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Depois de Pinheirinho. Para o povo a imagem do Judiciário só piora

Dois terços crê que o Judiciário é desonesto e 90% que é lento.  É a percepção do fracasso generalizada de um Judiciário elitista que se apressa em punir só os mais pobres
Dois terços dos entrevistados de  uma pesquisa realizada pela Escola de Direito da FGV,  vêem o Judiciário como desonesto e quase 90% acredita que a justiça é lenta.
Após Pinheirinho e a vergonhosa atuação da Justiça de São Paulo, tais números eram mais do que previsíveis e demonstram a quase total descrença da sociedade com o Judiciário.  
Uma estrutura cara para ser acessada pela grande maioria do povo brasileiro, lenta para punir grandes criminosos e célere para castigar “ladrões de galinha”.
Uma sociedade que não crê na Justiça, neste caso com toda razão, coloca em xeque os rumos da democracia e tende, a cada vez mais, a não se respeitar os limites impostos pelo poder que deve punir desvios e malfeitos.
O desrespeito e a desconfiança são resultados inquestionáveis dos maus exemplos cometidos, justamente, por quem deveria ser exemplar em suas ações e justo em suas medidas.
Felizmente existem muitos bons servidores do Judiciário, que infelizmente, são tolhidos de seus ímpetos de fazer justiça por aqueles que a sociedade reprova.
Você já leu?

Confira a íntegra de matéria do Vermelho:


Pesquisa: 67% da população vêem Judiciário como pouco honesto
Ao comparar a confiança no Judiciário com outras instituições a pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, mostra esse Poder atrás das Forças Armadas, da Igreja Católica, do Ministério Público, das grandes empresas e da imprensa escrita. Na sexta colocação, o Judiciário aparece como instituição mais confiável do que a polícia, o governo federal, as emissoras de TV, o Congresso Nacional e os partidos políticos.

Duas em cada três pessoas consideram o Judiciário pouco ou nada honesto e sem independência. Mais da metade da população (55%) questiona a competência desse Poder. A má avaliação do Judiciário como prestador de serviço piorou ainda mais ao longo dos últimos três anos, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

A principal motivação do uso do Judiciário pelos entrevistados está relacionada às questões envolvendo direito do consumidor (cobrança indevida, cartão de crédito, produtos com defeito), aos conflitos derivados das relações trabalhistas (demissão, indenização, pagamento de horas extra), seguida e direito de família (divórcio, pensão, guarda de menores, inventário).

A pesquisa da FGV indica que a maior parte dos brasileiros confia na sua família, tendo em vista que 87% deles responderam que confiam ou confiam muito em seus familiares. Em segundo lugar, aparecem os amigos, seguidos pelos colegas de trabalho e, depois, pelos vizinhos. E apenas poucas pessoas (19%) afirmaram que confiam ou confiam muito nas pessoas em geral.

Justiça lenta
De acordo com levantamento da Escola de Direito da FGV, coordenado pela professora Luciana Gross Cunha, 89% da população considera o Judiciário moroso. Além disso, 88% disseram que os custos para acessar o Poder são altos e 70% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é difícil ou muito difícil para utilizar.

Desde 2009, quando a pesquisa sobre o Índice de Confiança no Judiciário começou a ser feita, a percepção da população sobre a Justiça só piorou. No primeiro levantamento, feito no segundo trimestre de 2009, o índice era de 6,5, em uma escala de zero a dez. Na pesquisa mais recente, do quatro trimestre do ano passado, caiu para 5,3 – índice um pouco melhor do que foi registrado no último trimestre de 2010, 4,2.

A coordenadora da pesquisa explicou que a avaliação geral da população “sempre foi ruim” em relação ao Judiciário, mas piorou por conta de problemas ligados a custos e morosidade. Para Luciana Gross Cunha, isso coloca em xeque a credibilidade do Judiciário. “Leva a essa maior descrença”, comenta a professora da FGV.

Vermelho
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Publicado em 13/02/2012 por em Uncategorized.

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