milhões são transferidos para banqueiros falidos fugirem do país. Ai, Brasil, terra de miséria e gente miserável.

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    • Solange Villela
      06/07/2013

      A elite é cega, ou melhor, se faz de cega. Tem medo de perder suas regalias.

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    • Jalciele
      09/07/2013

      Não vamos fazer um conta de ladrão… o país tem 100 reais … 5 ladrão… No caso do FHC o que ele fez ..pegou cinquenta… deu dez para os outros 4 ladrãoes , cinco reais para para ladrãoes de fora … ai sobrou e pegou para ele….. O lula … pegou cinquenta pra ele .. deu dez para os outros 4 ladrões… e teve a vergonha de pegar o restante e distribuir para o País… Não estou querendo que isso é bom .. porem levando em consideração que na em toda nossa história não temos um politico de exemplo bom… Já que todos roubaram ,ao menos uma pequena parte foi para o povo ..se voce já tivesse passado fome..saberia o que estou querendo dizer… Não troco o pais do FHC.. pelo o do Lula … Graças a algumas mudança eu muita gente aqui nesse post ..esta se comunicando porque tem um computador ..coisa que na era FHC mal se tinha telefone ..quando a coisa expandiu um pouco ele vendeu a telefonica que hoje cobra 40 reais só de assinatura ..

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  16. Ivan
    06/07/2013

    Bem é mto óbvio que quem o critica tão tolamente assim nem ao certo compreende a infima parte da história da humanidade.

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  17. Vinicius Silva
    06/07/2013

    Esse personagem não pode ser mesmo brasileiro. Se fosse entenderia mais sobre nossa historia política. Isso aí é facilmente questionável já que o governo do FHC não atuou de forma autoritária como o atual. Existem ainda muitos fatos que ocorreram no Governo FHC que sobrepoem ao governo Lulista. Aliás, não podemos dizer que o Lula fez mais. O Brasil com Lula ou sem Lula andaria para frente deste o governo FHC. O que o Lula não fez é se meter a mudar a filosofia economica do FHC. Ela não seria doido. Recomendou o controle da inflação subindo e descendo juros. E só !!! Fora isso os bolsas familias se tornaram a estampa do governo Petista. Dizer que Lula foi o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil soa como piada sem graça.

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    • antonio velez
      07/07/2013

      discordando completamente…ao ter as estatais privatizado sem do nem piedade e o dinheiro usado para socorrer bancos falidos..isso demonstra claramente o autoritarismo da politica economica..piada sem graça seria deixar o povo pobre, assim dito, morrer na estampa da fome tendo um governo que provou que os outros não fizeram…ou por incompetência ou por puro “zelo monetario”..o que não adiantou muito, pois o resultado foi a quase falência de nossas reservas…nos governo anteriores a verdadeira democratização…

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    • Emilio Medice
      07/07/2013

      Vinícius, você é gay e tem desejo pelo Fernando Henrique, pode confessar.

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  18. Paulo
    06/07/2013

    Se ao invés de dar esmolas tivesse dado boas oportunidades de emprego, eu poderia concordar com vc, Hobsbawn. As coisas concretas que se refere, as bolsas, são esmolas de 70 reais ou pouco mais.

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    • rosilei luiz filagrana
      07/07/2013

      o brasil é o quarto PAÍS do mundo que mais gera empregos no mundo ,sabia !

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    • Max Ferreira Machado
      07/07/2013

      Concordo plenamente. Ao invés de se perpetuar essa bolsa esmola, poderia sim, ter propiciado à população de baixa renda e mais desassistida, uma distribuição de renda melhor e uma educação que permitisse à sociedade a possibilidade de ter um futuro melhor e mais digno. Essa bolsa família me soa como um aviso: olha fica aí quientinho que eu já estou te permitindo viver. Isso sim é discriminar.

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  19. Daise Cristina De Paiva
    06/07/2013

    Para mim que fez mais pelos menos favorecidos no Brasil foi Getúlio Vargas que deu seus direitos, trabalho e dignidade que adianta dar com uma mão e tirar com outra….

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    • luiz alberto
      06/07/2013

      Eu acho que Hobsbawn tem mais autoridade do que todo mundo, nesse assunto…

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      • diversaspalavras
        06/07/2013

        Luiz Alberto, seu comentário é o que mais se aproxima do porquê deste post. Hobsbawn foi um dos maiores historiadores do século XX. Suas análises não se baseavam por simpatias políticas, mas pelo seu profundo conhecimento daquilo que observava. Coisa que, infelizmente, percebemos muitos brasileiros não têm sobre nossa realidade sócio-econômica e tão pouco sobre nossa história, especialmente a da última década do século passado… Uma pena que escolham a cegueira do ódio de classe.

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    • Emilio Medice
      07/07/2013

      Bênça, vó.

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  20. carmen l. o. ziviani
    06/07/2013

    Fale alto, grite, ninguém, ou melhor,a grande maioria não gosta de ver pobre ser beneficiado.

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    • Solange Villela
      06/07/2013

      Felizmente não é a grande maioria, é uma pequena parte, mas são aqueles que detêm o poder e que não querem igualdade.

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    • Jeferson Calheiros
      07/07/2013

      Ta aí, essa é a verdadeira razão da fúria tucanóide!

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  21. Daniel Corrêa
    06/07/2013

    Sabemos que nem toda história é exata,como esse senhor,eu acho que ele sofre de Mal de Alzheimer (O Mal de Alzheimer é uma forma de demência degenerativa, progressiva e ainda sem cura. Causa perda da memória, dificuldade de raciocínio, diminuição do senso crítico, mudança da personalidade e dificuldade de comunicação.) Boa tarde . . .

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    • Quem disse isso foi Erick Hobsbawn, reconheça. Ele não é um qualquer como vc. que tem um raciocínio lento para enxergar óbvio. Fala com se todos que tem essa idade são portadores ou apresentam tais sintomas, mas pena você não querer enxergar. A verdade dói, né?????

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    • Solange Villela
      06/07/2013

      tem gente que tem Mal de Alzheimer precocemente, juntando a isto falta de respeito e preconceito.

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    • Julio
      07/07/2013

      O que mais acho interessante é essa total ausência de argumentos, apelando pra desqualificação infantil do interlocutor.
      Se não fosse uma grande quantidade de gente que dividisse dessa mesma alienação, eu julgaria tristemente hilário esse post.

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    • Emilio Medice
      07/07/2013

      E você, Daniel, sofre de burrice incurável. O Fantástico está a teu gosto? Boa noite.

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  22. Marcílio Godoi
    06/07/2013

    Cuidado, fale baixo, Hobsbawn. Há muita gente aqui que não vai gostar de saber disso.

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    • Claudio
      08/07/2013

      Puxa, uma conversa informal dentro de um jaguar na Europa animou tanto assim os fãs do PT? Que tal a parte que ele diz que vê “os países da América Latina surpreendentemente imunes à xenofobia”? Ou a parte que ele diz “Sim, a América Latina é interessante. Tenho essa intuição”. Estamos claramente diante de um especialista na America Latina!!!! Espero que vocês percebam que esta última frase foi um sarcasmo…

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Publicado às 02/10/2012 por em ERA LULA, politica e marcado , , , .

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