Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

O desaforo ao respeitável público

Mude de canal, não se obrigue a assistir um desrespeito diário a você e a sua família, dentro da sua própria casa. Use o controle remoto!

E se a “realidade”, que tanto é propagada pelos idealizadores do programa, se tornar de fato, real?
Se a forja de uma realidade em confinamento produzir imagens grosseiras, nada construtivas para seus clientes maiores, o respeitável público?

Se na busca de “realidades” cada vez mais reais, esta realidade criada causar danos físicos ou morais irreversíveis a algum dos participantes?
Neste caso haverá intervenção imediata e a tempo de se evitá-la ou será apenas resultado genuíno de uma realidade que se deve deixar acontecer, em nome do show?

No final das contas terá valido a pena?
Vale a pena correr certos riscos para oferecer as pessoas espetáculo dirigido para simular realidades que, de fato, não existem?

Se pode haver o dirigismo das ações que devem ser “encenadas” pelos confinados, ou daquelas atitudes que possam atrair atenção maior da audiência, fatos repugnantes já fazem parte do programado?
Se há a edição daquilo que é julgado adequado ser mostrado ou que acreditem interessar aos telespectadores, qual a intenção maior deste tipo de atração televisiva?

São muitas perguntas.
Não haverá nenhuma resposta.

E o respeitável público segue sendo ludibriado por atrações que o desmerecem e o desrespeitam acintosamente, dentro de sua própria casa.
O desaforo à dignidade das pessoas transmitido ao vivo para milhões de desrespeitados, se repete todo início de ano.

E você ainda não descobriu o poder do controle remoto?

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3 comentários em “O desaforo ao respeitável público

  1. Cláudio Ribeiro
    19/01/2012

    Pois é, meu caro amigo, eis a grande questão: saber e tomar partido é importantíssimo.

    Abs!

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  2. Pílulas
    19/01/2012

    Concordo com a quase totalidade do teor da postagem, apenas fazendo a seguinte ressalva quanto ao parágrafo final: o “respeitável público” não está sendo “ludibriado”, pois os ditos “milhões” sabem exatamente o que os espera quando se dispõem a fruir o espetáculo. Não estão sendo enganados pois há 13 anos consomem e apreciam o cardápio oferecido. A Psicologia deve saber explicar o porquê disso.
    Mesmo os outros “milhões” que se mantêm afastados, ou que não permitem que “isso não entre em nossa casa”, infelizmente também são alcançados pelos efeitos do “show”. Estão aí as mídias eletrônicas, as mísias impressas, as redes sociais – e até a polícia, a divulgarem e comentarem o que ocorre com os “confinados”. Ou seja: você pode repudiar e não assistir, mas você certamente saberá e tomará partido. É a aldeia global, meu caro “brother”.

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  3. Anonymous
    19/01/2012

    Em nossa casa não sabemos o que é isso, que não entra nem em chamada ou vinheta. Nunca entrou.

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Publicado em 18/01/2012 por em Uncategorized.

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