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Brics se fortalece nas crises geradas pelos países mais ricos

O Brics em movimento firme em direção ao protagonismo das decisões globais


A mudança dos cenários político-econômicos globais, em movimentos cada vez mais rápidos, são percebidos facilmente no noticiário nos últimos anos.

O surgimento do Brics, grupo de defesa comum de interesses econômicos e políticos de Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul, puxados, principalmente pela China e Brasil, busca equilibrar o jogo do poder nos bastidores das decisões internacionais com o G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo.
O Brics, conforme notícias divulgada pela Agência Brasil ontem, pressiona a União Européia por uma rápida e decisiva ação para debelar os principais focos de crise no continente, que podem contaminar a economia do mundo inteiro, com grande potencial para se alastrar pelos países em desenvolvimento e gerar novos ou agravar os problemas sociais já existentes.
Os países membros do G7 e todo o aparato gerador de decisões econômicas controlado por eles, como o FMI, Banco Mundial, por exemplo, faziam suas leituras de crises e mandavam suas recomendações para os países em desenvolvimento cumprí-las, como requisito essencial para aqueles que quisessem ascender ao grupo das nações mais ricas.  Paliativos que nos faziam andar de lado ou para trás e sem possibilidades de subir pelo “elevador social” da comunidade internacional, como cobaias de experimentos de austeras políticas econômicas.
O momento é outro.  As fórmulas criadas pelos países mais ricos falharam, a desregulação do sistema financeiro levou o planeta para crises de instabilidades cada vez mais constantes, como na crise de 2008, a perda de confiança das agências de risco e dos papéis do mercado, levaram a derrocada do capital moral dos “donos do mundo”.
Os países em desenvolvimento não estão mais dispostos a permanecerem como espectadores dos rebuliços gerados nos países centrais e cobram assentos nas instâncias mundiais para fazerem suas pautas prosperarem e suas vozes serem ouvidas com respeito e atenção.
Este é um momento inimaginável a vinte anos atrás.  
Nos acostumamos a ver no noticiário nacional durante os anos 1980 e 1990, o FMI se instalar no centro do poder e definir quais ações o governo brasileiro, e também nos demais países em desenvolvimento, deveriam fazer para sair do atoleiro que estas próprias exigências, referendadas pelos Estados Unidos, Europa e Japão, nos afundavam.
Em uma clara e deliberada ação coordenada, um ciclo sem fim de crises e ajudas internacionais para nos manter onde estávamos, só que cada vez mais endividados e com futuro comprometido para melhorar a vida das gerações vindouras, pelo alto preço da fatura a ser cobrada pelos credores internacionais.
Ações defendidas como obrigatórias para os “países pouco preparados para lidar com o enfrentamento de crises”, destacadamente por grupos que olhavam para o centro do mundo e davam as costas para o pensamento da periferia, muitos deles porta-vozes destas teses econômicas recessivas e dependentes que agem até hoje no país, nos meios de comunicação e na política brasileira.  Diziam que precisávamos fazer o dever de casa, como mestres a ensinar o caminho das pedras.
Falharam.
Mas ainda arrogam para si as sentenças para as melhores maneiras para uma governança bem sucedida, sustentada nos pilares de um modelo em ruína.
O mundo em desenvolvimento oferece ajuda a União Européia, financia a dívida pública americana e condiciona seus movimentos a uma postura mais responsável e disciplinada destes países.
A ruína do pensamento que predominou precisa ser acelerada e constituir um novo tempo de regulações do capital internacional e instituir uma nova ordem política e econômica, distinta do modelo vigente.
Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil e um dos porta-vozes do Brics, sintetizou o cenário atual:
“Nós temos uma condição maior de solidariedade entre os nossos países. Ou seja, nós decidimos aumentar a solidariedade entre o Brics, com o aumento da atividade comercial financeira e buscar sinergias entre o Brics. Afinal de contas, o grupo, com outros emergentes, hoje lidera o crescimento da economia”.
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Publicado em 24/09/2011 por em economia.

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