Palavras Diversas

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Bolívia pede extradição de genocida aos EUA

Bolívia aguarda extradição de Goni para julgá-lo por genocídio.   E a justiça brasileira, algum dia,  julgará os criminosos da ditadura? 

O presidente boliviano Evo Morales solicitou aos Estados Unidos a extradição de Gonzalo Sanchez de Lozada, responsável pela morte de dezenas de bolivianos e pelo caos que arruinou o país.
Goni, como é conhecido, foi criado nos Estados Unidos, falava espanhol com carregado sotaque inglês e foi assessorado por uma empresa americana nas eleições de 2002, tema explorado no documentário “Crise é o nosso negócio”, que revelaram, em parte, os bastidores de uma campanha eleitoral suja e da ingerência de americanos em assuntos internos de seu curto governo.

Goni é acusado pela morte 67 pessoas e por causar ferimentos em outras 400, em protestos contra o governo, duramente combatidos pelas forças de segurança bolivianas, no que é conhecido como “outubro negro”, em 2003.
O país atravessava uma grave crise econômica e social e o governo para tentar resolve-la punia os mais pobres e arrochava impiedosamente os trabalhadores.
Os Estados Unidos virou seu aprazível refúgio desde então.

Se a extradição se confirmar, a Bolívia, assim como o Peru que julgou, condenou e prendeu Fujimori, estará fazendo justiça contra uma das personalidades mais terríveis do recente cenário político latino americano.

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Confira a matéria da Agencia Brasil:


Bolívia aguarda que Estados Unidos extraditem ex-presidente acusado de violações de direitos humanos

Brasília – As autoridades da Bolívia aguardam que os Estados Unidos extraditem a qualquer momento o ex-presidente da República Gonzalo Sanchez de Lozada, de 81 anos (1993-1997 e de 2002-2003). Na Bolívia, Lozada é condenado por genocídio e violações aos direitos humanos, assim como seu ex-chanceler Juan Carlos Alurralde.

A Comissão Conjunta Bolívia e Estados Unidos se reuniu para discutir o assunto. Por um acordo assinado anteriormente, os dois países se dispõem a reforçar e aprofundar a cooperação das relações bilaterais, baseadas no respeito mútuo e responsabilidade compartilhada.

Desde 2003, Lozada está refugiado nos Estados Unidos, assim como alguns de seus colaboradores. Alvo de pressões internas e externas, ele deixou a Bolívia depois de ter sido deposto do cargo. Lozada foi sucedido pelo ex-presidente Carlos Mesa.

As relações entre Bolívia e Estados Unidos, entretanto, se tornaram delicadas, depois que o presidente boliviano, Evo Morales, expulsou em 2008 o embaixador norte-americano em La Paz, Philip Goldberg, acusando-o de ingerência em assuntos internos do país. O governo dos Estados Unidos reagiu determinando a saída do embaixador boliviano em Washignton, Gustavo Guzmán.

Renata Giraldi /Agência Brasil
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Publicado em 05/03/2012 por em Uncategorized.

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