Palavras Diversas

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O knockout moral sobre a imprensa, oposição e Gurgel

Demóstenes, Perillo, Gurgel, Policarpo e Veja: acuados nas cordas pelos graves fatos que se tornam públicos,  apenas  O Globo e Folha de São Paulo não enxergam o knockout moral deste grupo, do qual também fazem parte

A oposição míngua e o DEM caminha para a extinção, algumas raposas mais espertas, exibindo lastro pedigree da Arena e PFL, já migraram para o PSD, e de lá, devem continuar exercendo seus posicionamentos mais conservadores e atrasados na política brasileira.


Demóstenes Torres, Marconi Perillo, Leréia, Stepan Necerssian, Roberto Gurgel e Policarpo Júnior unem, no mesmo canto do ringue, acuados pelas revelações das investigaçoes da Polícia Federal: o DEM, PSDB, PPS, Imprensa e Ministério Público.
Todos envolvidos no escândalo do esquema multi milionário do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Todos operando para fornecer “provas” contra adversários e penetrar no poder público em busca de favorecimento dos negócios do contraventor.


Em troca de que?
Os políticos tiveram campanhas abastecidas pelo dinheiro de ilícitos que ajudaram a promover.
A imprensa se promoveu e promoveu os políticos envolvidos, baseados no discurso da ética e dos bons costumes na política,com o nítido intuito de eleger parlamentares e mandatários do executivo que mantivessem o esquema funcionando a todo vapor.
Vendeu mais exemplares denunciando em favor do grupo político-midiático.
A imprensa, da mesma forma, ludibriou a sociedade ao esconder o envolvimento dos políticos denunciados com o contraventor.  Ao menos a Veja sabia disso, como provam as centenas de ligações telefônicas entre Cachoeira e Policarpo Júnior, editor chefe da publicação da Abril.
Em outras conversas flagradas, o contraventor indicava em qual parte da revista tal notícia “plantada” deveria ser veiculada.

Neste momento outros órgãos de imprensa partem em socorro da Veja, como O Globo e Folha de São Paulo.  Vendo ameaçado seu par, estes dois órgãos de imprensa ignoram os graves indícios contra a revista de Roberto Civita, e, corporativamente, distorcem a realidade para fazer a opinião pública crer que não há conduta que desabone a Veja ou manche as boas práticas do jornalismo.
A troco de que?

Roberto Gurgel, Procurador Geral da Republica, descobre-se agora que evitou que as denúncias contra Demóstenes Torres fossem investigadas em 2009.  Logo colaborou para que os ilícitos ganhassem mais volume e ajudou a eleger Demóstenes Torres, Marconi Perillo e Leréia com sua imobilidade desastrosa.
Logo, no mínimo pode-se afirmar que, ajudou a enganar o eleitor do estado de Goiás e a esconder da sociedade fatos tão graves.

A grande imprensa conservadora, despontando as Organizações Globo e Folha de São Paulo, saíram com editoriais e espaços jornalísticos generosos para sua defesa e foram ainda mais longe, tentaram, com a ajuda de Gurgel, mostrar a sociedade que estas acusações contra o Procurador Geral da República, faz parte de uma robusta engrenagem política para inviabilizar o julgamento do mensalão.  Ensaio que a própria Veja já havia tentado, sem sucesso, semanas atrás, justamente para fazer “cortina de fumaça” sobre este escândalo de proporções gigantescas.

Gurgel não foi o autor denúncia do mensalão, portanto não seria alvo de movimento parecido com o qual combinou com a imprensa para se safar das acusações.
O Ministério Público não depende tão somente do Procurador Geral da República para denunciar.
O STF acatou as denúncias e irá julgar o mensalão, assim como tem a obrigação e dever cívico, de julgar, com imparcialidade e a salvo de ingerências políticas, os demais graves casos que tenham sob seus cuidados.
Gurgel exagera sua personalidade pública para estar acima da lei, ficar livre de suspeições que sua omissão acarretaram.
A imprensa colabora para reforçar esta imagem supervalorizada de Gurgel, para se safarem das denúncias que apontam para a participação no esquema criminoso.

Com a imprensa nas cordas e sofrendo um golpe atrás do outro, cuidem-se os políticos envolvidos e o senhor Procurador Geral da República pois, nestes casos, costumam oferecer as cabeças de seus comparsas ao sacrifício.  Modo operante para sepultar crises que respingam em suas reputações, simplificando ações de quadrilhas complexas na culpa de alguns poucos como algo cabalmente resolvido, esclarecido e sepultado e vida que segue.
Pior: costumam autodenominar-se heróis, porque cobram a autoria de toda e qualquer denúncia e que tudo somente teria vindo a tona e punido graças ao trabalho da imprensa.

Só que neste caso, agiram em conluio como comparsas no esquema de malfeitos que assombra o país e faz com que suas combalidas credibilidades se tornem ainda mais débeis, moral e eticamente.
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Publicado em 15/05/2012 por em Uncategorized.

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