Palavras Diversas

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Coalizão de Dilma é fraca: CPIs da privataria e do Cachoeira não decolam

Governo Dilma avança na economia e no social, mas base de sustentação no congresso é vacilante.  O presidente da Câmara, Marco Maia, engessou CPI da Privataria e a CPI do Cachoeira não avança

A base de sustentação do governo no congresso nacional tem sido vacilante desde que o livro de Amaury Ribeiro Jr, “Privataria Tucana”, foi lançado em dezembro trazendo documentos fartos que comprovariam a maior roubalheira da história do Brasil.
Algumas lideranças, isoladamente, pediram a criação de uma CPI para investigar o que pode ter se configurado em um crime de lesa pátria de proporções inimagináveis, alcançando ramos do crime organizado e políticos para tomar o patrimônio público brasileiro em interesses particulares, em detrimento do bem estar do povo brasileiro.

Ali havia a fagulha para explodir setores conservadores da política brasileira, execrar pessoas que desfilam nos noticiários e pautas jornalísticas como figurões da Brasil moderno, com currículo de prestadores de “ótimos serviços a nação”.

A base do governo falhou, retirou o ímpeto político para avançar nas investigações e engavetou uma CPI, com assinaturas de parlamentares suficientes para fazê-la funcionar, na mesa do presidente da Câmara, o petista Marco Maia.

Agora com o que pode ser considerado um desdobramento do envolvimento de agentes públicos com organizações criminosas, como o escândalo envolvendo o contraventor e um dos chefes da máfia dos caça níqueis, Carlinhos Cachoeira, com o senador da oposição, ex-baluarte da ética, Demóstenes Torres, o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, chegando até a redação da publicação semanal da Editora Abril, a revista Veja.  Todos personagens de destaque da oposição e do mesmo grupo político que assaltou o Brasil no processo de privatizações.
Qual a reação da base?
Inércia, cautela e vacilo.

A imprensa, em ambos os casos, trabalha para abafar e terminar logo com este caso, assim como agiu para que ninguém soubesse que existia um livro que trazia documentos públicos que seriam provas suficientes para trancafiar mais de uma dúzia de políticos e personagens que andam soltos por aí, até gozando de grande prestígio na própria imprensa.

Setores da mídia não dão o destaque que este novo escândalo merece, não se interessam em ir além do que está dito até o momento.  Com um pouco de boa vontade e com os recursos que possuem, a imprensa, se quisesse e este fosse seu interesse, colocaria a oposição para fora do parlamento e traria elementos substanciais para colocar a trás das grades, pelo menos, um senador, um governador, um deputado federal entre outros agentes públicos dos governos goiano e mineiro.
Existem fortes indícios de que Carlinhos Cachoeira conseguiu emplacar indicações políticas na secretaria de segurança de Goiás e na cúpula do governo mineiro.
A imprensa não se interessa em investigar seus aliados, prefere fazer a audiência acreditar que o escândalo posto se trata, tão somente, de algo isolado, cometido em desatino por Demóstenes e o contraventor, mais ninguém envolvido.  Tratam Demóstenes como traidor das “bandeiras moralistas” da oposição e da imprensa, ninguém sabia de nada, que os envolvidos renunciem e pronto, tudo estará resolvido.

Mas a base governista não pode se contentar e tão pouco contar com isso.  Tem que se mostrar ativa e investigar, criar as CPIs do Cachoeira e da Privataria, tem que mostrar, principalmente para a opinião pública que não pactua com malfeitos.
Agindo, como age até agora, passa uma imagem de quem não quer se meter em “confusão”, do tipo que pensa que “vai que sobra algo pra mim também”.

Desta maneira faz o jogo da oposição e da imprensa, que pode manobrar editorialmente para colocar todo mundo no mesmo barco prestes a cair na cachoeira…

O PT e os partidos progressistas da base do governo Dilma não são maioria na coalizão, é fato.  Mas podem agir para que outros elementos do PMDB, por exemplo, venham junto e que o parlamento brasileiro haja em sintonia com as ações firmes do governo contra malfeitores e corruptos, acerto que foi comprovado pela recente pesquisa CNI-Ibope.

O governo Dilma não paralisou, apesar do vacilo de sua base em fazer a limpa com a criação dessas duas CPIs, e avançou positivamente em suas políticas sociais e econômicas.  O Brasil, mais uma vez, continua imune a outra grave crise mundial e por mais que a grande imprensa tenha pontuado o noticiário brasileiro apenas falando de corrupção, quando interessava, tais avanços são inquestionáveis.

Talvez fique a impressão de que o governo Dilma não tenha uma base política no congresso a altura de suas aspirações renovadoras e precise trafegar entre um grupo que lhe apóia, mas com vacilos imperdoáveis, uma oposição desmoralizada e sem ética alguma e uma imprensa que age para auxiliar os adversários do governo e derrubar o apoio popular que o governo usufrui e que lhe nutre para seguir adiante, em meio a tantos percalços.

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Publicado em 06/04/2012 por em Uncategorized.

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