Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

No grito, na marra, passando o trator por cima…

Barbiere, da base do governo de Alckmin, denunciou desvios milionários em SP, mas foi “esquecido” pela mídia

Sem entrar no mérito das acusações lançadas contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, o que se vê nos grandes grupos de comunicação do país é o linchamento público contra o político do PC do B. Orlando Silva desafiou seus acusadores de apresentarem as provas que dizem possuir: “É inaceitável compactuar com uma acusação sem provas. Já se foram cinco dias, uma semana, e eu pergunto: onde estão as provas de que me acusam?”

O ministro já havia colocado a disposição da justiça seus sigilos fiscais, telefônicos e bancários, solicitou ainda a Polícia Federal que investigasse as graves denúncias.

O acusador trata-se de um fraudador, preso por desviar recursos de um programa destinado a crianças carentes, alguém que, a esta altura do campeonato, não tem nada mais o que perder.
A máxima do “caio, mas levo junto alguém comigo”, a qualquer custo, no grito, na marra, passando o trator por cima, pode ser aplicada ao policial Militar, João Dias Ferreira, que até o momento não apresentou qualquer prova que sustente suas acusações. Serve como megafone de interesses quaisquer que não o de apurar os fatos, mas de embaralhar a cabeça das pessoas comuns e provocar uma avalanche de matérias e declarações na grande imprensa que sirvam para soterrar qualquer possibilidade de se alcançar a verdade.

Orlando Silva está enfraquecido, mesmo que se prove inocente, o que se queria já foi conseguido: torná-lo “culpado”, sem provas cabais, incapaz de, politicamente, partir para o embate contra seus algozes. Que não devem ser poucos: Fifa, CBF, Globo, oposição… João Dias Ferreira é apenas o estilingue carregado com uma pedra contundente para derrubá-lo de seu posto.

Que se investigue e puna os culpados, mas antes que seja tudo esclarecido, que apresentem provas e tornem insustentáveis as condições de Orlando Silva permanecer em seu cargo.
Até o momento estamos presenciando um linchamento vil, pois não há a chance de defesa, nem é contestado o interesse de seu acusador, alguém, repito, condenado e preso por desvios de verbas.

No Congresso o ministro foi enfático em sua defesa e chamou de caluniosa a matéria da Veja, no mesmo momento o acusador reunia-se com a oposição… Para o que?

“Pau que dá em Chico, dá em Francisco” (?)
O que se percebe neste episódio e em tantos outros é o favorecimento de uma tese em detrimento de um processo transparente nas investigações jornalísticas. Depois de taxar um personagem, o discurso que o diminui politicamente é propagado em velocidade e intensidade ainda mais impressionantes, já não é preciso mais apurar, mas apenas derrubar o alvo.
Por outro lado também é possível ver que a grande imprensa escolhe quais denúncias vai apurar ou não. O caso do “Emendão do governo paulista”, esquema denunciado por um deputado da base do governador Geraldo Alckmin, que afirmou, categoricamente, que as emendas parlamentares eram negociadas por valores milionários na Alesp, com o conhecimento e (possível) consentimento do Executivo estadual, sumiu do noticiário, sem ao menos emparedar os secretários de governo citados na denúncia, com questionamentos incisivos e novas matérias. Deu-se a impressão tratar-se de lago menor, sem importância. Mas, como investir contra “patrocinadores”? Afinal o governo de São Paulo é assinante de milhares de assinaturas de Veja, Época, Estadão, Folha de São Paulo… 
E o que dizer das denúncias de corrupção contra Ricardo Teixeira, presidente da CBF, por desvios de recursos e recebimento de propinas?  Não aparece mais na mídia, nem tampouco a Globo se dá ao trabalho de mostrar, onde não houve ainda proibições aos torcedores de portarem cartazes contendo manifestos contra o cartola, para o país a indignação popular?

São fatos com gravidade flagrante, mas apenas um tem sido coberto com todos os recursos que a imprensa dispõe.

O UOL chegou ao cúmulo de questionar que Orlando Silva adquiriu um terreno em Campinas, no valor de R$ 370 mil, para construir uma casa, como sendo algo escandaloso, pré avaliando que o valor publicado não estivesse ao alcance da remuneração de um ministro de Estado…

Escandaloso será se for provado que o ministro tenha comprado com dinheiro público, para beneficio próprio, uma caneta qualquer, mas especular com bens pessoais que condizem com seus rendimentos, aí soa apenas como um armamento pesado, usado para destruir uma reputação, sem apurar a fundo o que publicam no varejo.

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Informação

Publicado em 19/10/2011 por em imprensa conservadora.

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