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Dilma evoca receita brasileira anticrise, mas Europa impõe tsunami social à Grécia

Dilma defendeu modelo brasileiro anticrise, mas Europa prefere aumentar ainda mais a tensão na Grécia

A presidenta Dilma Rousseff cumpriu agenda na Bélgica e ao comentar sobre a crise dos países desenvolvidos foi enfática ao defender “pacotes” que gerem trabalho e renda, que atenuem ou resolvam a crise porque passam as nações européias.

A presidenta defendeu o modelo brasileiro para sair da crise econômica, assim como ocorreu em 2009: “nossa experiência mostra que, no caso do Brasil, ajustes fiscais extremamente recessivos só aprofundaram o processo de estagnação, de perda de oportunidades e de desemprego. Dificilmente se sai de uma crise sem aumentar o consumo, os investimentos e o nível de crescimento”.
Dilma apelou para que os países afetados pela crise atuem para “evitar que seus povos vivam o desemprego e perdas dos direitos sociais”.

Desta maneira o Brasil foi um dos últimos países a ser atingido pela grave recessão mundial de 2008/2009 e um dos primeiros a sair dela, mais sólido e resistente a outros abalos como este.

O país avançou no ranking das maiores economias do planeta e seu mercado interno sustentou o crescimento com a mais abrangente distribuição de riquezas das últimas cinco décadas, uma verdadeira lição de responsabilidade fiscal e compromisso com a geração de empregos e oportunidades para milhões de pessoas ascenderem socialmente.

Mas, a despeito do que defendeu o governo brasileiro e pela gravidade do momento em que passa a Europa, a Grécia anunciou uma dura medida de austeridade, apesar dos dados oficiais apontarem um desemprego acima dos 16%, serão demitidos 30 mil funcionários públicos, ainda assim abaixo das metas impostas pela União Europeia e pelo FMI em troca da bilionária “ajuda” destinada aos gregos. O governo grego planeja ainda cortar 20% das aposentadorias acima de 1,2 mil euros!

Este “pacote de maldades” poderá criar mais tensões nas cidades e gerar um aumento da violência no país. O custo social é altíssimo e cabe a reflexão se é válido, pois a pretexto de salvar as contas públicas de um país, provocam uma instabilidade social devastadora para milhões de famílias, entregando a Grécia para investidores internacionais, praticamente desnacionalizando sua economia.

Este receituário fracassou nos países em desenvolvimento nos anos 1990, especialmente na América Latina, gerou desemprego em massa, explosão da violência nas cidades e no campo, precarizou as relações de trabalho e fez aumentar a participação das empresas transnacionais nas economias combalidas destes países, presas fáceis para grandes corporações internacionais.

O governo Lula e outros governos latino americanos tomaram outro rumo em 2008/2009 e enfrentaram a depressão econômica dos países ricos com mais investimentos do Estado, priorizando uma agenda de obras em infraestrutura e pela irrigação de crédito mais barato para a grande maioria da população.
O setor produtivo respondeu bem aos estímulos fiscais, empregos foram garantidos, o consumo cresceu, juntamente com os salários e em 2010 foram gerados quase 2,9 milhões de empregos formais e a economia cresceu 7,5%. Uma verdadeira marolinha…

Pena que a União Europeia e o FMI estejam dispostas a produzir uma tsunami social na Grécia.

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Publicado em 03/10/2011 por em dilma rousseff.

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