Palavras Diversas

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Eleições 2012: César Maia foge do confronto direto com Eduardo Paes

“Legado” de César Maia: obra inacabada, prejuízo de mais de R$500 milhões, diversas irregularidades e uma bajulação explícita à Globo

O ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, fez um chamamento dos derrotados para a eleição municipal de 2012.  Para ele nomes que foram escorraçados pela vontade popular nas urnas em 2010 deveriam se candidatar a vereador em suas cidades nas eleições deste ano.
Isso mesmo: candidatar-se a vereador…

Seu chamado elenca nomes de políticos demo-tucanos humilhados em suas terras pelos resultados das urnas: “Imagine Tasso Jereissati vereador em Fortaleza, Arthur Virgílio em Manaus, Heráclito Fortes em Teresina! A importância e o peso das câmaras municipais cresceriam demais, a mídia passaria a vê-las de outra maneira, mais elevada”

César Maia pretende lançar-se vereador para ajudar seu partido, em franco processo de solvência, a eleger uma bancada maior na Câmara Municipal carioca.

Para isso lançou mão de uma politica de aliança pouco ortodoxa para os padrões conservadores de sua agremiação política.
O DEM deve lançar seu filho, Rodrigo Maia, candidato a prefeito na capital fluminense, tendo como companheira de chapa, Clarissa Garotinho, filha dos ex-governadores, Garotinho e Rosinha.
César Maia e os Garotinhos travaram sangrenta batalha político-eleitoral durante os anos 1990 e 2000, com fragorosas derrotas do clã Maia no estado.
Mas hoje as posições e conveniências são outras, a oportunidade cria novas e surpreendentes consciências para justificar tal aliança, Cesar Maia afirma que Clarissa é “o melhor quadro político jovem do Brasil” e que  “para vencer a Alemanha, os Estados Unidos e a União Soviética se aliaram na Segunda Guerra”.
O ex-líder do Democratas aposta em obter mais de 200 mil votos como candidato a vereador. 
Mas esta estratégia medrosa demonstra sua derrota política e o força a vôos rasteiros, impensáveis há alguns anos atrás, para quem chegou a cogitar-se candidato a presidente da república ou vice na chapa de tucanos, com enorme potencial de votos no estado, segundo suas próprias projeções.
Com esta escolha pela disputa por um assento na Câmara Municipal, César Maia e seu grupo político fogem do confronto direto com Eduardo Paes, porque temem derrota ainda mais humilhante, não se auto avalia bem credenciado para a batalha principal.
Apenas cerca pelas beiradas, esperando alcançar um nicho de insatisfeitos que possam dar-lhe as centenas de milhares de votos para garantir tal “vitória”.
Muito pouco para quem governou a cidade do Rio de Janeiro por longos doze anos.
Em seu último mandato o administrador entregou a cidade repleta de buracos, sem cumprir a promessa de reorganizar o transporte público e ter deixado como herança nefasta a Cidade da Musica Jornalista Roberto Marinho, obra inacabada e com muitos erros grosseiros de execução, o que gerou um enorme prejuízo para os cofres públicos.  Além de caracterizar como um enorme ato de bajulação com a Globo, ao oferecer o nome de um espaço destinado a música para alguém que não se destacou nesta área.
Em seu último orçamento municipal destinou apenas R$ 1mil para finalizar as obras do desperdício que a cidade não esqueceu.
Não por acaso, quando deixou a prefeitura em 2008, ele era reprovado por 40% dos cariocas, que lhe conferiam a nota 4,5, segundo pesquisa do Instituto Datafolha de setembro daquele ano. A avaliação colocava-o no pior patamar entre os prefeitos de capitais.
O ex-prefeito foi reprovado direto, sem direito a recuperação.
César Maia notabilizou-se por, enquanto prefeito, ser reconhecido como ótimo blogueiro, devido as suas atuações e análises diárias na blogosfera e pouca eficiência na administração pública.
Também foi apontado por seus adversários, por ter sido o arquiteto responsável pelas vaias a Lula na abertura dos jogos Pan-Americano de 2007, um ato que comprovou a baixa estatura de seus atos políticos, mas que, no ano seguinte mostrou-se terrivelmente equivocada.  Seu partido foi duramente castigado nas eleições municipais de 2008 e sua candidata, Solange Amaral, sequer chegou ao segundo turno com parcos 4% dos votos válidos.  Seu apoio a Gabeira resultou em derrota para o ex-deputado verde.
Com informações da Rede Brasil Atual
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Publicado em 11/01/2012 por em Uncategorized.

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