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Rodízio de prefeitos cassados, triste sina de Campos dos Goytacazes

Quando terá fim o rodízio de prefeitos cassados e os malfeitos eleitorais em Campos?

O município de Campos dos Goytacazes, o maior produtor de petróleo do país e, por isso, aquele que recebe os mais altos valores de royalties, vive uma triste sina e uma instabilidade impressionante.

A lista de prefeitos afastados, todos por irregularidades eleitorais, só tem crescido e tornado o ofício da política eleitoral em Campos assunto jurídico-policial dos mais frequentes no noticiário brasileiro.

Histórico recente de cassações:

Em 2004, Arnaldo Vianna, na semana do 2º turno da eleição para prefeito, Arnaldo voltou um dia depois e completo o seu mandato.
Carlos Alberto Campista iniciou o seu mandato em 2005 e foi afastado em 13/05/2005, em uma sentença que tornou inelegível, por 3 anos, Garotinho, Rosinha, Arnaldo e Ilsan. Todos recuperaram depois os seus direitos, exceto Campista.
Alexandre Mocaiber assumiu em 2005 e elegeu-se prefeito nas eleições suplementares de março de 2006. Em 2008, Mocaiber foi o terceiro prefeito afastado, recuperando o cargo 43 dias depois para completar o mandato.
Rosinha Garotinho já havia perdido o mandato em 2010, mas conseguiu recuperar os direitos políticos e o cargo.

Campos é a terra onde despontaram Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha Garotinho, no cenário político nacional, que é agora, novamente, a mais nova integrante do rol de prefeitos a perder o mandato em nova decisão da justiça sobre mais uma eleição irregular realizada na cidade.

Com tantas reviravoltas, sentenças e reincidências em desmandos e vale-tudo, a política no município tende a destruir qualquer crença do cidadão, de uma das mais importantes cidades do país, no fazer político e na lisura das ações daqueles que travam acirradas disputas eleitorais em nome de projetos que, supostamente, devam beneficiar seu povo.
A população da bela cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, de rica e relevante história e de esperança em um futuro promissor, onde morei por exatos cinco anos, merece um desfecho favorável e a salvação da credibilidade pública, que, de uns tempos para cá, tem sido solapada por sucessivos desvios.

Juíza cassa mandato de Rosinha Garotinho como prefeita de Campos

Rio de Janeiro – A juíza da 100ª Zona Eleitoral no município de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, Gracia Cristina Moreira do Rosário, determinou hoje (28) a cassação dos diplomas da prefeita Rosângela Rosinha Garotinho e do seu vice, Francisco Arthur de Souza Oliveira, ficando inelegíveis por três anos, a contar da eleição de 2008. Também condenados no processo por abuso do poder econômico e uso indevido de veículo de comunicação social, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) e os radialistas Fábio Paes, Linda Mara Silva e Patrícia Cordeiro. A sentença deve ser publicada amanhã (29) quando começa a contar os três dias de prazo para recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral.

Em nota, o tribunal diz que a ação de investigação judicial eleitoral foi ajuizada pela coligação Coração de Campos e por Arnaldo França Vianna (PDT), candidato derrotado nas eleições de 2008. A juíza Gracia Moreira entendeu haver provas de que a prefeita e o vice se beneficiaram de propaganda eleitoral irregular veiculada na Rádio Diário, do grupo O Diário. Os radialistas, segundo a juíza, usaram o espaço concedido aos programas nos quais atuam, ou são dirigidos por Anthony Garotinho, para promover a candidatura de Rosinha.

A prefeita Rosinha Garotinho está acampada com seus assessores no pátio da prefeitura, acompanhada de correligionários. Ela disse que pretende ficar no local até que o recurso impetrado por seus advogados no Tribunal Regional Eleitoral seja analisado. O corpo jurídico da prefeitura entende que o afastamento só poderia se dar após o “processo transitar em julgado”. Os advogados de Rosinha Garotinho já estão elaborando a defesa da prefeita e de seu vice, e que o recurso contra a decisão da juíza será entregue amanhã (29) à sede do TRE no Rio.

O subsecretário de Comunicação Social da prefeitura de Campos, Sérgio Cunha, disse que a entrevista dada por Rosinha à Rádio Diário ocorreu em 2008, “quando ela ainda era pré-candidata à prefeitura da cidade e não exercia nenhum cargo público. Além disso, segundo ele, não houve qualquer abuso do poder econômico ao dar entrevista ao programa do marido, o radialista Anthony Garotinho”.


Douglas Corrêa /Agência Brasil

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Publicado em 29/09/2011 por em Uncategorized.

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