Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

FHC e PSDB publicam notas-chiliques que não explicam nada

“Sujou, pessoal, sujou…” Silêncio, Guerra, que o Serra não gosta desse barulho…

Foram precisos seis dias para que PSDB e FHC (duas siglas que o brasileiro, em geral, não gosta muito de lembrar, exceto considerável parte dos paulistanos), para emitirem uma nota de repúdio tão insossa…

Seis longos dias?

Por que?

Talvez porque o assunto ganhe, dia a dia, cada vez mais corpo nas redes sociais e na blogosfera e o silêncio dos tucanos pudesse ser rompido, radicalmente, por uma CPI…

Protógenes Queiroz, especialista em investigar corruptos e corruptores, diz ter conseguido as assinaturas necessárias para criar uma CPI na Câmara para tratar da privataria tucana.

A coisa pode começar a sair do controle da grande mídia…

Talvez por isso FHC e PSDB, em conjunto, tenham se sentido tão desonrados que resolveram contra-atacar Amaury Ribeiro Jr., após decorridos seis dias, ou 144 horas, ou 8640 minutos.

Foi muito tempo para dizer o que disseram, tempo de sobra para apresentarem notas-chiliques tão rasas.

Não explicam coisa alguma, apenas rebatem a acusação e transformam suas afirmações em pérolas imperdíveis do cinismo político brasileiro, daqueles que entregaram o patrimônio público brasileiro a preço de banana, em meio a um turbilhão de irregularidades e crimes cometidos, conforme comprovam os documentos apresentados no livro que renegam.

FHC: “…Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia”

PSDB: “…As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.”

Quanto cinismo e tão escasso capital moral para se postarem acima do bem e do mal…

Seis dias é muito tempo para simples respostas como essas, confiram as íntegras das notas:

Nota de FHC sobre a “Privataria Tucana”:

Infâmia

A infâmia, infelizmente, tem sido parte da política partidária. Eu mesmo, junto com eminentes homens públicos do PSDB, fomos vítimas em mais de uma ocasião, a mais notória das quais foi o “Dossiê Cayman”, uma papelada forjada por falsários em Miami para dizer que possuíamos uma conta de centenas de milhões de dólares na referida ilha. Foi preciso que o FBI pusesse na cadeia os malandros que produziram a papelada para que as vozes interessadas em nos desmoralizar se calassem. Ainda nesta semana a imprensa mostrou quem fez a papelada e quem comprou o falso dossiê Cayman para usá-lo em campanhas eleitorais contra os tucanos. Esse foi o primeiro. Quem não se lembra, também, do “Dossiê dos Aloprados” e do “Dossiê de Furnas”, desmascarado nestes dias?

Na mesma tecla da infâmia, um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra o candidato do PSDB na campanha de 2010, fabrica agora “acusações”, especialmente, mas não só, contra José Serra. Na audácia de quem já tem experiência em fabricar “documentos” não se peja em atacar familiares, como o genro e a filha do alvo principal, que, sem ter culpa nenhuma no cartório, acabam por sofrer as conseqüências da calúnia organizada, inclusive na sua vida profissional.

Por estas razões, quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia.

São Paulo, 15 de dezembro de 2011

Fernando Henrique Cardoso

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Nota do PSDB:

O PSDB repudia veementemente a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas.

As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.

Todo o processo foi exaustivamente auditado pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, e nenhuma irregularidade foi constatada.

O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a “Lista de Furnas”, o “Dossiê Cayman” e o caso dos “Aloprados”. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos.

Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem sido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar.

A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil.

Serão tomadas medidas judiciais cabíveis contra o autor e os associados às calúnias desse livro.

Brasília, 15 de dezembro de 2011

———————————

E Serra vai publicar uma nota-lixo também? Ou precisa ser tutelado, moral e politicamente, por FHC e Sérgio Guerra?

Você já leu?

Cumplicidade midiática. Quem tem padrinho não morre pagão (?)


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Publicado em 15/12/2011 por em Uncategorized.

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